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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bom dia, poesia!




No quarto escuro a vida só escurecia...
Mas ao abrir a janela um vento aparecia
E a poesia me dizia: Bom dia!

Alma leve banhada de mil cores
Enche o meu céu de beija-flores
Vem me saudar com o vulto envergado de flores

De manhãzinha ela aparece com o sol
E a tarde me oferece a formosura do arrebol
Divina, inspiração que a toda hora me fascina!


Vem dizer bom dia, poesia...
Quero meditar no caminho da sabedoria
Quero a tua companhia na minha travessia

Ah, poema encantado!
Quando abro a janela vejo o teu olhar no elevado
Proferindo que o meu dia já está abençoado

Certa vez quando abri a janela um anjo surgiu
Olhou dentro dos meus olhos e sumiu...
Era a poesia que veio me dizer bom dia!

Para sempre vai ser assim
As rimas amanhecendo atrás de mim
Multiplicando as flores no meu jardim

Eu sou poeta e nem sei se mereço...
Porém sem este lume eu me entristeço
A minha existência fica do avesso

Amanhã abrirei novamente a janela
Bem devagarzinho, com muita cautela...
Beijarei a poesia! Eu que direi bom dia!

Janete Sales Dany 


Poesia registrada na Biblioteca Nacional
No livro "O endereço é uma ilusão e outras"
Página: 11
Brilho aplicativo Photo Lab
Borboletas

Licença Creative Commons
O trabalho Bom dia, poesia! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A fé e as dores; na beira do abismo nascem as flores...

Sem demora vem à primavera; florindo a vida!
Ostentando o branco nas pétalas da margarida
Proporcionando o perfume sedutor do jasmim
Estampando criações primorosas em nosso jardim

Botões se abrindo em lugares que só eram solidão
Poetas contemplando o prazer de uma nova criação
Flores ousadas desabrochando no alto da montanha...
Entre as pedras resistentes; ênfase de uma façanha!

Você matou para sempre a sua primavera!




Você destruiu o jardim que eu plantei
Esmagou as flores que eu tanto reguei
Você vivia fingindo que me adorava
A grande realidade é que me odiava

Eu percebia a inveja que lhe dominava...
Eu só queria ser eu e jamais lhe invejava!
O seu olhar impetuoso me sondava
Fulminava os sonhos que eu plantava