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quarta-feira, 26 de março de 2014

Quero fazer Amor

Quero fazer amor
Como as abelhas que sugam o néctar da flor
Como o vento que chega parindo o frescor

Quero fazer amor
Como as estrelas que invadem o céu noturno
Como o cenário da Lua encobrindo Saturno

Quero fazer amor
Como o pé d'água que desce sobre a terra árida
Como as ondas que inundam a areia da praia

Quero fazer amor
Como o frio que arrepia a tez
Como o açúcar que abranda a acidez

terça-feira, 25 de março de 2014

A terra da fúria


Entrei num mundo estranho...
E nele enfrentei seres desolados
Organismos destruídos; céu escuro!

Não andavam, se arrastavam!
Presos por sensações parecidas
Não havia mar; não havia amor

Era de manhã e parecia noite...
Escuridão no olhar de cada um
Pisavam num solo de lágrimas!

Persistiam num silencio letal...
Mesmo separados erravam juntos
Unidos por elos que aguçam a desunião

Galhos secos; flores mortas
Atmosfera pesada; falta de ar
Sangue sombrio; troncos prostrados...

Árvores tristes; rios de amargura
Corpos sem alma; aves sem o azul
Pés sem destino; ausência de lucidez

Horizontes perdidos; cegos no paraíso
Surdos que não ouviam o cantar do vento
Decoravam a mariposa com a cor do fim!

Cérebros repletos de vozes nocivas
Morrera o perdão; mataram o encanto!
Seres cobertos de trevas; sem motivação...

Então a noite desceu sobre este mundo
E em cada vulto deu seu beijo profundo
E mais silencio se fez; morreram outra vez!

Senti pânico naquele universo repugnante!
Numa esquina avistei vários corações caídos
Com muito carinho abracei um deles e chorei!

Aquelas pessoas haviam perdido o coração!
Estavam vazias; isentas de qualquer afeição
Desprezavam que só o amor é a salvação!

Então me apossei de uma parte daquele mundo triste
E atingi a solução
e os chamei para o meu universo de paz
Mostrei a saída;
a abertura para uma vida de amor!

Uma pena;
poucos quiseram ir e muitos quiseram ficar...
Acordei e agora não durmo mais;
tenho medo de sonhar!
Eu detesto a terra da fúria;
 ali, jamais irei voltar!

Janete Sales Dany

Poesia Registrada na Biblioteca Nacional
Licença Creative Commons
O trabalho A terra da fúria de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

domingo, 23 de março de 2014

Alvoreço projetando o arco-íris




Espalho o que há dentro de mim
 Até parece que não cresci ainda!
Faço coisas de uma alvura infinda

Nada copio e tudo transformo
Mil cores cintilam na minha íris
Alvoreço projetando o arco-íris

A data não intimida o meu dia
Vivo sonhando com o amanhã
Já vejo a fruta na flor da maçã

Se chover, eu proporciono o sol!
Se tudo morrer, eu sei renascer!
Se a fé escapulir, eu sei ressarcir!

Fabrico oscilações na atmosfera
No verão eu ofereço a primavera
Engano o destino que me espera

sexta-feira, 21 de março de 2014

O menino palhaço


O MENINO PALHAÇO



Todos os dias o menino palhaço 
fazia palhaçada na praça
E todos os dias no final da apresentação 
subia numa caixa...
E com muita força batia palmas e gritava:
 VIVA!


Na palhaçada de todos os dias, 
tinha dia que ninguém ria!
Mas no final de tudo, na caixa, o menino subia!
E dizia:
-VIVA!


Então, um dia perguntaram 
qual a razão da caixa e das palmas!
Ele respondeu:
-Porque eu mereço, amar a si mesmo não tem preço!
-Minha mãe já morreu...
-Mas sempre me dizia:
-Valorize o que é seu!

Depois de falar estas palavras, 
o menino subiu na caixa e disse:
VIVA!


Louco? Nada disto...
“AMOR PRÓPRIO”
Quando ele batia palmas ele dizia ao mundo:
-Eu existo!

Janete Sales Dany

 Poesia Registrada na Biblioteca Nacional


O trabalho O menino palhaço de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.