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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Respirar a vida do outro é deixar a própria sem ar Versão2



Descobri diversas lições vivendo...

Que falar de amor e depois falar com ódio, 
neutraliza a primeira fala...
Que falar de tudo não indica força, 
o que indica é ser a serenidade quando todos falam sem parar.
 Isto prova que o seu interior dominou o mundo de fora
 e você está calmo por dentro...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Respirar a vida do outro é deixar a própria sem ar...



Descobri várias coisas vivendo...
Que falar de amor e depois falar com ódio, neutraliza a primeira fala...
Que falar de tudo não indica força, o que indica é ser a serenidade quando todos falam sem parar. Isto prova que o seu interior dominou o mundo de fora e você está calmo por dentro...
Descobri que não é repetindo todos os dias as mesmas palavras que eu provo as certezas delas.
Entretanto ao falar só uma vez é a revelação de que não é preciso provar coisa alguma...  
A verdade nunca quer se impor, se quiser se impor é incerteza...
Descobri que se for para falar mal de alguém é melhor fechar a boca. Agora se for para enaltecer, fale, mas fale aos quatro ventos, o mundo está soterrado de palavras de ódio, seja a paz a caminhar por ele!

sábado, 25 de julho de 2015

Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...




Chove lá fora, e quem passeia está se molhando
Melhor assim, ninguém vê que estou chorando
A ventania inclina o guarda chuva impotente
Queria que arrancasse o pesar da minha mente

O mar revolto tem a ambição de inundar a calçada
O meu clamor se emaranha com o da trovoada
A chuva está desabando e parece não ter fim.
Lacrimejo, mas finjo que foi ela que caiu em mim...

Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...
Danço debaixo dele como quem vai se lavar
Choramos, eu e a natureza, e vamos nos fundir...
Quem sabe lá de cima um anjo possa me acudir!

Chuva abençoada lave a minha aflição!
Assola o que é ruim e inunda o meu coração
Passeie sobre esta terra que te espera
Acaricie as flores da minha primavera!

A nuvem escura no alto ainda persiste
Nem se importa que eu esteja tão triste
A natureza chora e estronda sem medo
Eu choramingo baixinho, e é um segredo...

Um arco-íris virá depois do temporal
Logo será visível o meu estado emocional
Sem a chuva não poderei disfarçar a agonia
Direi então que a culpa foi desta poesia...

Que criei estes versos fitando uma bela pintura...
Nela a tempestade caia e a tarde estava escura
Que nesta hora fiquei triste e a lágrima escorreu...
E na verdade, o pranto é do poema, não é meu!

Janete Sales Dany
Poema@protegido por lei
Licença Creative Commons
O trabalho Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Prêmio que recebi da Amada Peapaz:
Antologia Imagem e literatura  57 
The rain/ Trough and rain
A Chuva

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Soneto Eu Danço - Decassílabo Heroico




Vou dançar no momento de chorar
Chorei demais e agora vou sorrir
Qualquer onda do mar eu vou pular
Nasci para viver e colorir

Toda noite uma estrela irá brilhar
A escada para o céu tem que surgir
Nasce no alto o lugar para dançar
Vou reluzir na ponte do florir
 
Meu corpo vai pender para o clarão
Eu vou viver com paz no coração
Girando vou sentir a adrenalina
 
Solto o corpo e do mundo até me esqueço
E para este esplendor eu me ofereço
Dançando a minha vida se ilumina

Janete Sales Dany

sábado, 18 de julho de 2015

Soneto Primavera - Decassílabo Heróico




Adoro quando nasce a primavera
Flores se abrindo em todo meu jardim
Estimo demais, nisto sou sincera...
Sempre prezo o perfume do jasmim

Tanto esplendor, parece uma quimera...
Amo e vou contemplar; cores sem fim!
É só numa estação, mas vale a espera
Linda rosa que ostenta a cor carmim

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Soneto Eu Te Amo - Decassílabo Heroico




