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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Soneto Alexandrino - Céu perdido - Métrica

Quero de volta a vida, aquela da firmeza
Terei perdido tudo e só resta a saudade?
Parece que foi vento! O olhar sem fortaleza
Como livro fechado, o fim da mocidade...

Perdi o que mais amava, e vago na tristeza
Indago em cada foto, o que era de verdade...
Quero de volta o riso, aquele da certeza
E o tempo ri de mim, adeus felicidade!

Sempre olho para longe, e busco a juventude
E não sei do amanhã, segredo do destino...
Coração sem compasso, o ser sem plenitude

Sim, almejo um amor, quem sabe noutra terra...
Encontro uma lacuna, e choro, eu perco o tino!
Persiste um céu perdido... E triste, o verso encerra...

Janete Sales Dany
Poema@ Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro: Soneto Amor Eterno e Outras


Como foi feita a escansão deste Soneto
Soneto Alexandrino - Céu perdido 

Que/ro /de/ vol/ta a/ VI/da, a/que/la/ da /fir/ME/za 
Te/rei /per/di/do /TU/do e /só/ res/ta a /sau/DA/de?
Pa/re/ce/ que /foi /VEN/to! O o/lhar/ sem/ for/ta/LE/za
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...

Per/di o /que /mais/ a/MA/va, e/ va/go /na /tris/TE/za 
In/da/go em /ca/da/ FO/to, o/ que e/ra/ de/ ver/DA/de...
Que/ro/ de/ vol/ta o/ RI/so, a/que/le/ da/ cer/TE/za
E o/ tem/po/ ri/ de/ MIM,/ a/deus/ fe/li/ci/DA/de!

Sem/pre o/lho/ pa/ra/ LON/ge, e /bus/co a/ ju/ven/TU/de 
E /não /sei/ do a/man/HÃ,/ se/gre/do/ do/ des/TI/no...
Co/ra/ção/ sem/ com/PAS/so,o /ser /sem/ am/pli/TU/de

Sim,/ al/me/jo um /a/MOR, /quem/ sa/be /nou/tra /TER/ra... 
En/con/tro u/ma /la/CU/na, e /cho/ro, eu /per/co o /TI/no!
Per/sis/te um/ céu/ per/DI/do... E/ tris/te, o/ ver/so en/CER/ra!

Por Janete Sales Dany

SONETO ALEXANDRINO
Sílabas tônicas que são obrigatórias 
na 6ª e 12ª sílabas
Métrica:
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...

14 versos, 4 estrofes
separação de sílaba poética "escansão" :

Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

Em cada verso:
Dois Hemistíquios cada um com 6 sílabas
Como livro feCHAdo,( Primeiro Hemistíquio)
 o fim da mociDAde...( Segundo Hemistíquio)
Como livro fechado, o fim da mocidade...

Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...

Elisão dos hemistíquios:
A última vogal do primeiro verso
se une a primeira do segundo
Co/mo/ li/vro/ fe/CHA/do, o/ fim /da/mo/ci/DA/de...

Terminar todos os versos 
com palavras paroxítonas 
(chamadas de palavras graves 
por Bilac e Passos).

Neste gif apresentado, utilizei
alguns aplicativos:
 FaceApp é um aplicativo para celular
muito interessante, pois permite 
que o usuário faça modificações 
em fotos, mas somente no rosto. 
com ele você pode colocar 
efeitos, tipo: Envelhecer, rejuvenescer, 
tornar criança, por sorriso e outros.
Depois de trabalhadas no FaceApp
Utilizei o aplicativo 
Editor Photo-Collage Frames
A montagem da animação foi
elaborada no PhoScape

E por final coloco um poema 
de Cecília Meireles
que tem muito a ver com o que
o meu Soneto Céu Perdido 
tenta expressar:


Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?


