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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Soneto Coração Cigano




Outrora andei na rota do sofrer
Eu confrontei a penúria corpulenta!
Contratempos na frente do querer
Na fé encarei a borrasca turbulenta

Mirei o irisar no céu do meu viver
Sei, Santa Sara kali nunca ausenta!
Mereci raios de sol no amanhecer
Protegi a minha vida da tormenta

Soneto Jardim Florido


Um retrato florido se revela
Vários ramos descendo a enfeitar
Belo jardim, gravura tão singela!
Uma mulher sorrindo a costurar

O perfume das flores amarelas
Vejo dois pequeninos num brincar
Tem rosa e tem botão, bonita tela!
Há muita paz reinando no lugar





quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Abra a torneira com extremo cuidado...

Triste, um dia, a água pode secar...
Haverá muitos motivos para chorar!
O rio que esbanjava transparência...
Agora está turvo e pede por clemência!

Muitas crianças ali iam brincar...
Hoje, nem sequer podem entrar!
O peixe morreu; havia vida colorida...
A água abençoada foi vencida!

Flutuam sobre ela os nossos lixos
Dizimaram o que Deus fez com capricho.
O esgoto invadiu a água de beber...
O ser humano fez a vida morrer

A sede está matando algumas crianças
Atitudes absurdas assolam as esperanças
Tanto desperdício acontece a toda hora
Um dia choraremos ao lembrar de outrora

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Soneto Cigano


Sou cigano que permeia o mundaréu
Que atravessou o pesar da rejeição
Que procura respostas no meu céu
Que dissemina as flores do perdão

Sou cigano e venero a natureza
Sigo numa vereda luminosa
A minha fé refaz a fortaleza
Fôlego que não teme a tenebrosa!