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sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONETO ASAS PRESAS - Decassílabo Heroico


Tenho asas presas num cenário triste...
Querem se abrir no céu do onipotente
O martírio é profundo e só persiste
Sonho com outro pássaro na mente

Fúlgido, desfrutando a paz que existe!
A alma possui leveza e está contente
Eu desperto, a aflição me cerca e insiste!
Sinto o cheiro da selva inexistente 

Longe do que amo não vejo emoção
Ouço outro canto e treme o coração
E logo exponho o meu, que é só lamento!

Onde está a amplidão que tanto quero?
Todo segundo é longo, pois só espero... 
O azul morreu, é teto de cimento!

Janete Sales Dany
Poema@ Protegido por lei
Registrado e imortalizado na
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Manto Santo e Outras
Página 09

Este Soneto foi corrigido:
Na última estrofe mudei uma palavra
para conseguir as dez sílabas poéticas, 
respeitando as regras de um 
soneto decassílabo heroico, veja:

Antes
Onde está a vastidão que tanto quero?
On/de es/tá/a / vas/ti/dão/
 que/ tan/to/ que/ro?
Possuía 11 sílabas poéticas

Agora corrigido
Onde está a amplidão que tanto quero?
On/de es/tá /a am/pli/DÃO/ 
que /tan/to/ QUE/ro?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Rogo a Deus - Soneto Decassílabo Heroico

Rogo a Deus para que tudo prospere
Salve a música das letras vazias
Em algumas vem um verso que fere...
Dizimando as canções, todos os dias!
Rogo para que o mal não persevere
Que o amor esteja em nossas moradias
Que em cada coração a paz impere
Nosso olhar cansa de ver as sangrias
Oh Deus do meu céu vem salvar o amor!
Rogo no amanhecer, tanto clamor!
O socorro estará neste elevado?
Tantas mães choram a perda dos filhos
Gritos, nos olhos já não têm mais brilhos!
Só resta terra sobre o ser amado...
Janete Sales Dany
Poema@Registrado na 
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro Soneto Manto Santo 
e Outras Página 05


Exemplo da separação de sílabas
neste Soneto Decassílabo Heroico.
Rimas alternadas ABAB,
quatro estrofes, sendo: 
dois quartetos e dois tercetos.
Perceba que a acentuação tônica
acontece na sexta e décima sílaba.


Oh /Deus /do /meu /céu /vem /
sal/var/ o a/mor!
Ro/go/ no a/man/he/cer,/
 tan/to/ cla/mor!


O/ so/co/rro es/ta//
nes/te e/le/va/do?

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Morre o dia e Morre a noite...


Morre o dia e morre a noite...
E renascem novamente!
Não deveríamos ter medo da morte...
Somos extensão da natureza.
Não temos o que temer,
 morrer é deixar-se ir...

Para depois renascer!
Janete Sales Dany
Poema@ todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro
No livro Soneto lobo do Gelo e outras 
Página 06

sábado, 13 de maio de 2017

JANETE




Prefiro ser o fracasso 
recheado de verdades...

Do que ser a vitória 

feita só na mentira!

Prefiro ser eu mesma, 

com as minhas limitações...

Do que ter a pretensão, 

de ser alguém que eu nunca vou ser!

Enfim, prefiro subir a montanha 

vivenciando todas as dificuldades...

Do que usar da trapaça 

para estar lá em cima
e saber que eu furtei  
o lugar de outro alguém!

Se eu vencer será 

pelos meus méritos

O que obtenho com isto?

Quando eu olhar no espelho, 
não terei vergonha dos meus olhos!

Janete Sales Dany
Prefiro ser eu mesma!@Poema