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sábado, 14 de junho de 2014

Hoje o meu silêncio é uma oração




Onde estará aquele anjo que passou por aqui?
Que trouxe estrelas coloridas para eu sorrir?
Que disse coisas que eu sempre quis ouvir?


Voou e se encontra num lugar distante...
Lá deve haver outros anjos que eu nunca vi...
Outras palavras e estrelas que eu jamais conheci!


Saudades da hora em que te imortalizei em alma e coração!
Um momento tão lindo que se converteu numa canção...
Hoje o meu silêncio é uma oração:


Espero-te na porta do sol
Tento te escutar no canto sublime do rouxinol
Tento te encontrar no insigne alaranjado do arrebol

Espero-te na maciez do tapete do mar
Na brisa que parece que quer me beijar
Na doçura de uma onda que vem me acariciar


Espero-te no cair da noite
No prateado deslumbrante deste luar
Nas estrelas que encantam o meu olhar



Espero-te na frieza da face de uma estátua
Quem sabe o teu sorriso vai surgir...
Quem sabe ela possa me sorrir!

Espero-te no meio do meu jardim
No cheiro exclusivo da flor do jasmim
No eclodir duma primavera que não tem fim
Espero-te ao me olhar no espelho
Quem sabe incluso nos meus olhos tristes assim...
Quem sabe o reflexo te dirá o que existe em mim


Espero-te na tristeza da minha canção
Quem sabe derrame ternura sobre este coração
Quem sabe o amor preencha este ciclo de solidão
Espero-te nas nuvens inconstantes do céu
Quem sabe elas desenhem algo que mate a minha saudade
Teu rosto que desapareceu nas entranhas da eternidade 
Espero-te num dia de chuva
Quem sabe os pingos lavem de mim esta espera
Quem sabe assim eu faça renascer outra vez a nossa primavera
Espero-te nas folhas de um livro
Procuro o teu olhar em cada trecho contado
Na história mais bela de um poeta apaixonado


Janete Sales Dany

Jesus quando nasceu não tinha sapatos e Ele já era um rei!





Não condeno credos alheios
Não desdenho histórias que não são minhas
Não humilho os que estão de joelhos
Não me apodero do que foi escrito por outra alma
Não desprezo aquele que implora e mostra a palma
Não me coloco acima de qualquer olhar
Não faço sentenças de situações que não devo julgar
Não falo da estrada que eu nunca andei
Não avalio as pessoas pelas roupas que vestem
Não desprezo o destino que ainda não alcancei
Não rebaixo os que estão com os pés descalços...
Jesus quando nasceu não tinha sapatos 
e Ele já era um rei!

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
O trabalho Jesus quando nasceu não tinha sapatos e Ele já era um rei! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Link das imagens que usei para fazer os gifs:

terça-feira, 10 de junho de 2014

Céu e Sol; um pai e um filho e a estrada de luz de um povo andarilho...

Céu era um homem muito aborrecido e não esperava por novidades...
O nome lindo não condizia com o jeito arredio para fazer amizades
Era introvertido e ensinava o próprio filho desde pequeno a ser limitado
Ele dizia que era errado se comunicar com uma pessoa de outro povoado

A cidade pequena não conseguia mudar aquele temperamento hostil
A face possuía rugas intensas; não sorria e o rosto jamais era gentil...
Do pai o filho recebeu o nome de Sol; bela escolha teve o homem sério!
E o Céu foi ensinando o Sol a ser bruto; nunca diversificou o critério...

Até que um dia chegou naquela cidade algo que mudou o cenário...
Pessoas com costumes diferentes; aquela visão abalou o ser solitário!
Exibiam alegria ao dançar em volta da fogueira e a roupa era colorida...
Muitos aconselhavam o Céu a se acalmar; para ele viver a própria vida!

Mas não, ele ficou enfezado com aquele povo tão diferente e contente!
E então intimou o filho para que nunca se aproximasse daquela gente
Que quando fosse a escola passasse bem longe daquele acampamento
Os seres alegres continuavam na paz sem imaginar o cruel julgamento

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Apelo Poético...




Soltei as mãos...

E deitei na solidão!

Fechei os olhos e abri o coração

E supliquei...



-Retorna poesia e vasculhe os meus sonhos...

-E aquece o meu interior quando me alcançar...

-Enternece a minha alma tão cansada de chorar!