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sábado, 25 de novembro de 2017

Soneto Alexandrino - Corrigido



Amo este alexandrino, e nele o encanto impera...
Um soneto com alma e sinto que tem vida
Vem como realidade e some, nem me espera!
Renasce uma saudade e noto que convida...

Contemplo novamente e nasce a primavera
É verso que reluz, a cena é colorida...
Sinto as quatro estações, desenhos do que eu era! 
Soneto de emoções, fases da minha vida...

Minha manhã de amor, nela o sol que embevece!
Há também o meu pranto, e revela o que sinto...
Noto que a alma se agita, e é momento de prece...

Lembranças num soneto, e nasce a melodia
Caminho para o fim, e entro num labirinto!
Morte em vida é viver, reluzir na poesia


Janete Sales Dany

Poema@ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional no livro:
Soneto Amor Eterno e outras


Exemplo de Soneto Alexandrino
Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 

(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).
Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílaba
Lembranças num soNEto, 
e nasce a meloDIa!

14 versos, 4 estrofes
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas:
Lembranças num soneto, e nasce a melodia!
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "e"



As fotos transformadas na animação
foram feitas no aplicativo Desenho de Retrato

Colocarei o link do site na foto,
caso você queira conhece-lo
eu recomendo:

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Refém do Leito - Soneto Decassílabo Heroico



Chove e a solidão dorme do meu lado
Pés presos, mãos atadas no destino
Deitado, sem ação, mas concentrado
Escuto aquele som, é um violino!

As estrelas sumiram do elevado 
Muito tempo que vivo em desatino
Enlaçado no meu mundo encerrado
Agora um refém, não vejo, imagino! 

Dói todo o corpo e minha alma também
E some o fio, mas volta num vaivém!
Eu sonhei que molhava os pés no mar...

Bendita esta mão que lava o meu rosto
Ameniza a amplitude do desgosto...
Incerteza, acordar ou delirar?

Janete Sales Dany
Soneto @ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Lobo Do Gelo e Outras
Página: 13

sábado, 18 de novembro de 2017

Soneto Alexandrino - Eu Sou a Humanidade

Um soneto alexandrino que foi corrigido
Terminações paroxítonas em todos os versos:

Eu Sou a Humanidade 
Soneto Alexandrino corrigido

Eu não nasci do agora, o meu tempo é distante!
Bem sei do preconceito e da sombra da morte 
E da terra tão seca e da sede constante
Tremi no terremoto, e só quero o meu forte...

Eu trago em mim a fome, e a íris suplicante!
Venho da Chernobyl, fui salvo pela sorte...
Eu vi sangue dos meus... Triste fuga marcante
Eu sou refugiado, eu fiquei sem um norte!

Eu não tenho meu lar, e só resta a memória
Escapei do tornado e vi tanta amargura
Vivo em busca da paz, e é tão longa esta história!

Sempre fujo da guerra, eu sou a humanidade!
Eu não nasci do agora e a injustiça perdura
Sofri na escravidão, sou a diversidade!

Janete Sales Dany


Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17
São Paulo Brasil


Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SONETO ALEXANDRINO FÊNIX CORRIGIDO



Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Não sonho á noite, rezo, e vivo a claridade...
Investigue meu ser, é puro sentimento
Tenho um coração terno e imerso na saudade

Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Calo um grito noturno e afogo na quimera
O segredo se estende e fica mais intenso
E de manhã ressurjo e volto a ser quem era
Olho para o elevado, o impulso é que me rege... 
Sorriso sempre largo, e o pranto, só dispenso!
Como Fênix, renasço, e sei quem me protege!
Janete Sales Dany
Poema @ registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro Manto Santo e outras Página 09
Separação das sílabas 
Poéticas ou escansão

 Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Nas/ci /com/ a al/ma/ SOL/ta, e/ fu/gaz /co/mo o /VEN/to
Não sonho á noite, eu rezo; e vivo a claridade...
Não/ son/ho á/ noi/te, eu/ RE/zo; e/ vi/vo a /cla/ri/DA/de...
Investigue meu ser, é puro sentimento
In/ves/ti/gue/ meu/SER/, é/ pu/ro/ sen/ti/MEN/to
Tenho um coração terno e imerso na saudade
Ten/ho um/ co/ra/ção/TER/no e i/mer/so /na/ sau/DA/de



Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento

To/mo um/ ban/ho /de/ LUZ/, fu/jo/ do/ mar/ san/GREN/to
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Dói/ lá /den/tro /meu/ DEUS/, es/que/ço a/ rea/li/DA/de...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Voo/ num/ céu/ de in/ven/ÇÃO/, só/ meu/ nes/te/ mo/MEN/to...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Não/ dur/mo á/ noi/te, eu/ RE/zo; e en/ca/ro a /tem/pes/TA/de

