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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um Alerta...uma Poesia... Lamento de uma mulher olhando o próprio túmulo!



Amanhece sobre o cemitério e vem o raio de luz
Sobre o meu túmulo eu vejo flores e uma cruz
Eu queria viver muitas primaveras nesta vida
Porém a minha existência foi interrompida

Estou neste chão úmido de tantas vidas mortas 
A minha vida ainda estava abrindo muitas portas 
Eu seria uma ótima mãe; quem sabe talvez um dia 
Para a minha mãe não sobrou nenhuma alegria 

O sol esquenta os túmulos e eu não posso ver 
Um tiro certeiro levou o que eu poderia vir a ser 
E tudo isto por alguém que diz que foi por amor 
Para os que me amam o meu fim é de muita dor 
Não percebi o mal que rondava e dormia comigo
Para mim aquela situação parecia ser um abrigo
Quando me beijava era o homem da minha vida
Quando me espancava a lágrima era tão sentida...

Mas era por amor àquela agressividade gratuita! 
Eu acreditava na mudança de uma mente maldita 
Vamos comemorar o amor que ele me ofertou 
Todos os meus sonhos este homem enterrou 

Eu deveria ter pensado realmente em mim
Toda esta minha inocência decretou o meu fim
Alguns espancam e dizem que é só por amor...
Quem aceita, no dia de finados vai receber uma flor! 

Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
Poesia @Registrada na Biblioteca Nacional 
No livro: Sonho ser uma ventania e
não sou e outras. Pagina:06
Registro: 634722

Licença Creative Commons
O trabalho Lamento de uma mulher olhando o próprio túmulo! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


25 de novembro
Dia Internacional da não-Violência contra a Mulher
No dia 25 de novembro foi lançada a CAMPANHA MUNDIAL DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES e se estenderá até o dia  10 de dezembro, "Dia Internacional dos Direitos Humanos".

 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eu sou uma estátua viva...


Eu sou uma estátua viva...
É primavera, no tilintar da moeda eu ofereço uma flor...
Quero ver o seu sorriso; nesta manhã eu me vesti de amor!

Eu sou uma estátua viva...
É verão, mas o meu personagem está vestido de frio...
O suor escorre no meu rosto; sorrio e enfrento o desafio!


Eu sou uma estátua viva...
É outono, as folhas caem sobre o meu cabelo...
A paisagem parece brincar com o meu modelo!

Eu sou uma estátua viva...
É inverno, sinto o frio percorrer sobre a minha pele colorida...
A maquiagem que eu fiz foi com o intuito de aquecer a nossa vida!


 
Eu sou uma estátua viva...
Hoje estou triste, porém no meu rosto a alegria persiste...
Choro por dentro; disfarço e pinto de azul o meu céu cinzento!

Eu sou uma está viva...
Hoje eu estou alegre, mas o meu personagem tem tristeza no olhar...
Sorrio só no meu interior; aparento ser que eu não sou só para te agradar!

domingo, 1 de junho de 2014

Veja meu filho, agora eu tenho coração!

Era uma vez um rei que tinha um coração extremamente duro...
Para ele os pobres eram seres que vinham de um mundo obscuro!
O filho do rei era ensinado deste pequeno a odiar a pobreza...
Bons para o rei eram os que tinham nascido no meio da riqueza!

A nação vivia sobre tensão, pois quem imperava não tinha compaixão...
O filho do rei discordava daquela situação; o pai cruel o deixava sem ação!
Ficava quieto e escrevia num diário, sobre o pranto de ver o triste cenário...
Cada folha da infância era de total desespero; ele era filho do homem gelo!

A coroa reluzente aumentava toda soberba e havia ouro no castelo!
E muitos súditos se ajoelhavam perante aquele que se achava belo...
O ódio o fez decretar uma lei; a morte para quem ajudasse um carente!
E assim durante anos a fio ele sentenciou o final de muita gente...

