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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Silêncio - Soneto Alexandrino




Silêncio que diz tanto, e útil de vez em quando 
Sem ele algo se esvai... razão da travessia! 
Bálsamo na discórdia, e é alma esperançando... 
Pela paz do amanhã; morte da gritaria! 

Uma voz que se esconde, e a rixa vai minando... 
Coragem que reluz, pura sabedoria! 
E triste, se vencido... O tumulto se armando! 
Só quem cala é feliz! Assim reina a harmonia... 

Uma andança em si mesmo, e à procura da essência 
E se ouve a voz de Deus... Amparo na crueldade 
Pode o sol se esconder, jamais lastime a ausência 

Mansidão na contenda... Uma luz que se sente! 
Paz divina no olhar, vivência em claridade 
Bálsamo para a mente, a esperança presente!

Janete Sales Dany
Poema@ Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Esperança e outras
Página:07 Registro: 768498


Métrica deste Soneto Alexandrino

Exemplo de escansão

Terminação dos versos 
com palavras paroxítonas 

(chamadas de palavras 
graves por Bilac e Passos).
Sílabas tônicas que são obrigatórias 
na 6ª e 12ª sílaba
14 versos, 4 estrofes

Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas:
Bál/sa/mo/ pa/ra a/ MEN/te, 
a es/pe/ran/ça/ pre/SEN/te!




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