Chove e a solidão dorme do meu lado
Pés presos, mãos atadas no destino
Deitado, sem ação, mas concentrado
Escuto aquele som, é um violino!
As estrelas sumiram do elevado
Muito tempo que vivo em desatino
Enlaçado no meu mundo encerrado
Agora um refém, não vejo, imagino!
Dói todo o corpo e minha alma também
E some o fio, mas volta num vaivém!
Eu sonhei que molhava os pés no mar...
Bendita esta mão que lava o meu rosto
Ameniza a amplitude do desgosto...
Incerteza, acordar ou delirar?
Janete Sales Dany
Soneto @ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Lobo Do Gelo e Outras
Página: 13










