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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Soneto Estátua Imortal



Estátua inerte, sim, presa no chão.
Já te picharam, nem se preocuparam...
Lesada eternamente, que aflição!
Já te quebraram, nem te consertaram...

Já quis pedir amparo, mas foi em vão!
Pois não tem lucidez, te desprezaram...
Nada pode exprimir, que ingratidão!
Cessou todo esplendor, te abandonaram...

Clama por sensatez, algo inviável!
Vive na solidão, dor incurável!
Nem mesmo tem a lágrima que escorre...

Tolerou desamor, um pontapé!
Racharam o teu braço, atura em pé?
Desdenharam que pedra nunca morre...

Janete Sales Dany
T5130367 
Poesia@protegida por lei
Registrada e imortalizada na
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Vilarejo do Preconceito e outras
Página: 10 Registro: 671941
Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Estátua Imortal de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


Meus Sonetos em versos decassílabos heroicos
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A rosa morreu e o cravo chorou...




A paz reinava naquele lar, casinha simples, mas repleta de amor!
Um casal jovem, que vivia sonhando com um futuro promissor...
Ela amava o jardim e nele plantava muitas rosas coloridas.
Ele trabalhava no campo e assim eles viviam a vida.
À noite se amavam e matavam o desejo.
Ela saciava a vontade do beijo!

Certo dia, ele voltou da lida e encontrou a querida caída...
Meu Deus, o amor morreu... O maior bem da vida!
Lágrimas desciam do olhar daquele homem apaixonado.
E o que ele mais amava no mundo teve que ser enterrado!
O jardim de rosas ficou solitário, e sem cuidado...
Porém, uma delas estava mais vistosa, imagem primorosa!

Rosa vermelha aberta e mostrava o amor.
Era ela, a mulher que ele amava, nascendo na flor!
Pétalas suplicando para que ele se aproximasse...
Ele sorriu, e quem sabe o amor ali para sempre ficasse?
O corpo dela vestido de vermelho, que encanto!
Teria que morar ali eternamente, e ele a desejava tanto...

Ficou alucinado; já não comia e nem dormia mais...
Medo de alguém entrar no jardim e roubar a paz!
Rosa vermelha que clamava por amor, linda flor...
E assim se passaram os dias e ele tinha ciúmes até do beija-flor!
Magro, olhar fundo, sem sorriso e morrendo de desejo.
Uma saudade imensa, da boca e do beijo.

Então, o mais certo aconteceu. De pesar aquele homem morreu...
Foi enterrado no cemitério ao lado daquela que ele tanto amava.
No jardim da casa, depois de alguns dias, uma nova planta brotava.
Nasceu um cravo que suplicava por amor.
Tinha um olhar de clamor, era ele, que procurava pela linda flor!
Foi em vão! Com a ausência dele, a rosa morreu e perdeu a cor...

O cravo chorou, pois ficou tão sozinho; dela, só ficou o espinho!
O anseio foi tanto, que afogou o jardim inteiro com o pranto...
O tempo passou! Todos tem medo. Casa abandonada, um horror...
No jardim dela tem um ser estranho que grita de dor!

Janete Sales Dany
Poesia@protegida por lei.
04/02/2015
Poema que participa do Site PEAPAZ
POETAS E ESCRITORES DO AMOR E DA PAZ
No certame:
Ficção Fantástica n° 3: Conto curto, com inspiração na imagem
Licença Creative Commons
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Eu sei que existe muita paz no interior...



Chovia e vivenciei o cheiro da terra molhada
No quintal inteiro a chuva dava risada
Um cheirinho gostoso perfumava a casa
No fogão à lenha contemplei a flama da brasa

Minha avó preparava o café da manhã
O som da chuva aplaudia o bolo de maçã
A vida bailava no vento da canção
O galo cantava e crescia toda emoção

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Vate Sem Sorriso - Soneto decassílabo




Sol da manhã que adentra no meu ser
Ri da minha tristeza tão potente
Sou vate sem sorriso, vou sofrer!
Eu fiz trovas de amor, sou comovente...

Recebi a mudez firme, vou morrer!
O mal que me abraçou cravou na mente...
O afeto feneceu no amanhecer
Choro tanto e me afogo nesta enchente!

Sem sorriso, sou nada nesta vida...
Sem flama, sou flagelo e despedida!
Imploro, chamo a morte dolorosa...

E este fim não me quer, sou desprezível...
Quebro o espelho sem dó, que dor terrível!
É triste o meu jardim, não tem mais rosa...

Janete Sales Dany 
Poema @ protegido por lei
Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de janeiro
no livro: Vilarejo do preconceito e outras
Página: 11
Registro:671941

T5125046

Licença Creative Commons
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Com este Soneto participei  do certame
 Depressão em verso e prosa n 6
Categoria poema no site PEAPAZ - 
Poetas e Escritores do amor e da paz


Sonetos costumam aparecer em provas de vestibular.
Resolvi deixar aqui algumas considerações.
 A informação se faz indispensável,
pois aos poucos podem ser úteis!
 Aspectos de um Soneto Decassílabo Heroico
4 estrofes, sendo 2 quartetos seguidos por 2 tercetos
Versos heroicos
Um ponto importante é a métrica, 
todas as linhas com 10 sílabas poéticas 
Acentuação tônica na 6ª e 10ª sílabas
Quanto as rimas:
rimas entrelaçadas ou opostas – abba -
rimas alternadas – abab
rimas emparelhadas – aabb
Logo abaixo:
Como fazer a separação de sílabas poéticas ou escansão
Vejam este exemplo em imagem



Meus Sonetos em versos decassílabos heroicos
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