Eu te amo e falo deste sentimento
Sem você tudo não tem mais razão
Some a cor, e o meu céu se faz cinzento
Fico ouvindo o pulsar do coração

Eu te amo e falo deste pensamento
Você sempre foi luz, minha emoção!
As flores se abrem em qualquer momento
Jamais me esqueço da nossa canção

sábado, 11 de julho de 2015

Soneto Palhaço Fingido - Decassílabo Heroico






Eu conheci um palhaço, era fingido
Mostrava a cor vermelha no nariz
Sorriso largo quando aborrecido
Um fingidor, pois nunca foi feliz


Preservava o querer adormecido
Ás vezes procurava a meretriz
Dentro ferido e fora colorido!
Pois não tinha um amor, vida infeliz...

Falso riso com dor no coração
A alma, num tropeçar, pedras no chão!
No espelho, vasta fábula na cor...

Aquele colorido era quimera
Ele sempre chorou na primavera
Tão carente de amor, um sonhador!

Janete Sales Dany
Soneto@ Protegido por lei
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
No Livro:
“O amor morre e não vejo compaixão
e outras”

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Palhaço Fingido de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
 OBS: As fotos utilizadas no vídeo são apenas uma ilustração,(Imagem de domínio público)usei como parte artística, portanto nada tem a ver com este poema.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um pouco de luz há de vir comigo! Assim sigo...







Nunca me fez mal estar entre os grandes.
Sempre vi isto como um enorme estímulo...
E estar entre os pequenos, também não.
Porque pequena sou, e sempre gostei de unir as forças.
Dar as mãos é aceitar as diferenças.
É ver que nascemos para nos completar.
Nas estações do existir o que vale é as mãos estendidas.
Mãos que se juntam, e unidas fazem a força da vida.
Gosto de ir para lugares iluminados...
Mesmo que não tenha esta luz na minha casa.
Porque estando neles, vejo o que causa tanto esplendor.
E então, tento me espelhar, e sei que não posso fazer igual...
Pois nada neste mundo se iguala com perfeição.
Só que tenho a certeza que quando o meu olhar olha com amor...
Um pouco de luz há de vir comigo! Assim sigo...
Não olvido a notável verdade que o superior um dia já foi inferior.
E eu, no meu entender, pensando assim, nunca limito o meu crescer!
Pensem nas crianças...
Os pequeninos são atrevidos e vivem se descobrindo...
Passamos a envelhecer quando qualquer inovação é impossível.
Quando tudo o que é diferente passa a ser uma ameaça.
Em vez de sermos a vida, somos apenas observadores da mesma.
Como árvores plantadas e cercadas pelo medo...
Nossa existência é um eterno bailar, alguns dançam rápido...
Outros bailam como as bailarinas...
Uns ensaiam uma nova dança.
Danças diferentes, e é isto que encanta!
Viver é aprender desde criança.
E nunca se achar incapaz de tudo...
É a esperança que move o mundo...
É ter coragem de se mostrar...
Errar, acertar, e se renovar!
Isto é viver...
Se você tem LUZ não se envergonhe de ter...
Só tem porque fez por merecer!
Revele, não deixe o seu melhor morrer...

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
O trabalho Um pouco de luz há de vir comigo! Assim sigo... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Santa Sara - Luz e Amor





Uma Cigana se perdeu da caravana
E assim foi andando e chorando
Onde estaria o seu povo amado?
Fitava o porvir com o olhar cansado
Para Santa Sara ela pediu uma solução
Que desenhasse a descoberta no chão
E de noite viu um risco de rosas amarelas
E isto a fez ir para dentro de uma capela
Não entendeu aquele chamado
Mas logo viu e sorriu...
Avistou um integrante do seu povo amado
Santa Sara mostrou o caminho com muita flor

Em agradecimento a Cigana chorou e rezou:
-Santa Sara, agradeço a Luz do Teu Amor! 

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
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