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Soneto Alexandrino - BENEDICITE! Métrica


BENEDICITE!© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

Bendito o que, na terra, o fogo fez, e o tecto; 
E o que uniu a charrua ao boi paciente e amigo; 
E o que encontrou a enxada; e o que, do chão abjeto, 
Fez, aos beijos do sol, o ouro brotar do trigo; 

E o que o ferro forjou; e o piedoso arquiteto 
Que ideou, depois do berço e do lar, o jazigo; 
E o que os fios urdiu; e o que achou o alfabeto; 
E o que deu uma esmola ao primeiro mendigo; 

E o que soltou ao mar a quilha, e ao vento o pano; 
E o que inventou o canto; e o que criou a lira; 
E o que domou o raio; e o que alçou o aeroplano... 

Mas bendito, entre os mais, o que, no dó profundo, 
Descobriu a Esperança, a divina mentira, 
Dando ao homem o dom de suportar o mundo!¨
© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

BENEDICITE!© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

Ben/di/to o/ que/ na /TER/ra o/ fo/go /fez,/ e o /TE/to
E o/ que u/niu/ à/ char/RU/a o /boi/ pa/cien/te e a/MI/go;
E o/ que en/con/trou/ a en/XA/da; e o /que /do/ chão /ab/JE/to,
Fez/ aos/ bei/jos /do /SOL,/ o ou/ro/ bro/tar/, do/ TRI/go;

E o /que o /fer/ro /for/JOU;/ e o /pie/do/so ar/qui/TE/to
Que i/deou/, de/pois/ do/ BER/ço e /do /lar/, o /ja/ZI/go;
E o /que os/ fi/os/ ur/DIU/e o /que a/chou/ o al/fa/BE/to;
E o/ que/ deu/ u/ma es/MO/la ao /pri/mei/ro/ men/DI/go;

E o /que/ sol/tou/ ao/ MAR/ a/ qui/lha, e ao /ven/to o/ PA/no,
E o/ que in/ven/tou /o /CAN/to e o /que/ cri/ou/ a /LI/ra,
E o/ que/ do/mou/ o/ RA/io e o /que al/çou/ o ae/ro/PLA/no…

Mas/ ben/di/to en/tre os/ MAIS/ o/ que/ no /dó /pro/FUN/do,
Des/co/briu/ a es/pe/RAN/ça, a/ di/vi/na/ men/TI/ra,
Dan/do ao/ ho/mem /o/ DOM/ de /su/por/tar/o/MUN/do!

© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac 
(Rio de Janeiro RJ 1865-1918)



Soneto Alexandrino

Sílabas tônicas que 
são obrigatórias 
na 6ª e 12ª sílaba
14 versos, 4 estrofes

Dois hemistíquios cada um
com 6 sílabas
Olavo Bilac: jornalista, contista, 
cronista e poeta brasileiro 
do período literário parnasiano, 
membro fundador da 
Academia Brasileira de Letras. 
Nome Completo: 
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
O/la/vo/ Brás/ Mar/tins/
 dos/ Gui/ma/rães /Bi/la/c 

Um verso Alexandrino

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SOMOS ETERNOS

Somos eternos

Um dia vão se lembrar...
Somos eternos...
Somos uma energia que sobrevive 
mesmo quando nós 
deixamos este mundo!

Cuide da sua energia!

Porque quando você se for...

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A Semente - Soneto Alexandrino


Esquecida na terra, e pronta para a morte
Sem rega, sem amor, tão triste a solidão
Ás vezes tinha sol... E chuva, só com sorte
Desprezavam sem dó, mundo de ingratidão

E assim, ficou sem luz, padecendo sem norte
Romper o chão, nascer? Nunca, quanta ilusão!
Tempo passou veloz, e nada que conforte
Mas algo reluziu, surgiu outra estação...

Primavera de amor, e a essência protestou:
Eu descobri, sou flor! Meu sonho começou...
A semente explodiu, despertou para a vida

O céu quis proteger... Trouxe a chuva bendita!
Luz do sol aqueceu... Compaixão infinita!
Uma benção de Deus! Nunca foi esquecida...

