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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Vou invadir a íris dos seus olhos...


Você vai me eliminar de novo
Por favor, de novo não...
Lágrimas explodem do meu coração

Jamais fugi do seu olhar certeiro
Já morri em janeiro e renasci em fevereiro
Morri em setembro e renasci em novembro

De novo não...
O que quer do meu coração?
Farpas, fragmentos de uma triste canção?

Já renasci das cinzas da minha morte
Explorei um mar de sangue e menosprezei a sorte
Para me preservar eu fiz do meu eu um imenso forte


Sou como a Fênix e renasço das cinzas que sobram de mim!



Morri e renasci várias vezes...
No meu peito entraram as farpas do fim...
Um impulso as expulsaram e eu renasci de mim!
O chão se abriu e me levou para o profundo...
Uma força interior me trouxe de volta para o mundo!

O mar da desilusão corrompeu toda resistência...
Fui salva por uma luz que resplandeceu da minha essência!
O olho maligno roubou toda minha expressão...
A garra da misericórdia me puxou do vazio da escuridão!

Morri e renasci várias vezes...
O espectro da maldade me abraçou com violência...
Porém ele me liberou quando percebeu a minha incandescência!
A morte entoou uma música fúnebre 
sobre o meu corpo quente...
E todo aquele gelo foi dissolvido pela força da minha mente!


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Fuzilando o preconceito!



Você que me olha artificialmente e de mim nada vê...
Porém nunca procura saber e só quer me descrever
Você que só venera quem usa joia e uma roupa bonita...
Nem pode imaginar o que há atrás do cetim ou da chita!

Uma agulha oxidada no meio de outras faz a sua mão tremer
Torna-se um pretexto para você jogar fora todo o agulheiro!
O erro de uma pessoa não é motivo para odiar um grupo inteiro...
Assim é difícil viver; não use o dedo da acusação sem me conhecer!

Não julgue os meus costumes, a cor da minha pele e a minha religião!
O meu peso corporal, o meu sotaque; não são razões para avaliações!
Aprecie o que há atrás do meu olhar; ele é a janela do meu coração
Dentro de mim mora a verdade e fora de mim pode haver simulação!

Não confie num ovo com a casca bonita; às vezes só há podridão!
Dentro de outro meio mirrado pode haver o dourado da gema
Esqueça as pessoas que fazem da vida um palco de ostentação
A primeira linha nunca esclarece toda história de um poema!


quinta-feira, 3 de abril de 2014

O milagre oculto no azul do céu


Quero a chuva como quem quer respirar
Como uma ave sem asas que só quer voar
Como a ânsia da morte que consome o ar
Como a lágrima teimosa que só quer rolar

Eu preciso do milagre oculto no azul do céu!
Quero bastante água caindo no meu sertão
Lavando a existência como se fosse um véu
Acariciando o solo rachado no dia de verão