Um soneto alexandrino que foi corrigido
Terminações paroxítonas em todos os versos:
Eu Sou a Humanidade
Soneto Alexandrino corrigido
Eu não nasci do agora, o meu tempo é distante!
Bem sei do preconceito e da sombra da morte
E da terra tão seca e da sede constante
Tremi no terremoto, e só quero o meu forte...
Eu trago em mim a fome, e a íris suplicante!
Venho da Chernobyl, fui salvo pela sorte...
Eu vi sangue dos meus... Triste fuga marcante
Eu sou refugiado, eu fiquei sem um norte!
Eu não tenho meu lar, e só resta a memória
Escapei do tornado e vi tanta amargura
Vivo em busca da paz, e é tão longa esta história!
Sempre fujo da guerra, eu sou a humanidade!
Eu não nasci do agora e a injustiça perdura
Sofri na escravidão, sou a diversidade!
Janete Sales Dany
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17









