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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Todas as cores cintilam em mim...


Sou cores discretas e alegres...
Não há exatidão na minha pintura!
Sou a quietude e a loucura

Às vezes sou a força das águas...
Tenho a cor do mar
Exalo energia no ar

Às vezes acordo na solidão...
Então perco a cor; sou a lágrima a rolar...
Rezo para logo me encontrar

Às vezes sou a dor da saudade...
Tenho a cor de uma foto amarelada...
Procuro a minha história naquela estrada!

Às vezes acordo e sou fogo...
O vermelho explode pelo meu olhar!
A vontade é de amar, amar...


Às vezes sou a cor do arco-íris...
Sou risos e lágrimas; fusões sem fim...
Todas as cores cintilam em mim!


Às vezes acordo e estou cinza...
Experimento a dor da morte!
Sepulto os meus e tenho que ser forte!


Às vezes fico sem o colorido...
Eu me sinto desbotada...
É a hora que eu não me amo 

e não sou amada!


  Às vezes acordo e sou cor de rosa...
Mulher vibrante e feminina!
Tenho atitudes de senhora e de menina...

Sou de várias cores...
Como um jardim num rebentar sem fim...
Um escarcéu de flores; 

eterno eclodir de dores e amores!

Todo mundo é assim...
Colorido pelas emoções de cada dia...
Hoje pode até ser tristeza; 

amanhã vai ser alegria!

Janete Sales Dany 
Poesia registrada na Biblioteca Nacional
Licença Creative Commons
O trabalho Todas as cores cintilam em mim... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

 Quero compartilhar com vocês,
a minha alegria de participar
Com este poema, da Fênix,
10ª Antologia "LOGOS" 
do mês de Setembro de 2014
Só tenho a agradecer pelo carinho,
e estímulo com que eles tratam os poetas
Nesta: 339 participantes
estou feliz de estar entre eles
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/LOGOS-10SET-2014-poesia-30.htm
 Dê um click na imagem 
para ir até a página da FÊNIX


Para fazer as animações
usei o Aplicativo Photo Lab
Programa gratuito PhotoScape

segunda-feira, 21 de abril de 2014

As flores do arvoredo...


Cigano bonito que estava de passagem numa cidade do interior...
A roupa era vermelha e trazia cordões de ouro no pescoço; um primor...
Fez uma dama ficar vibrante e aquela imagem para ela era o amor...
Mas o cigano se foi pela estrada infinita; levando todo aquele esplendor!

Ela sabia que os ciganos 
vivem caminhando para outros lugares...
Respiram outros ares; 
pisam em novas terras e se banham em outros mares...
A liberdade está em aproveitar cada estação; 
senti-las na pele e no coração...
Nos dias de chuva e no sol ardente 
as caravanas seguem sempre em frente!

O cigano se foi e não deixou nenhum rastro; 
nem mesmo sabia o seu nome...
De noite a dama olhava as estrelas 
e pensava no mistério daquele homem...
Nunca mais viu aquele olhar misterioso 
que olhou dentro dos olhos dela...
Queria vê-lo e por isto fazia muitas promessas; 
vivia de joelhos na capela!



Certa noite enquanto ela dormia 
sentiu que ganhou um beijo muito quente...
Apreciou o arranhar da barba do cigano no seu pescoço;
 muita coisa veio à mente...
Naquela hora ela viu que a vida se abriu; 
tanta força que tudo por dentro sorriu...
Céu estrelado e lua prateada; 
o mar fluindo e a terra sedenta ficou inundada!

E a amável noite expirou 
e o vento abriu a janela do quarto; era bem cedo...
Foi a presença mais bela que sonhou; 
mas ainda sentia as flores do arvoredo...
Um cheiro de rosas perfumava o ambiente; 
a dama chorou sorridente...
Aquela magia permanecia no ar 
e toda noite a dama queria sonhar, sonhar...

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
O trabalho As flores do arvoredo... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 19 de abril de 2014

Feliz Páscoa com muito amor!




Na sua Páscoa pode até acontecer 
de não ter ovos de chocolate
Pode acontecer de você não ter 
a condição de almoçar bem...

Mas nenhum dinheiro no mundo 
pode comprar o que há dentro de você!
O principal da festa 
é algo que brilha como um diamante no seu interior...
O amor à vida!

Desejo a você uma Páscoa repleta de amor...
O seu amor enfeitando a mesa, 
o seu amor abraçando corações,
O seu amor agradecendo a bênção 
de pertencer a esta maravilha que é a terra!
Feliz Páscoa...
Com muito amor!

Janete Sales Dany

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A cobra vibrou a cauda: mostrou o guizo!


Ao ver as minhas lágrimas o olho do mal 
abriu um sorriso imponente...
A desgraça alheia é um motivo 
 para ficar tão contente?

Ao ver o meu desespero a mente perversa 
demonstrou um regozijo...
A cobra vibrou a cauda; mostrou o guizo!
Aplaudiu o meu prejuízo...

O mal não deveria sorrir assim!
Foi uma perda de tempo
 todo este jubilo com o meu fim...
Quando o meu pranto escorreu 
algo gritou no meu eu! A fé renasceu!

O meu desespero fez de mim um rochedo
 e eu não tenho mais medo!
Eu dei a minha resposta com dignidade...
Criei uma fortaleza 
contra os malefícios da ruindade!

Não vai ser um olhar perverso
 que vai desfalcar a minha paz!
O olho do mal ainda me espreita, 
porém não ri mais...
Deixou de ser tão voraz...
Finalmente começou a perceber 
do que o meu espírito é capaz!

Janete Sales Dany
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