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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Soneto Grito da Natureza



A natureza clama por amor
O mar quer se livrar da poluição...
No urro das ondas quer mostrar a dor
Empurra o que não quer, e é tudo em vão.


O petróleo retorna e traz terror
A fumaça escurece a elevação
A chuva vem e alerta sobre o horror
O relâmpago roga num clarão

domingo, 13 de setembro de 2015

Soneto Rosa Amarela - Decassílabo Heroico



Abri a janela e logo vi uma rosa
Brotou no meu jardim, quer me enlevar!
Amarela, tão linda e tão cheirosa
Alguém colocou, não vi colocar!

O vento quis lesar; noite penosa...
Parece frágil, nem posso afagar!
Vou falar dela, e pode ser em prosa...
Foi Deus que plantou para me agradar 


Cuidarei desta flor com muito amor
Ela tem formosura, veja a cor!
E nas manhãs reluz na minha vida...

Minha rosa nasceu para encantar...
Está num galho e nem devo apanhar!
Quem dera eterna, sem a despedida!

Janete Sales Dany
Poema registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional 

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Rosa Amarela de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 12 de setembro de 2015

Soneto Morte - Decassílabo Heroico


Não posso acreditar que exista o fim
Não sou somente corpo a se mostrar
A morte vaga até no meu jardim
Uma rosa sem cor me faz chorar

Escurece e a mudez começa enfim
Mas a alma avança até mesmo sem ar
Flor do jasmim na mão do querubim
Hora triste, meus olhos vão chorar!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Um olhar que procura um amor que se foi


Mulher linda de olhar distante que olha para o nada...
Quem a vê não entende muito bem o que acontece
Tem um leve sorriso no canto da boca
Está pensando num ontem que não volta mais
Num dia em que corria nos campos colhendo flores
Relembra que levava rosas nas mãos e veio a chuva
O vento roubou todo aquele encanto que trazia
O cabelo ficou bagunçado e o vestido molhado
E a transparência do tecido mostrou as belas curvas
Logo percebeu que um moço colhia as rosas que havia perdido
E ele devolveu uma a uma para as mãos que estavam vazias
A cada entrega o olhar dele se aprofundava no dela
O amor estava nascendo e a chuva foi morrendo
E um beijo surgiu e no céu apareceu um arco Iris
O abraço dele esqueceu que havia delicadeza nas mãos dela
As rosas foram esmagadas contra o peito
O Romance ficou perfumado, e se amaram ali mesmo...
O cantar dos pássaros e os sussurros dos dois faziam uma canção
Queria que fosse eterno aquele momento...
Mas...
Não viveram felizes para sempre, pois logo em seguida ele se foi.
E até hoje ela olha distante como quem busca a ternura perdida
Procura aquele olhar invasor, mistura de paixão e amor...
Procura no passado um pouco do vento que brincou com ela
Procura aquele abraço que esmagou as flores contra o coração
Quer de novo o beijo na boca que mostrou o colorido na elevação
Procura as mãos perfumadas que a levaram a muitos apogeus
Mãos que lhe deram carinho, mas também lhe deram adeus... 


 Janete Sales Dany

Licença Creative Commons
O trabalho Um olhar que procura um amor que se foi de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Com este poema conto estou participando da Antologia imagem e literatura PEAPAZ
 
Imagem que utilizei para fazer este Gif:
https://pixabay.com/pt/outono-folhas-laranja-vermelho-885856/
Pixabay


domingo, 6 de setembro de 2015

Soneto Guerra - Decassílabo Heroico




Era para chorar e eu não chorei
Amor não ligue para minha dor
Arrancaram as flores que plantei
No meu jardim não colho alguma flor

Derrubaram o céu que namorei
Lamento, no elevado não tem cor!
Dentro de mim há mar que jamais dei...
Pranto que quer vencer o vencedor!