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terça-feira, 10 de junho de 2014

Céu e Sol; um pai e um filho e a estrada de luz de um povo andarilho...

Céu era um homem muito aborrecido e não esperava por novidades...
O nome lindo não condizia com o jeito arredio para fazer amizades
Era introvertido e ensinava o próprio filho desde pequeno a ser limitado
Ele dizia que era errado se comunicar com uma pessoa de outro povoado

A cidade pequena não conseguia mudar aquele temperamento hostil
A face possuía rugas intensas; não sorria e o rosto jamais era gentil...
Do pai o filho recebeu o nome de Sol; bela escolha teve o homem sério!
E o Céu foi ensinando o Sol a ser bruto; nunca diversificou o critério...

Até que um dia chegou naquela cidade algo que mudou o cenário...
Pessoas com costumes diferentes; aquela visão abalou o ser solitário!
Exibiam alegria ao dançar em volta da fogueira e a roupa era colorida...
Muitos aconselhavam o Céu a se acalmar; para ele viver a própria vida!

Mas não, ele ficou enfezado com aquele povo tão diferente e contente!
E então intimou o filho para que nunca se aproximasse daquela gente
Que quando fosse a escola passasse bem longe daquele acampamento
Os seres alegres continuavam na paz sem imaginar o cruel julgamento

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Apelo Poético...




Soltei as mãos...

E deitei na solidão!

Fechei os olhos e abri o coração

E supliquei...



-Retorna poesia e vasculhe os meus sonhos...

-E aquece o meu interior quando me alcançar...

-Enternece a minha alma tão cansada de chorar!


domingo, 8 de junho de 2014

O maior erro humano é ter olho gordo e odiar a condição de um irmão

Um muro baixo separava duas existências tão distintas...
Dois vizinhos, um era invejoso e o outro era esforçado!
O ambicioso execrava as plantações do jardim ao lado...
O trabalhador plantava e celebrava puxando o arado!


Certa vez o homem virtuoso lançou na terra varias sementes
Logo despontaram as mudinhas e isto o fez ficar muito contente
O cobiçoso não apreciou aquele enlevo; isto lhe fervia a mente!
Queria dizimar o tal plantio e jogou um balde de água quente

No outro dia o homem bom acordou bem cedo como de costume...
Viu morto todo o cultivo abençoado; esta visão o fez perder o lume!
O homem que se agraciava do mal comemorava no outro quintal...
Conseguiu ver as lágrimas do vizinho invejado; auferiu no final!

E meses se passaram e o homem bondoso continuou tristonho...
Para o vizinho invejoso isto gerava alegria e ele ficava risonho!
Certo dia o homem da ruindade começou a sentir dores no corpo
O desespero era tanto que ele suplicava e ficava todo torto!

O vizinho bondoso ficou apreensivo e imediatamente foi ajudar
Nas mãos tinha um líquido e na pele do aflito começou a esfregar
E logo o homem invejoso se sentiu aliviado e o sorriso ficou largo...
Houve outras crises, e pelo tal liquido o homem mau era curado!

Depois de alguns dias as dores voltaram e com muita intensidade...
O vizinho malvado chamou o virtuoso; de joelhos clamava por piedade!
Só que o homem bom tinha uma novidade; o remédio havia acabado...
Falou sobre as mudinhas no jardim; delas seriam feito um novo extrato!

O homem caridoso sabia que estava acontecendo uma triste epidemia...
E tinha plantado aquelas plantas com afinco e porventura as usaria!
Nenhuma vingou e ficou triste; todas morreram da noite para o dia...
O vizinho invejoso ficou perplexo; o que aconteceu ele bem sabia!

Aquilo que uma pessoa cobiça amanhã poderá ser a própria salvação
O maior erro humano é ter olho gordo e odiar a condição de um irmão
Uma pessoa próspera é a que trabalha com a intenção de fazer a bondade
Cada vez que você planta o amor na terra a sua alma se enche de claridade

A inveja é um mal que prejudica o cérebro do invejoso a toda hora
Viver de olho na vida dos outros é como jogar a própria vida fora
Toda pessoa tem um dom diferente; não somos iguais...
Se cada um cuidasse do próprio talento a terra seria de paz!

Janete Sales Dany
 Licença Creative Commons
O trabalho O maior erro humano é ter olho gordo e odiar a condição de um irmão de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um Alerta...uma Poesia... Lamento de uma mulher olhando o próprio túmulo!



Amanhece sobre o cemitério e vem o raio de luz
Sobre o meu túmulo eu vejo flores e uma cruz
Eu queria viver muitas primaveras nesta vida
Porém a minha existência foi interrompida

Estou neste chão úmido de tantas vidas mortas 
A minha vida ainda estava abrindo muitas portas 
Eu seria uma ótima mãe; quem sabe talvez um dia 
Para a minha mãe não sobrou nenhuma alegria 

O sol esquenta os túmulos e eu não posso ver 
Um tiro certeiro levou o que eu poderia vir a ser 
E tudo isto por alguém que diz que foi por amor 
Para os que me amam o meu fim é de muita dor 
Não percebi o mal que rondava e dormia comigo
Para mim aquela situação parecia ser um abrigo
Quando me beijava era o homem da minha vida
Quando me espancava a lágrima era tão sentida...

Mas era por amor àquela agressividade gratuita! 
Eu acreditava na mudança de uma mente maldita 
Vamos comemorar o amor que ele me ofertou 
Todos os meus sonhos este homem enterrou 

Eu deveria ter pensado realmente em mim
Toda esta minha inocência decretou o meu fim
Alguns espancam e dizem que é só por amor...
Quem aceita, no dia de finados vai receber uma flor! 

Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
Poesia @Registrada na Biblioteca Nacional 
No livro: Sonho ser uma ventania e
não sou e outras. Pagina:06
Registro: 634722

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25 de novembro
Dia Internacional da não-Violência contra a Mulher
No dia 25 de novembro foi lançada a CAMPANHA MUNDIAL DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES e se estenderá até o dia  10 de dezembro, "Dia Internacional dos Direitos Humanos".