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sábado, 25 de outubro de 2014

Poesias assinadas...



Algo me faz lembrar você...

Aqui e em todos os lugares...

Algo que me ama...

E ao mesmo tempo me exclui...

Torna-me o tudo

E do nada me faz o nada...

Enlouquecerei todas as noites...

Perderei o rumo todos os dias...

Só me resta voar como um pássaro...

Abraçada em minhas poesias...

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
O trabalho Poesias assinadas... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Trovador Online



Folheei as páginas do livro chamado internet...
Em algumas vi muitas dores, sorrisos e coração!
Frases feitas com esmo que libertam a emoção
Poeta virtual que pode ser muito lido ou não...
Semeador online que expõe a própria vida...
Atrás da tela há o riso, ou a lágrima sentida!

Às vezes ele faz um poema tão tristonho...
É um dia em que morreu o mais lindo sonho!
E esta tristeza não há alguém que possa ver...
Alguns dirão que é só poesia; nunca irão entender!
Sonhador online que digita o pesar num canto...
Atrás da tela há um olhar repleto de pranto...

Às vezes ele faz um poema florido de alegria...
Neste dia ele deu asas a mais linda fantasia...
O sorriso fascinante ninguém poderá ver...
Alguns dirão que é só poesia; nunca irão entender!
Rimador online que digita o prazer de viver...
Atrás da tela há uma vida em pleno alvorecer...

domingo, 19 de outubro de 2014

Oração para destruir o mal




Quem vive na verdade não teme a mentira alheia
Meu Deus fragmente toda falsidade que me rodeia
Erga uma muralha alta para que o inimigo não me veja
Arranque do meu chão qualquer empecilho, assim seja!

Quem vive a amar o próximo não teme o ódio alheio
Meu Deus suavize toda ira; a Tua mão divina é um freio!
Faça do meu sorriso o maior perdão e acalme o furioso
Derrame sobre a minha existência o Teu amor poderoso...

Quem vive olhando a própria vida nunca teme a inveja alheia
Meu Deus embace para sempre todo olho gordo que me rodeia
A cada passo que eu dou à frente a Tua presença é um resguardo
Indo com o Teu clarão a paz está comigo, e abranda o meu fardo!

O algoz de pássaros...


Pássaros presos, este era o fascínio de um menino...
Prendê-los e esquecê-los; pouco importava o destino!
Queria colecioná-los e assim os tinha de várias cores.
Gaiolas esturricadas deles; pouco importavam as dores!

Se estavam longe, usava o estilingue com precisão...
Num dia inteiro eram dezenas; de cortar o coração!
Vivia maquinando como preparar o melhor alçapão
Quando presos, às vezes os alimentava, outras não...

O tempo foi passando e o menino perverso cresceu...
Rosto e corpo de homem; o coração não enterneceu!
Já não utilizava mais o estilingue e sim uma carabina...
Trinta ou cem num dia; pouco importava a triste sina!

Morava numa cidadezinha do interior; num ninho da dor...
Espírito impregnado de ódio; prazer na morte do amor!
Os olhos escolhiam no céu algo que pudesse derrubar
Passou a vendê-los; um tostão para poder se sustentar!

Todo dia era dia de caça; perto ou longe ele ia buscar...
Certa vez foi bem distante; algo novo queria encontrar!
Descobriu um pássaro que nunca havia visto na vida...
Ficou entusiasmado; queria alcançá-lo e fez a corrida!