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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Meu mundo de infância tão longe...


Saudade de uma época em que eu não precisava muito para ser feliz
Eu brincava de boneca e de amarelinha; no chão escrevia com um giz
Época em que a vitrola tocava músicas das mais lindas e sentimentais
Hoje algumas falam palavrão e a noite escuto más notícias nos jornais!

Eu não cuidei bem do meu coração!


Eu ganhei um coração
Eu queria mostrar o tesouro que eu ganhei
Não era de ouro e também não era de prata
Porém para mim era lindo; eu bem sei...
 


Era de plástico e não pulsava
Tinha a cor que eu mais gostava
O vermelho de uma flor
Ele representava a palavra amor!

 

domingo, 6 de outubro de 2013

Por favor, não interrompam quem criou a poesia!

Eu me transfiguro quando faço uma poesia
A realidade estaciona como uma fotografia
O choro fica aprisionado para um novo dia
E se há riso ele se corrompe na melancolia

Eu principio a intempérie num pôr do sol
Gero vento e sacudo as pétalas do girassol
O meu mundo espiritual às vezes é agitado
Não me interessa se lá fora está sossegado!

sábado, 5 de outubro de 2013

Eu tive sorte! "Versão 2"



Eu estava na mão do semeador
Ele selecionava a semente mais bela
Aquela que poderia se tornar uma flor

Eu estava disforme e mofada
Ele me lançou para longe e não teve dó
Declarava que eu não deveria ser plantada

O sol raiou e me ressecou mais ainda
Depois eu desafiei a violência da enxurrada
E tudo por causa da descrença 
de que eu não seria linda!

Porém surgiu um vento que me jogou na terra
Calculei que naquele ensejo a destruição era certa
Batalhei como um gladiador que enfrenta uma guerra

Senti o sol e a chuva de novo me atingindo
Na amargura a minha raiz se prendeu no chão
Pude experimentar a potência das águas caindo

Noutro dia eu sentia a paz, a calmaria
E o sopro já não conseguia me deslocar
Apreciei a alegria de ter sobrevivido da agonia

Nesta mesma condição eu fui crescendo
Galhos resistentes, folhas tenras e esperança!
A minha confiança aos poucos foi reaparecendo



E chegou a primavera; eu me fiz uma flor
O semeador que me desprezou por ali passou
Estremeci, naquele instante experimentei um pavor!