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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Soneto Milagre - Alexandrino


Acordo e vejo o sol, é tempo de alegria! 
Ressurge a primavera, a paz está nascendo 
Ouço a canção de amor, e parece poesia 
Pura felicidade, e estou estremecendo... 

O pássaro está livre, e vive em cantoria 
Lutei tanto por isso, o pesar falecendo 
Comemore comigo, acabou a sangria 
Há riso de criança, e anjos aparecendo 

Sepultei todo o medo, a porta está aberta 
Revolução de amor, o milagre esperado 
Não pode ser um sonho, a manhã nos liberta 

Fé que nasce da fonte e todos terão calma 
Sinto que estou no céu, findou o que era errado 
Um impulso de luz, e percorre a minha alma

Janete Sales Dany
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
Soneto Esperança e outras
Página: Página 05
Registro /protocolo:7456/18


Nesta publicação:
Exemplo de um Soneto Alexandrino 
a escansão dos versos( Métrica)
São 4 estrofes, sendo 2 quartetos 
seguidos por 2 tercetos.
Versos dodecassílabos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Meu Sol de Primavera - Soneto Alexadrino


Existe algo no céu, tentação evidente 
Lá está o seu nome, e como é que lhe esqueço? 
O seu rosto aparece e ganha a minha mente 
Permanece num sonho, ama a hora que adormeço 

Navego em seu olhar e tão perdidamente... 
Mas em seguida acordo, e quem dera o começo? 
Amar é sofrimento, a saudade é fremente 
Você causou poesia, e como é que lhe esqueço? 

Surge em toda a canção, e pela vida afora 
Até em meu silêncio, e nele faz barulho 
Nascem queixas de amor, jamais irão embora 

Minto se digo adeus, e se insisto, é quimera! 
E como é que lhe esqueço? Abdico o meu orgulho... 
Assumo que é sem fim, meu sol de primavera!

Janete Sales Dany
Poema@ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
no Livro: Soneto Esperança e outras
Página:06 Registro /protocolo:7456/18


Exemplo de escansão
Métrica
 Soneto Alexandrino
Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 

(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).
Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílaba
Sur/ge em/ to/da a /can/ção, 
e /pe/la/ vi/da a/fo/ra 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A Menina e a Poesia


Menina sensível que escrevia num caderno
Dizia que estava inventando poesia
Sempre queria mostrar no fim do dia
Mas a mãe nunca ouvia e logo dormia...
Um ano se passou e ainda escrevia


Porém algo pesaroso aconteceu
A menina adoeceu e se afastou da poesia
Passou a ser uma criança triste
Que nunca sorria...
Todo o esforço para curá-la foi em vão
E para o mundo disse adeus...
Com as mãozinhas no coração

O quarto da menina virou tristeza
A mãe se lembrou do caderno de poesia
Curiosidade de ver o que tanto escrevia
Ao abrir teve uma grande surpresa
Em todas as folhas havia só uma frase:

Eu te amo mamãe

Janete Sales Dany
Poema@Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Esperança e outras
Página: 11 Registro /protocolo:7456/18

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Soneto Esperança - Decassilabo Heroico



Óh manhã da tristeza, morre agora! 
Sou faísca de amor, uma oração 
Sou um pingo de orvalho que te implora 
Sou o olhar da criança, uma canção 

Sou semente esquecida e busca a aurora 
Óh triste manhã, vou rasgar o chão... 
E virar primavera, chegou a hora! 
Sou a esperança quase em extinção 

Sou o filete de água sem sentido 
Vou à busca do lago protegido 
Em cada pequenez, uma vontade! 

Sou o pranto que rola todo dia 
Sou uma voz sem rumo, uma poesia 
Só tenho uma ambição: Felicidade!

Janete Sales Dany
Poesia@todos os direitos reservados
Registrada e imortalizada
no livro: Soneto Esperança e outras
Página:06 
Registro /protocolo:7456/18
Exemplo de um Soneto Decassílabo Heroico
e Escansão dos versos
4 estrofes, sendo 2 quartetos 

seguidos por 2 tercetos
Versos heroicos
O item principal é a métrica, 
todas as linhas com 10 sílabas poéticas 
Acentuação tônica na 6ª e 10ª sílabas
Quanto as rimas:
rimas entrelaçadas ou opostas – abba -
rimas alternadas – abab
rimas emparelhadas – aabb


Sou/ o/ pran/to/ que/ (ro)/la/ to/do/ (di)/a
Sou/ u/ma/ voz /sem/ (
ru)/mo, u/ma/ poe/(si)/a
Só/ ten/ho u/ma am/bi(
ção): Fe/li/ci/(da)/de!
Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Esperança de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.