Janete Sales Dany
Poema@ todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
 "Soneto Lobo do Gelo e outras"
Página 07



A SEMENTE- SONETO ALEXANDRINO

EXEMPLO DE MÉTRICA

Es/que/ci/da /na /te/rra, e/ pron/ta /pa/ra a/ mor/te
Sem/ re/ga,/ sem/ a/mor/, tão/ tris/te a/ so/li/dão
Ás /ve/zes/ tin/ha /sol/... E/ chu/va,/ só/ com/ sor/te
Des/pre/za/vam/ sem /dó/, mun/do/ de in/gra/ti/dão

E a/ssim/ fi/cou/ sem/ luz/,  pa/de/cen/do/sem /nor/te
Rom/per/ o /chão/, nas/cer?/Nun/ca,/ quan/ta i/lu/são!
Tem/po/ pa/ssou/ ve/loz, /e/ na/da/que/ con/for/te
Mas/ al/go/ re/lu/ziu,/ sur/giu /ou/tra es/ta/ção...

Pri/ma/ve/ra/ de a/mor/, e a e/ssên/cia/ pro/tes/tou:
Eu/des/co/bri,/sou /flor/! Meu/ son/ho /co/me/çou...
A/ se/men/te ex/plo/diu,/ des/per/tou/ pa/ra a/ vi/da

O/ céu/ quis/ pro/te/ger.../Trou/xe a /chu/va/ ben/di/ta!
Luz /do /sol/ a/que/ceu.../Com/pai/xão/ in/fi/ni/ta!
U/ma/ ben/ção/ de/Deus!/Nun/ca/ foi /es/que/ci/da...

Por Janete Sales Dany


Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical


domingo, 5 de novembro de 2017

SONETO FÉ - Decassílabo Heroico



Eu vou me erguer depois de qualquer dor
Serei como o mar, mil ondas gigantes!
Sol que aquece um jardim acolhedor 
Belas trovas de amor para os amantes

Força que sempre encara o predador
Eu vou alcançar meus sonhos distantes
E terei na alma a luz do vencedor.
O brilho das estrelas cintilantes!

Acredito que o bem há de vencer
A paz há de reinar no amanhecer
Agradeço a Deus pelo dom da escrita

E se o pranto descer eu vou sorrir
Será difícil algo me ferir
Pois reluz em mim a fé infinita

Janete Sales Dany 
Poema @ todos os direitos reservados
T6163590
Poesia registrada na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
Soneto Lobo do Gelo e outras
Numero: 9267/17




SONETO FÉ

Eu /vou/ me er/guer /de/POIS/ de/ qual/quer /DOR
Se/rei /co/mo o /mar,/ MIL/ on/das/ gi/GAN/tes!
Sol/ que a/que/ce um/ jar/DIM/ a/co/lhe/DOR
Be/las/ tro/vas/ de a/MOR/ pa/ra os/ a/MAN/tes

For/ça/ que/ sem/pre en/CA/ra o/ pre/da/DOR
Eu /vou /al/can/çar/ MEUS/ son/hos/ dis/TAN/tes
E /te/rei/ na al/ma a /LUZ/ do/ ven/ce/DOR
O/ bri/lho/ das/ es/TRE/las/ cin/ti/LAN/tes!

A/cre/di/to/ que o /BEM/ há/ de/ ven/CER
A /paz/ há/de/ rei/NAR/ no a/man/he/CER
A/gra/de/ço a/ Deus/ PE/lo/ dom/ da es/CRI/ta

E/ se o/ pran/to/ des/CER/ eu/ vou /so/RRIR
Se/rá /di/fí/cil/ AL/go/ me /fe/RIR
Pois/ re/luz/ em/ mim /A/ fé/ in/fi/NI/ta

Janete Sales Dany


Demonstração da métrica poética
deste soneto decassílabo heroico.
​​​​​​​Acentuação tônica na sexta e décima sílaba
Para realizar a metrificação poética 

é preciso ter ouvidos atentos
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

É Natal, reluziu a estrela guia! Soneto Decassílabo Heroico

Pés descalços, a fome sempre resta... 
Porventura, no lixo, um alimento!
Cidade iluminada, quase em festa
Um olhar consternado, mas atento!

Começou a sonhar com o que resta!
As estrelas no céu, só este alento...
Uma festa! Nem que fosse modesta!
Então viu uma luz no firmamento

Algo alcançou seu pobre coração
Começou a fazer uma oração
E no alto reluziu a estrela guia

Mais intensa, ficou aquela luz
E sonhou com a vinda de Jesus!
Uma noite repleta de alegria!

Janete Sales Dany
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17

São Paulo Brasil
Recanto das letras:T6159719
Demonstração da métrica poética
deste soneto decassílabo heroico.
​​​​​​​Acentuação tônica na sexta e décima sílaba
Para realizar a metrificação poética 
é preciso ter ouvidos atentos
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical
Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :

Ci/da/de i/lu/mi/NA/da, /qua/se em/ FES/ta


As imagens foram trabalhadas
nos programas Gratuitos
PhotoScape e Gimp