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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sou um anjo que tem a rosa da morte


Sou um anjo de olhar deprimente
Olho para o céu e não vejo a estrela cadente
Sou um anjo que nada fez para um dia estar assim
O cheiro da morte se mistura com a flor do jasmim

Sou um anjo que marcha nas brasas
Como voar? A dor roubou as minhas asas!
Sou um anjo que espera por um único milagre
Que este luto que eu trago comigo um dia se acabe

Sou um anjo caído no caminho
Todos partiram e eu fiquei sozinho
Sou um anjo que perambula no breu
Solucei quando vi que a poesia morreu

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Meu mundo de infância tão longe...


Saudade de uma época em que eu não precisava muito para ser feliz
Eu brincava de boneca e de amarelinha; no chão escrevia com um giz
Época em que a vitrola tocava músicas das mais lindas e sentimentais
Hoje algumas falam palavrão e a noite escuto más notícias nos jornais!

Eu não cuidei bem do meu coração!


Eu ganhei um coração
Eu queria mostrar o tesouro que eu ganhei
Não era de ouro e também não era de prata
Porém para mim era lindo; eu bem sei...
 


Era de plástico e não pulsava
Tinha a cor que eu mais gostava
O vermelho de uma flor
Ele representava a palavra amor!

 

domingo, 6 de outubro de 2013

Por favor, não interrompam quem criou a poesia!

Eu me transfiguro quando faço uma poesia
A realidade estaciona como uma fotografia
O choro fica aprisionado para um novo dia
E se há riso ele se corrompe na melancolia

Eu principio a intempérie num pôr do sol
Gero vento e sacudo as pétalas do girassol
O meu mundo espiritual às vezes é agitado
Não me interessa se lá fora está sossegado!