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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Cai chuva e lave o ódio que nasceu da dor!


Cai chuva, e lave o ódio que nasceu da dor!
Molhe sem distinção este povo multicor
Não deixe o ser humano viver sem o teu amor
Da água da fonte todo mundo é merecedor!
Na terra inteira tem beija-flor

Cai chuva, sobre o meu rosto!
Lava o meu medo de te perder...
Mas não se esqueça dos que te buscam no entardecer
Mil pingos caiam sobre qualquer nação
Tua natureza foi feita para lavar a imensidão
Faz a alegria nascer em qualquer ribeirão!

Cai chuva, sobre o terreno seco do meu quintal!
Porém não se esqueça de molhar a terra inteira
Sem tua presença esta vida será passageira...
Não haverá flores nascendo...
Só a vida morrendo!
Pranto escorrendo

Cai chuva de Deus, e lave o meu lamento!
Para o terreno árido traga o alento
Lave a dor dos que te esperam
E assim os que estão padecendo se regeneram!
Desça com força sobre o chão trincado
Traga a alegria de volta ao olhar cansado
Ao te ver caindo, se sentirá abençoado!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Somos só um em corpos diferentes






Quando você disse que eu era você
Eu sorri e duvidei...
Como posso ser alguém que nunca encontrei?
Suas palavras atravessaram a janela do meu olhar
E de imediato elas foram te desenhando dentro de mim...
Eu tive a sensação de que sempre foi assim
Em pouco tempo eu te sentia em todos os dias que nasciam
Eu te sentia no anoitecer e nas estrelas que os meus olhos viam
Então algo inusitado aconteceu e eu nem pude crer...
Comecei a sentir que eu era você...
A sua face sempre surgia no meu horizonte...
Ficamos inseparáveis; como água e fonte!
Cada vez mais eu queria sentir a sua presença em mim...
Porém chegou o momento da separação...
Hora em que você estava impregnado no meu coração...
Dor indomável...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

É o fim da poesia




Eu sentia a alegria...

O azul do céu era tão vivo que os meus olhos doíam

No alaranjado do arrebol as tardes se despediam...

No chão dos meus caminhos as flores se abriam...

E o vento espalhava as sementes que caiam...

O meu olhar assistia o colorido que nascia!

Aquilo tudo era o que eu mais queria!



Então, chegou a solidão...

O céu escureceu e me cobriu de breu...

No elevado acinzentado a tarde se perdeu

Nas trilhas do meu chão a esperança morreu

O vento espalhou o pranto que escorreu

O meu olhar assistiu o vazio que nasceu!

Expirou o dia; eu perdi o que eu mais queria!



Virei um coração vazio...

Um ano sem verão destruído por um olhar frio...

No horizonte um corvo oscila na minha direção

Ouço na estrada o que já foi uma canção

A ventania embaralha as folhas secas do outono...

Os meus olhos cansados são reféns do meu sono...

É o fim da poesia, a noite arredia venceu o dia!

Janete Sales Dany 
Licença Creative Commons
O trabalho É o fim da poesia de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Amo o meu país inteiro




Brigar pela verdade é matar a força dela...

Não há algo mais destrutível do que o ódio...

O ódio rouba a razão de quem tem razão...

O ódio é capaz de separar uma nação...

Eu sou o meu país inteiro e jamais aceito uma divisão...

Amo todos os que vivem nele...

Mesmo que divirjam da minha opinião

A inteligência está em somar e não em se afastar...

Existem países que vivem em guerra...

Brasil não seja mais um deles nesta terra!

Janete Sales Dany