
Amanhece sobre o cemitério e vem o raio de luz
Sobre o meu túmulo eu vejo flores e uma cruz
Eu queria viver muitas primaveras nesta vida
Porém a minha existência foi interrompida
Estou neste chão úmido de tantas vidas mortas
A minha vida ainda estava abrindo muitas portas
Eu seria uma ótima mãe; quem sabe talvez um dia
Para a minha mãe não sobrou nenhuma alegria
O sol esquenta os túmulos e eu não posso ver
Um tiro certeiro levou o que eu poderia vir a ser
E tudo isto por alguém que diz que foi por amor
Para os que me amam o meu fim é de muita dor
Não percebi o mal que rondava e dormia comigo
Para mim aquela situação parecia ser um abrigo
Quando me beijava era o homem da minha vida
Quando me espancava a lágrima era tão sentida...
Mas era por amor àquela agressividade gratuita!
Eu acreditava na mudança de uma mente maldita
Vamos comemorar o amor que ele me ofertou
Todos os meus sonhos este homem enterrou
Eu deveria ter pensado realmente em mim
Toda esta minha inocência decretou o meu fim
Alguns espancam e dizem que é só por amor...
Quem aceita, no dia de finados vai receber uma flor!
Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
Poesia @Registrada na Biblioteca Nacional
No livro: Sonho ser uma ventania e
não sou e outras. Pagina:06
Registro: 634722
No livro: Sonho ser uma ventania e
não sou e outras. Pagina:06
Registro: 634722

O trabalho Lamento de uma mulher olhando o próprio túmulo! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
25 de novembro
Dia Internacional da não-Violência contra a Mulher
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No dia 25 de novembro foi lançada a CAMPANHA MUNDIAL DE COMBATE A
VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES e se estenderá até o dia 10 de dezembro,
"Dia Internacional dos Direitos Humanos".