Para se sentir vitorioso e colocar medo em todos realizou algo surpreendente...
Fez um cemitério de frente ao castelo e ali só enterrava traidores e indigentes
Coitado daquele que não obedecesse ao rei; repugnância aos pobres era a lei!
Causou amargura naquele povoado; seres sem voz que viviam acorrentados!

Porém existiam corações bons que ajudavam os pobres no silencio da escuridão
Seres que mesmo tendo medo do homem atroz ainda praticavam a compaixão
Com olhares marejados os pobres famintos agradeciam de todo coração
Só que um dia no meio do auxílio havia um traidor que fez a desunião...

O rei ficou sabendo e arquitetou uma emboscada para prender os desertores...
Todos foram presos e o rei sentenciou mais uma vez a morte dos traidores!
O guardião do castelo quis dizer algo ao rei antes de concretizar a tal condenação
Mas o rei não quis ouvir e aos gritos ordenou que fizessem da sua ordem uma ação!

E festejou ao ouvir que o silencio foi partido com berros e muito sangue foi jorrado...
Corpos, uns sobre os outros e depois o susto ao ver entre eles o rosto do filho amado!
Ele fora traído pelo próprio fruto e agora uma parte dele iria para o mísero cemitério...
O rei lavou cada aposento do castelo com um pranto sem fim; acabou o império!

O guardião quis alertar que entre os traidores estava o príncipe; o filho do rei...
Mas não foi ouvido; a cegueira do ódio o fez cumprir com urgência a triste lei!
Sobre a cama do príncipe havia um diário; o rei abriu e começou a ler uma vida...
A última folha dizia palavras tão tristes; frases e lastimas de uma dor tão sentida:

— Meu pai matou tantos homens; só porque eles eram diferentes da gente...
— Estou aflito, pois este castelo do horror tem um cemitério logo em frente!
— Meu pai é um homem sem coração e fica feliz com cada morte anunciada...
— Daqui vejo sobre um túmulo o pranto e a angústia de uma mãe desesperada!

— Esta noite levaremos comida e carinho para os que estão passando aflição...
— A minha felicidade se traduz em cada sorriso que eu vejo depois desta ação!
— Eu me pergunto se meu pai soubesse deste feito, se ele mandaria me matar!
— Nada importa; o que importa é a fome de amor que eu vou alimentar...

Depois de ler estas palavras o rei mandou destruir o cemitério da tristeza...
E não quis mais o castelo e andava nas ruas abraçando os que viviam na pobreza!
O rei não tinha mais coroa; não tinha mais trono e não queria mais aniquilação...
Em cada lágrima o rei dizia algo por dentro: — Veja meu filho, agora eu tenho coração!

Janete Sales Dany


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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dia Nacional Do Cigano - Acróstico - 24 de maio


De cada caminho andado um novo aprendizado
Irmãos nômades que vivem em prol da liberdade
A cultura cigana venceu o tempo e a tempestade

Nas rodas da carroça vejo uma história encantada
Acima está o céu azul que presenciou toda jornada
Ciganos e a natureza; fé constante, força e beleza!
Indo e vindo; mais se parecem com a noite e o dia
O espírito é de luta e a alma transborda de alegria
Não se atam a um chão; logo chega a hora da partida!
A terra inteira é um preceito a mais para amar a vida
Lágrima que o sol seca e sorriso na estrada vencida

 
Dia nacional do cigano; vamos comemorar e brindar!
Optchá! Santa Sara Kali abençoe este céu de luar!

Caravanas que fascinam seguem em várias direções
Ideais de semear a santa paz nesta terra de atribulações
Guardam com carinho as crianças e exaltam os anciões
A raiz é feita de imagens belas e delas nascem às canções
Nas noites do destino a cigana baila com todo amor
Os passos são cativantes e no cabelo tem uma linda flor!


Janete Sales Dany 

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No dia 24 de maio é comemorado no Brasil o dia Nacional do Cigano,
Santa Sara Kali a padroeira do povo Cigano tem sua grande festa realizada nos dias 24 e 25/05.