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domingo, 22 de outubro de 2017

Eu Sou a Humanidade - Soneto Alexandrino


Eu não nasci do agora, o meu tempo é distante!
Bem sei do preconceito e da sombra da morte 
E da terra tão seca e da sede constante
Tremi no terremoto, e só quero o meu forte...

Eu trago em mim a fome, e a íris suplicante!
Venho da Chernobyl, fui salvo pela sorte...
Eu vi sangue dos meus... Triste fuga constante
Eu sou refugiado, eu fiquei sem um norte!

Eu não tenho meu lar, e só resta a memória
Vivo em busca da paz, e é tão longa esta história!
Sofri na escravidão, sou a diversidade!

Escapei do tornado e vi tanta aflição
Eu não nasci do agora e esta terra é meu chão
Sempre fujo da guerra, eu sou a humanidade!

Janete Sales Dany

Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17


São Paulo Brasil
Recanto das letras: T6149621
Licença Creative Commons
O trabalho Sou a Humanidade Soneto Alexandrino de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.




Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :
Eu/ não/nas/ ci/ doa/GO/
ra, o /meu/tem/po é / dis/TAN/te.
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "A e O"
Eu não nasci do aGOra,o meu tempo é disTANte.



Este poema fala das catástrofes 
que assolaram a humanidade
Fala da fome mundial
Fala da terra seca em que a chuva 
nunca chega para molhar
Fala da sede humana que persiste 
em várias partes do mundo

Fala do acontecido em Chernobyl: 
Acidente Nuclear
Fala do preconceito 
ainda tão vivo em nossa terra
Fala dos terremotos e dos tornados...
Fala dos refugiados 
em busca de um novo lar
Este vídeo mostra 
o sofrimento da Humanidade,
tão vivo e expressivo...
Claro que na terra existe alegria,
mas como ser feliz por completo
vendo o próximo em desespero?






Em meus Sonetos Alexandrinos 
cometi um erro, uma das regras:
Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 
(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).
Em alguns de meus versos, 
não estive atenta a esta regra...Mil perdões.
Deixo esta observação para os leitores 
que buscam modelos de Sonetos Alexandrinos

Janete Sales Dany

Fiz a correção deste soneto, veja neste link,
clique na imagem :

6 comentários:

  1. Verdade amiga poetisa Janete Sales! Infelizmente as perspectivas não são boas. A verdadeira felicidade é quando estão felizes. Muito bem observado amiga Janete Sales. A paz.

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    1. Boa noite caro escritor amigo Eduardo Samuel. Feliz em recebê-lo aqui, sim, a verdadeira felicidade, existe em ver que o outro está bem. Agradeço a presença que ilumina esta publicação Noite de paz Volte sempre!

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  2. Parabéns por este belo e emocionante poema, que nos toca, profundamente,a alma! Sucesso!

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    1. Bom dia querida amiga Escritora Mirian Menezes Fico muito feliz que gostou e feliz também com a sua linda presença. Gratidão, uma sexta feira de paz Volte sempre Bjs

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  3. Somente quando os homens abrirem seus corações; para que neles entre a DIVINA LUZ; a tão sofrida HUMANIDADE, poderá desfrutar das maravilhas da CRIAÇÃO!...

    MINHA TÃO INSPIRADA E QUERIDA POETISA...PARABÉNS!...

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    1. Bom dia caro amigo escritor Geraldo Coelho Zacarias Fico feliz que apreciou, agradeço a presença que ilumina,amém para suas sábias palavras, feliz sábado!

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