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sábado, 14 de junho de 2014

Jesus quando nasceu não tinha sapatos e Ele já era um rei!





Não condeno credos alheios
Não desdenho histórias que não são minhas
Não humilho os que estão de joelhos
Não me apodero do que foi escrito por outra alma
Não desprezo aquele que implora e mostra a palma
Não me coloco acima de qualquer olhar
Não faço sentenças de situações que não devo julgar
Não falo da estrada que eu nunca andei
Não avalio as pessoas pelas roupas que vestem
Não desprezo o destino que ainda não alcancei
Não rebaixo os que estão com os pés descalços...
Jesus quando nasceu não tinha sapatos 
e Ele já era um rei!

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
O trabalho Jesus quando nasceu não tinha sapatos e Ele já era um rei! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Link das imagens que usei para fazer os gifs:

terça-feira, 10 de junho de 2014

Céu e Sol; um pai e um filho e a estrada de luz de um povo andarilho...

Céu era um homem muito aborrecido e não esperava por novidades...
O nome lindo não condizia com o jeito arredio para fazer amizades
Era introvertido e ensinava o próprio filho desde pequeno a ser limitado
Ele dizia que era errado se comunicar com uma pessoa de outro povoado

A cidade pequena não conseguia mudar aquele temperamento hostil
A face possuía rugas intensas; não sorria e o rosto jamais era gentil...
Do pai o filho recebeu o nome de Sol; bela escolha teve o homem sério!
E o Céu foi ensinando o Sol a ser bruto; nunca diversificou o critério...

Até que um dia chegou naquela cidade algo que mudou o cenário...
Pessoas com costumes diferentes; aquela visão abalou o ser solitário!
Exibiam alegria ao dançar em volta da fogueira e a roupa era colorida...
Muitos aconselhavam o Céu a se acalmar; para ele viver a própria vida!

Mas não, ele ficou enfezado com aquele povo tão diferente e contente!
E então intimou o filho para que nunca se aproximasse daquela gente
Que quando fosse a escola passasse bem longe daquele acampamento
Os seres alegres continuavam na paz sem imaginar o cruel julgamento

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Apelo Poético...




Soltei as mãos...

E deitei na solidão!

Fechei os olhos e abri o coração

E supliquei...



-Retorna poesia e vasculhe os meus sonhos...

-E aquece o meu interior quando me alcançar...

-Enternece a minha alma tão cansada de chorar!


domingo, 8 de junho de 2014

O maior erro humano é ter olho gordo e odiar a condição de um irmão

Um muro baixo separava duas existências tão distintas...
Dois vizinhos, um era invejoso e o outro era esforçado!
O ambicioso execrava as plantações do jardim ao lado...
O trabalhador plantava e celebrava puxando o arado!


Certa vez o homem virtuoso lançou na terra varias sementes
Logo despontaram as mudinhas e isto o fez ficar muito contente
O cobiçoso não apreciou aquele enlevo; isto lhe fervia a mente!
Queria dizimar o tal plantio e jogou um balde de água quente

No outro dia o homem bom acordou bem cedo como de costume...
Viu morto todo o cultivo abençoado; esta visão o fez perder o lume!
O homem que se agraciava do mal comemorava no outro quintal...
Conseguiu ver as lágrimas do vizinho invejado; auferiu no final!

E meses se passaram e o homem bondoso continuou tristonho...
Para o vizinho invejoso isto gerava alegria e ele ficava risonho!
Certo dia o homem da ruindade começou a sentir dores no corpo
O desespero era tanto que ele suplicava e ficava todo torto!

O vizinho bondoso ficou apreensivo e imediatamente foi ajudar
Nas mãos tinha um líquido e na pele do aflito começou a esfregar
E logo o homem invejoso se sentiu aliviado e o sorriso ficou largo...
Houve outras crises, e pelo tal liquido o homem mau era curado!

Depois de alguns dias as dores voltaram e com muita intensidade...
O vizinho malvado chamou o virtuoso; de joelhos clamava por piedade!
Só que o homem bom tinha uma novidade; o remédio havia acabado...
Falou sobre as mudinhas no jardim; delas seriam feito um novo extrato!

O homem caridoso sabia que estava acontecendo uma triste epidemia...
E tinha plantado aquelas plantas com afinco e porventura as usaria!
Nenhuma vingou e ficou triste; todas morreram da noite para o dia...
O vizinho invejoso ficou perplexo; o que aconteceu ele bem sabia!

Aquilo que uma pessoa cobiça amanhã poderá ser a própria salvação
O maior erro humano é ter olho gordo e odiar a condição de um irmão
Uma pessoa próspera é a que trabalha com a intenção de fazer a bondade
Cada vez que você planta o amor na terra a sua alma se enche de claridade

A inveja é um mal que prejudica o cérebro do invejoso a toda hora
Viver de olho na vida dos outros é como jogar a própria vida fora
Toda pessoa tem um dom diferente; não somos iguais...
Se cada um cuidasse do próprio talento a terra seria de paz!

Janete Sales Dany
 Licença Creative Commons
O trabalho O maior erro humano é ter olho gordo e odiar a condição de um irmão de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.