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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Soneto Chão Trincado

O sol cominador vem castigar
Sinto o suor que cai pelo meu rosto
Triste, pois se mistura num pesar...
A lágrima que escorre do desgosto!

Faz tempo que não chove, estou sem ar!
Chão trincado, martírio bem exposto...
Pedi ao céu, por favor, num suplicar!
Perdi a noção do tempo, fardo imposto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Soneto Menina Pobre

Existe um sonho morto neste olhar
Menina pequenina pobrezinha
Tem as mãos delicadas, num clamar!
Perdura na calçada da pracinha

Estômago carente, sem jantar!
Os pés estão descalços na noitinha
A mãe maluca não quer se importar
Triste roupa que cobre, tão fininha...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Soneto Sara Kali



Minha gente adornada de vivência
Caminha neste mundo gigantesco
Santa Sara nos dá a paciência
O deserto escaldante se faz fresco

A sina transitória aviva a essência
Sara Kali nos salva do dantesco
Abre todo recurso na clemência
Clarão neste elevado pitoresco!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Soneto Alma Poeta


Sou poema vadio e sem nenhum pudor
Sou linha que se perde neste agora
Sou belo verso amante e sonhador
Sou  verve a lamentar o olhar que chora

A inspiração malandra do ofensor
Ás vezes sou amor que revigora
Sou mundo sorridente e aterrador
Tenho o rosto tristonho que te implora!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Soneto do Amanhecer



A energia da manhã mostra a nudez
Esguia na liberdade de viver
O dia renasce e só vejo o talvez
Um lindo sonho pode acontecer

No inicio todo mundo tem a vez
No portal, bela aurora a te querer!
Trouxe o começo com forte altivez
Olhe para ela e então poderá ver

 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Janela da desilusão

Eu queria ter uma janela...
Que desse visão para um horizonte bonito.
Então por ela, tiraria uma fotografia!
E nesta estampa, a tua imagem, eu colaria...
E assim, numa linda paisagem você estaria.
Porém a minha janela tem um além tão triste...
Galhos secos encobrem o que existe!
Possui barras largas de ferro, parece uma prisão...
Como colar o teu desenho nesta desilusão?
A minha janela está vedada por um arranha-céu.
De noite, eu nem vejo as estrelas no céu...


sábado, 17 de janeiro de 2015

Bendita Chuva...

Bendita chuva que molha os campos.
Que ao cair se mistura com o meu pranto.
Bendita chuva que causa o florescer.
Que ao descer faz a vida renascer.
Bendita chuva que traz a bonança.
Que enche a nossa vida de esperança!
Bendita chuva que molha as flores.
Que ao chegar abranda as minhas dores. 


O Manto da Morte...


Derrama de mansinho o triste manto
Leva o novo sem dó, sem avisar!
A vinda inesperada traz espanto
A rosa no caixão há de secar!

É saudade demais e não tem fim
Fotos coloridas de lembranças
Alguém segura à flor, fim do jardim...
A dor vai entrando, fina, como lança!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Soneto Coração Cigano




Outrora andei na rota do sofrer
Eu confrontei a penúria corpulenta!
Contratempos na frente do querer
Na fé encarei a borrasca turbulenta

Mirei o irisar no céu do meu viver
Sei, Santa Sara kali nunca ausenta!
Mereci raios de sol no amanhecer
Protegi a minha vida da tormenta

Soneto Jardim Florido

Um retrato florido se revela
Vários ramos descendo a enfeitar
Belo jardim, gravura tão singela!
Uma mulher sorrindo a costurar

O perfume das flores amarelas
Vejo dois pequeninos num brincar
Tem rosa e tem botão, bonita tela!
Há muita paz reinando no lugar





quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Abra a torneira com extremo cuidado...

Triste, um dia, a água pode secar...
Haverá muitos motivos para chorar!
O rio que esbanjava transparência...
Agora está turvo e pede por clemência!

Muitas crianças ali iam brincar...
Hoje, nem sequer podem entrar!
O peixe morreu; havia vida colorida...
A água abençoada foi vencida!

Flutuam sobre ela os nossos lixos
Dizimaram o que Deus fez com capricho.
O esgoto invadiu a água de beber...
O ser humano fez a vida morrer

A sede está matando algumas crianças
Atitudes absurdas assolam as esperanças
Tanto desperdício acontece a toda hora
Um dia choraremos ao lembrar de outrora

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Soneto Cigano


Sou cigano que permeia o mundaréu
Que atravessou o pesar da rejeição
Que procura respostas no meu céu
Que dissemina as flores do perdão

Sou cigano e venero a natureza
Sigo numa vereda luminosa
A minha fé refaz a fortaleza
Fôlego que não teme a tenebrosa!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Soneto Alma Cigana - Corrigido




Liberdade profunda no viver

Natureza que brinda toda trilha

Coragem que tempera o florescer

Povo de paz recusa uma guerrilha!



O preconceito afronta o coração

O sangue na veia dá todo perdão

Alma cigana eclode na emoção

Salve Povo Cigano na oração



Avançam nas estrelas luminosas

Nas veredas ornadas de mil rosas!

Santa Sara reluz abrindo a estrada



A fogueira ilumina a solidão

Um gitano garboso faz canção

Energia de uma vida renovada!



Janete Sales Dany 
Poesia@Direitos autorais protegidos por lei

Poesia registrada na Biblioteca Nacional
No livro "Vilarejo do preconceito e outras"
Página:16

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Alma Cigana Corrigido de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Meus Sonetos em versos decassílabos heroicos

domingo, 11 de janeiro de 2015

Olhar de nostalgia




Sonhei que você aparecia
Imagem tão bela de amor
Era noite, mas se fez dia!
Nasceu uma vereda de flor

Chorei vivendo o teu sabor
Almas na mesma melodia
Sonhei que você aparecia
Imagem tão bela de amor

sábado, 10 de janeiro de 2015

Soneto Alma Cigana



Liberdade profunda no viver
Natureza que brinda toda trilha
 Coragem que tempera o florescer
Povo de paz recusa uma guerrilha!

O preconceito afronta o coração
O sangue na veia dá todo perdão
Alma cigana eclode na emoção
Salve Povo Cigano na oração

Viajam nas estrelas luminosas
As veredas ornadas de mil rosas!
Santa Sara reluz e abre a estrada


A fogueira ilumina a solidão
Um gitano garboso faz canção
Energia de uma vida encantada!

  Janete Sales Dany
Obra protegida
 T5097921
Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Alma Cigana de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Este poema participa da Vida Cigana na Peapaz.
Certame: Povo Cigano, povo Liberto!
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-alma-cigana-corrigido.html 
Este poema foi postado novamente no dia 12/01/2015, 
fiz algumas correções.
A última linha da última estrofe não alcançava as dez sílabas 
de um Soneto com versos decassílabos heroicos, 
agora já feita a correção.
Clique na imagem e será encaminhado 
para o novo link na qual exponho 
este soneto com estas modificações:
Onde se lê 
Energia de uma vida encantada
agora com a correção:
Energia de uma vida renovada



Poesia registrada na Biblioteca Nacional
No livro "O endereço é uma ilusão e outras"
Página 15

Meus Sonetos em versos decassílabos heroicos
Clique no nome em dourado para ver:
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-cigano.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-jardim-florido.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-jarro-sedutor.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-alma-cigana-corrigido.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-alma-de-amor.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-coracao-cigano.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-do-coracao-ferido.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-do-amanhecer.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-alma-poeta.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-sara-kali.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-menina-pobre.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/01/soneto-chao-trincado.html
http://danysempre.blogspot.com.br/2015/02/soneto-da-paz.html