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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estrela onde foi que eu errei?

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Vai estrela! Se oculta de novo!
Deixa-me neste profundo sufoco
Quando brilhava era tudo para mim
Eu dormia sorrindo coberta de cetim


 Vai estrela! Brilha em outro céu!
Nem se incomoda; eu vou assim ao léu
Quando proseava comigo tudo tinha razão
Hoje longe, nem sente que arrasou um coração


 Vai estrela! Esconde de mim o seu ar!
Você me fez saber que eu ainda sei amar
Quando surgia o meu intimo fazia a maior festa
Hoje já me esqueceu; é só a saudade que me resta


 Vai estrela! Para o lugar que ninguém te vê!
Ainda assim nunca menospreze que eu amo você
Quando pressentia o teu calor eu sabia que era amor
Hoje sem a sua existência 
a natureza perdeu toda a cor


 Vai estrela! Eu fiquei sozinha no templo!
 E mesmo no abandono eu sigo o teu exemplo
Quando me mostrava o teu horizonte eu era feliz
Hoje a felicidade é uma flor que foi arrancada pela raiz


 Que saudade estrela! Onde foi que eu errei?
Posso morrer agora; porque um dia te encontrei
Quando me dizia coisas lindas era o que eu queria ouvir
Retorna numa tarde de primavera 
e faz a minha vida sorrir!
Janete Sales Dany

Poesia Registrada na Biblioteca Nacional 
Licença Creative Commons
O trabalho Estrela onde foi que eu errei? de Janete Sales Dany foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

http://caestamosnos54.blogspot.com.br/2014/03/xii-antologia-portal-cen-ca-estamos-nos.html 

Com esta poesia participei do Portal CEN

XII ANTOLOGIA PORTAL CEN 

"CÁ ESTAMOS NÓS" 

 MARÇO 2014



O meu sonho que nasce e que morre



O meu sonho...
Tão perto e tão longe
Esvaiu-se e agora se esconde!

O meu sonho...
Tão vivo e tão morto 
 Desprezá-lo seria um aborto

O meu sonho...
Tão real e tão imaginário
O meu prazer e o meu calvário

domingo, 29 de setembro de 2013

Poeta Deus te deu o proferir nas letras


Existe muito prazer em ser um poeta
É como sentir a paixão mais completa
É vislumbrar o céu com salpicos de luz
É apreciar o outro; enfrentar os tabus

É descobrir no rosto triste o riso terno
O que flui direto da alma se faz eterno
É vivenciar a tristeza; encontrar a paz!
Das caminhadas mais lindas se é capaz

Poeta Deus te deu o proferir nas letras
Articula sobre as flores e as borboletas
Liberta o espírito puro dos sentimentos
Exercita a voz e mostra o teu momento

Deixa sair de ti o que outros escondem
Faz a metamorfose e mostra o homem
A cara é aberta, pois abandona o pudor
Coração gigante que sobrevive do amor

Sonha acordado com o que mais quer
Seus versos são de homem ou mulher
Deixa a imaginação voar sem inibição
É um desafiador da própria condição

Vivencia a fome do indivíduo faminto
E lúcido finge um porre de vinho tinto
Na poesia faz o que pensa sem medo
Da adversidade cria o seu brinquedo

E tremulam as letras dentro do poeta
Precisa mostrar o que não se aquieta
O cântico roga e quer sair do interior
É assim que nasce um verso de amor

Janete Sales Dany

 Poesia Registrada na Biblioteca Nacional
Licença Creative Commons
O trabalho Poeta Deus te deu o proferir nas letras de Janete Sales Dany foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

Com esta poesia participei da 
ANTOLOGIA LOGOS/FÉNIX DO MÊS DE JULHO 2015
- 402 PARTICIPAÇÕES - 17 PAÍSES

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/L15/LOGOS15-JUL2015-POESIA_32.htm


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

As asas cruéis da solidão


Muitos já viram um anjo que caminha só
Pisa num chão seco e em volta sobe o pó
Olhos atentos ao mundo que não é seu
Carrega no peito o coração que morreu

Leva com ele as asas cruéis da solidão
Nem relembra que já teve um coração
O seio dividido e o rosto entristecido
Não está vivo; será que teria morrido?