Seguidores

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sou como a Fênix e renasço das cinzas que sobram de mim!



Morri e renasci várias vezes...
No meu peito entraram as farpas do fim...
Um impulso as expulsaram e eu renasci de mim!
O chão se abriu e me levou para o profundo...
Uma força interior me trouxe de volta para o mundo!

O mar da desilusão corrompeu toda resistência...
Fui salva por uma luz que resplandeceu da minha essência!
O olho maligno roubou toda minha expressão...
A garra da misericórdia me puxou do vazio da escuridão!

Morri e renasci várias vezes...
O espectro da maldade me abraçou com violência...
Porém ele me liberou quando percebeu a minha incandescência!
A morte entoou uma música fúnebre 
sobre o meu corpo quente...
E todo aquele gelo foi dissolvido pela força da minha mente!

Na primavera o vento chegou e levou todas as minhas flores...
A minha alma florida se zangou; 
dela caiu sementes de várias cores!
A solidão traiçoeira me cobriu com a areia fina do deserto
Com as mãos da fé abri um novo acesso 
e me lancei no céu aberto!


Morri e renasci várias vezes...
Sou a natureza que nasce e que morre...
Num dia sou glória; noutro sou lágrima que escorre!
Sempre existirão aqueles que irão sentenciar o meu fim...
Olvidam que sou como a Fênix; 
renasço das cinzas que sobram de mim!

Janete Sales Dany 
Obra protegida

Licença Creative Commons
O trabalho Sou como a Fênix e renasço das cinzas que sobram de mim! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário