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terça-feira, 11 de novembro de 2014

domingo, 9 de novembro de 2014

A natureza chora no alto e chora no chão



Ninguém ouviu a voz da natureza nos trovões
Ninguém viu quando atingiram as baleias com arpões
Ninguém chorou quando o rio suplicou e quase secou
Ninguém viu a bituca de cigarro que queimou a floresta
Ninguém assistiu o suborno oferecido por gente desonesta
Ninguém se comoveu com a fome do mendigo na calçada
Ninguém se afetou com o olhar triste da criança abandonada
Ninguém pensou em consumir menos para aliviar a terra
Ninguém se manifestou ao ver outros países em guerra
Ninguém gritou por paz quando vomitaram o mal
Ninguém se apiedou com o trabalho escravo no canavial
Ninguém impediu o esgoto de se encontrar com o mar
Ninguém viu as fábricas jogando fumaças tóxicas no ar
Ninguém freou o perverso na venda de animais em extinção
Ninguém ao ver a fome pensou em repartir o pão
Ninguém chorou a morte daquela árvore ainda verde
Ninguém foi oferecer água para matar a sede
Ninguém barrou a maldade do preconceito voltado às etnias
Ninguém deu guarida às mulheres espancadas pela covardia
Ninguém viu o teste letal de um experimento científico
Ninguém ouviu o tiro da espingarda que matou o tico-tico
Porém a natureza sentiu e se entristeceu no céu da imensidão
Lágrimas solitárias e sem fim descem ao ver tanta ingratidão
Ela chora ao ver que o planeta terra está morrendo
A ganância de alguns, sufocam outros, que não estão vivendo!
Tem dias que desce a tormenta devastadora do elevado...
A ventania abre a prisão libertando o pássaro engaiolado
O mar avança destruindo aquilo que nunca foi alcançado
O ser humano neste momento fica desesperado
Vem o esquecimento de cada atitude excessiva...
As águas estão perturbadas e são agressivas...
É a natureza implorando para ser respeitada
Até parece nossa inimiga, mas é nossa aliada!
Quer chorar sobre as queimadas...
Chora no alto e chora no chão
A humanidade está surda, e cega...
Não tem compaixão!


Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
Poesia registrada e imortalizada 
na Biblioteca Nacional


Licença Creative Commons
O trabalho A natureza chora no alto e chora no chão de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

http://silviamota.ning.com/group/biopoesia/forum/topics/a-natureza-chora-no-alto-e-chora-no-ch-o?xg_source=activity

 Clique na imagem e então verá na Peapaz esta poesia,
na qual participei do grupo:

Biopoesia n° 3: O pranto solitário da Natureza

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Aprendendo a me conhecer



Eu já argumentei muito...
Comigo e com as outras pessoas...
Quis ouvir palavras que nunca vão existir
Quis cobrar de mim frases que não consegui emitir
Achei que a ultima palavra havia me machucado...
Porém não pensei, e fiquei achando que era a ultima vez
Quis ser algo para outro alguém e me fiz um ninguém
Quis ter um abraço impossível e assim não me abracei
Quis ser um lago visível e só o enchi com as lágrimas que chorei
Quis ser a estrada amada e no final me transformei num nada
Quis subir a montanha com alguém que fosse comigo
Mas não tendo, eu lastimei, e me transformei em meu inimigo!
E ao querer muito dos outros esquecia o que queriam de mim
Caminhos e desencontros; pretensões sem fim!
Amor exposto nos olhos, nas mãos e no coração...
Uns decifram com exatidão e outros não...
Ânsia de alcançar as estrelas e oferecê-las
Amor rasgando o peito e o âmago nunca fica satisfeito...
A dor de ver que o meu olhar não atinge o que quer alcançar
Já dormi chorando e aconteceu à ironia, sonhei que chorei...
Através das lágrimas aprendi a enxergar o que nunca enxerguei...
A vida é um horizonte desconhecido que vai me surpreender...
Sou um grão de areia neste infinito para entender...
Tenho errado muito, porém o meu amor supera os erros...
O que não compreendo em outros, nem eles compreendem neles...
Sou estátua que ainda não foi esculpida pelas mãos da vida!
Vi o inferno em pessoa e depois descobri que era um anjo iluminado.
Cegueira momentânea, pois julguei quando não deveria ter julgado!
Sinto um punhal atravessando o meu coração várias vezes
O tempo fará deste punhal um beijo ao enfrentar um novo ensejo
Quem nunca viu desabar um morro quando vê pede socorro
Porém ao ver cair algum sonho, aparece um medo medonho...
A vida me impulsiona para novos obstáculos, e cresce a humildade.
Afinal, sou insignificante, perante a eternidade...
Ser diferente é um passaporte para sofrer um preconceito
Meu Deus me dê forças para suportar a dor no peito
Que eu não arrede o pé quando estiver com a verdade...
Matar o que está vivo na minha personalidade é perder a liberdade!
As lições virão, e estão abrindo janelas, para que eu me afaste da ilusão!
Hei de andar com as mãos repletas de luz pelo caminho do meu viver
Hei de entender, que cada afronta que a vida me impuser, é um teste de fé...
E cada irmão que se negar a olhar nos meus olhos é um pedido de amor
A semente debaixo da terra se esconde, e depois se abre em flor!
Transição sofrida, pois ela se rasga para se mostrar para a vida...
Pode ser que aquele que não me olha é uma semente escondida!
Vejo o galho de uma rosa frondosa nele há vários espinhos
O ser humano às vezes machuca, mas sabe dar beijos e carinhos!
Benditas as rosas, até mesmo com os espinhos a florir o meu caminho...
A chave que nunca entrou numa porta todo mundo pode ter
É a descoberta mais valente que existe; é aprender a se conhecer...

Janete Sales Dany 
Poesia registrada na Biblioteca Nacional



Licença Creative Commons
O trabalho Aprendendo a me conhecer de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Cai chuva e lave o ódio que nasceu da dor!


Cai chuva, e lave o ódio que nasceu da dor!
Molhe sem distinção este povo multicor
Não deixe o ser humano viver sem o teu amor
Da água da fonte todo mundo é merecedor!
Na terra inteira tem beija-flor

Cai chuva, sobre o meu rosto!
Lava o meu medo de te perder...
Mas não se esqueça dos que te buscam no entardecer
Mil pingos caiam sobre qualquer nação
Tua natureza foi feita para lavar a imensidão
Faz a alegria nascer em qualquer ribeirão!

Cai chuva, sobre o terreno seco do meu quintal!
Porém não se esqueça de molhar a terra inteira
Sem tua presença esta vida será passageira...
Não haverá flores nascendo...
Só a vida morrendo!
Pranto escorrendo

Cai chuva de Deus, e lave o meu lamento!
Para o terreno árido traga o alento
Lave a dor dos que te esperam
E assim os que estão padecendo se regeneram!
Desça com força sobre o chão trincado
Traga a alegria de volta ao olhar cansado
Ao te ver caindo, se sentirá abençoado!