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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Omayra Sanchez, um olhar forte


Omayra Sanchez lutou até o ultimo momento pela vida
Um olhar forte, a inocência num duelo contra a morte...
A natureza se expressou de forma brusca e sem recado
Um vulcão entrou em erupção e arrasou um povoado
Foi na Colômbia, o mundo assistiu o fato em tempo real
A menina ficou presa em entulhos e lama; dor sem igual


O grito da menina vietnamita


O pânico demonstrado no rosto de uma criança

Gritos de horror! No momento não havia segurança...
Ruas repletas de medo, um ataque feito com nalpam!
Iam fugindo do calor que os perseguiam; irmãos e irmãs...
Traziam no rosto o medo da guerra; escureceu a terra...
O corpo queimando; meu Deus, o mundo acabando!

Data, oito de junho de 1972, tempo ruim, a paz perdeu a cor
Acontecimento que vive na memória de quem sofreu a dor...

Muito quente! Muito quente!
Ela queria escapar das bombas; o chão estava ardente!
Naquele dia, morria o dia; o solo estremeceu e a pele ardia...
Imagem da “menina de nalpan” que foi ferida gravemente...
Não, ela não morreu, mas ainda carrega as marcas desta dor.
Anos se passaram e o ser humano ainda está longe do amor

Vejo muitas contendas por este mundo afora...
Ideais de possuir o poder que só destroem a nossa aurora
E Kim Phuc se tornou embaixadora da Boa Vontade da Unesco
Trás em um braço, o sinal das lamurias, nele, as queimaduras...
Nalpan são líquidos inflamáveis; usados como arsenal militar
A humanidade aprende sobre o poder e desaprende a amar
Menina de nove anos que sentiu tão cedo o medo de morrer
Infância destruída pela ambição; usou a fuga para sobreviver...
Temia ficar desfigurada; os pés procuravam a paz na estrada...
A gravura da vila Trang Bang, Vietnã; gritos do irmão e da irmã!

Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
Poesia Registrada Na Biblioteca Nacional
Licença Creative Commons
O trabalho O grito da menina vietnamita de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Muitos abutres estão à espera da morte humana.





Céu de estrelas

Olhos alucinados querendo comê-las

Não é invenção; é a fome que causa alucinação!

Lágrimas nos olhos, padeceu a esperança; agora...

Grito de mãe, um filho morreu; vendo isto, ela chora...

A terra é imensa; tanta riqueza mal repartida...

Seres gananciosos que mal se importam com uma vida!

Alguns dirão que é superpopulação; não, é falta de compaixão...

Há o desperdício que poderia ser revertido para os que nada têm

Existe a politicagem que não olha para ninguém, pois não convém!

Enquanto o mundo cria armas nucleares; vidas vão pelos ares...

Mentes dominadoras querem impressionar o mundo inteiro

Pense bem, se fosse usado para matar a fome, todo este dinheiro...

Lágrimas e vidas seriam poupadas; várias bocas seriam alimentadas!

O que aconteceu ser humano? Prefere ouvir os estouros das granadas?

Eritréia, Burundi e Comores lideram a fome mundial. Eu li no jornal!



Vi a criança no Sudão da África sendo espiada por um urubu; meu Deus!

Foi uma foto, mas isto desentranhou tantos mares, dos olhos meus...

O bicho esperava a morte da criancinha faminta; ele queria o alimento!

Os que não tem piedade são idênticos; enriquecem com atos sangrentos!

É triste. Há aquele que parece bestial. Vê a fome alheia como normal!

Muitos abutres estão à espera da morte humana. Quem é o animal?

Janete Sales Dany 
Poema @Todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

Licença Creative Commons
O trabalho Muitos abutres estão à espera da morte humana. de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

 Prêmio
Participei com esta poesia no grupo da Peapaz:
Biopoesia n° 1: A fome no Mundo

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mostre o teu colorido...



 
Mostre o teu colorido... 
Mesmo que o teu colorido 
 não seja igual ao de quem está te olhando... 
Haverá muitos coloridos para aprender, 
e muitos coloridos para ensinar! 

Somos feitos de cores e todas são belas... 
Uma cor completa a outra, 
 é assim que se irisa a arte de viver. 
Olhe para o céu quando não compreender 
a cor do teu irmão...