Terei perdido tudo e só resta a saudade?
Parece que foi vento! O olhar sem fortaleza
Como livro fechado, o fim da mocidade...
Perdi o que mais amava, e vago na tristeza
Indago em cada foto, o que era de verdade...
Quero de volta o riso, aquele da certeza
E o tempo ri de mim, adeus felicidade!
Sempre olho para longe, e busco a juventude
E não sei do amanhã, segredo do destino...
Coração sem compasso, o ser sem plenitude
Sim, almejo um amor, quem sabe noutra terra...
Encontro uma lacuna, e choro, eu perco o tino!
Persiste um céu perdido... E triste, o verso encerra...
Janete Sales Dany
Poema@ Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro: Soneto Amor Eterno e Outras
Como foi feita a escansão deste Soneto
Soneto Alexandrino - Céu perdido
Que/ro /de/ vol/ta a/ VI/da, a/que/la/ da /fir/ME/za
Te/rei /per/di/do /TU/do e /só/ res/ta a /sau/DA/de?
Pa/re/ce/ que /foi /VEN/to! O o/lhar/ sem/ for/ta/LE/za
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...
Per/di o /que /mais/ a/MA/va, e/ va/go /na /tris/TE/za
In/da/go em /ca/da/ FO/to, o/ que e/ra/ de/ ver/DA/de...
Que/ro/ de/ vol/ta o/ RI/so, a/que/le/ da/ cer/TE/za
E o/ tem/po/ ri/ de/ MIM,/ a/deus/ fe/li/ci/DA/de!
Sem/pre o/lho/ pa/ra/ LON/ge, e /bus/co a/ ju/ven/TU/de
E /não /sei/ do a/man/HÃ,/ se/gre/do/ do/ des/TI/no...
Co/ra/ção/ sem/ com/PAS/so,o /ser /sem/ am/pli/TU/de
Sim,/ al/me/jo um /a/MOR, /quem/ sa/be /nou/tra /TER/ra...
En/con/tro u/ma /la/CU/na, e /cho/ro, eu /per/co o /TI/no!
Per/sis/te um/ céu/ per/DI/do... E/ tris/te, o/ ver/so en/CER/ra!
Por Janete Sales Dany
SONETO ALEXANDRINO
Sílabas tônicas que são obrigatórias
na 6ª e 12ª sílabas
na 6ª e 12ª sílabas
Métrica:
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...
14 versos, 4 estrofes
separação de sílaba poética "escansão" :
Algumas vogais se unem e são separadas
de forma diferente da contagem silábica gramatical
Em cada verso:
Dois Hemistíquios cada um com 6 sílabas
Como livro feCHAdo,( Primeiro Hemistíquio)
o fim da mociDAde...( Segundo Hemistíquio)
A última vogal do primeiro verso
se une a primeira do segundo
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...
Dois Hemistíquios cada um com 6 sílabas
Como livro feCHAdo,( Primeiro Hemistíquio)
o fim da mociDAde...( Segundo Hemistíquio)
Como livro fechado, o fim da mocidade...
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...
Elisão dos hemistíquios:A última vogal do primeiro verso
se une a primeira do segundo
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...
Terminar todos os versos
com palavras paroxítonas
com palavras paroxítonas
(chamadas de palavras graves
por Bilac e Passos).
por Bilac e Passos).
Neste gif apresentado, utilizei
alguns aplicativos:
FaceApp é um aplicativo para celular
muito interessante, pois permite
que o usuário faça modificações
em fotos, mas somente no rosto.
com ele você pode colocar
efeitos, tipo: Envelhecer, rejuvenescer,
tornar criança, por sorriso e outros.
Depois de trabalhadas no FaceApp
Utilizei o aplicativo
Editor Photo-Collage Frames
A montagem da animação foi
elaborada no PhoScape
E por final coloco um poema
Depois de trabalhadas no FaceApp
Utilizei o aplicativo
Editor Photo-Collage Frames
A montagem da animação foi
elaborada no PhoScape
E por final coloco um poema
de Cecília Meireles
que tem muito a ver com o que
o meu Soneto Céu Perdido
que tem muito a ver com o que
o meu Soneto Céu Perdido
tenta expressar:
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meireles
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meireles





