Cecília Meireles

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Exemplo de métrica - Soneto Alexandrino - A VOZ


A VOZ SONETO ALEXANDRINO CORRIGIDO

Tem algo estranho em mim, a voz do desalento
Corrompe o meu sentido, e todo instante insiste
Ela alcança o meu sol, fulmina e é só tormento!
Ás vezes esbraveja e assim eu vago triste

Um dano sempre vem, invade o pensamento
Nem ouso reclamar e bem sei que persiste
Tem hora que me engana, o olhar de acolhimento...
 Faz questão de se impor, enlaça e não desiste


A estranha está lá dentro e vive seduzindo
Diz coisa sem razão, senhora da quimera!
Brinca na minha mente, um eco reluzindo!

Voz que anoitece a vida e o sol brilha lá fora
E assim vou padecendo, aturando uma fera
Esta, que só me prende e está falando agora...

Janete Sales Dany
Poema @ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro Soneto Amor Eterno e Outras


Licença Creative Commons
O trabalho A voz Soneto Alexandrino Corrigido de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Exemplo de Soneto Alexandrino
Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas

14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical
Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 

(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).
Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :
Brinca na minha mente, um eco reluzindo!
Brin/ca/ na/ min/ha/ men/te, um/ e/co/ re/lu/zin/do!
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Brinca na minha mente, 
um eco reluzindo
Brinca na minha men"te , um" eco reluzindo!
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "TE e Um "


Soneto Alexandrino Palavras relacionadas
Hemistíquio
uma das partes de cada verso 
quando dividido pela cesura
Vamos ao exemplo:
Brinca na minha mente, 
Primeiro hemistíquio:
Brinca na minha mente
Segundo hemistíquio:
um eco reluzindo!

Elisão: quando um verso termina com uma vogal
ÁTONA ou começa com H, se faz a elisão.
Neste exemplo:
A elisão dos dois hemistíquios
se uniu por vogais
Brinca na minha mente, um eco reluzindo!
men/te um/***mentE, Um

Quando o primeiro hemistíquio
terminar com uma palavra oxítona 
A próxima palavra pode se iniciar
com qualquer letra, exemplo:
Diz coisa sem razão, 
Primeiro Hemistíquio 
senhora da quimera!
Segundo Hemistíquio
Diz coisa sem razão, senhora da quimera!


Chega um tempo que você passa
a ser além de você mesmo...
porque as circunstâncias obrigam...
você gostaria de continuar ser quem era.
Mas o mundo não perdoa,
e nascem de você...Outros VOCÊS!
Janete Sales Dany




Minha voz vai dizer coisas que você
queria sentir... Mas só vai ouvir!
Janete Sales Dany



domingo, 17 de dezembro de 2017

Escansão Métrica Soneto Alexandrino Prece


Prece pelos pequeninos que não puderam crescer 
 Soneto Alexandrino corrigido

Tenho um clamor meu Deus, é suplica nascendo!
Pequeninos no adeus, e o céu está florido...
Perdem todo o viver, e não estão crescendo...
Mães que choram o fim, tempo tão dolorido!

Mãos que ofertam o aceno, e o pranto vem descendo
Olhe por todos, Pai! Abraça o ser sofrido!
Mãe, amor que reluz! Ama ver florescendo...
Acalma o coração, que se sente ferido

Que eles brinquem no céu... Na imortal inocência!
Risos vindos de lá! Canção que traz lembrança
Pois a alma nunca morre e está segura a essência...

Amém. Escuto a paz! Eu ouço os sons dos sinos!
Jesus está presente, e renasce a esperança
Deus jamais abandona, abraça os pequeninos!

Janete Sales Dany
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto Lobo do Gelo e outras
Numero: 9267/17


São Paulo Brasil
Poesia@protegida por lei
Recanto das Letras:T6154396





Ten/ho um/ cla/mor /meu /DEUS/, é /su/pli/ca/ nas/CEN/do!
Pe/que/ni/nos/ no a/DEUS,/ e o/ céu/ es/tá flo/RI/do...
Per/dem/ to/do o/ vi/VER/, e /não/ es/tão/ cres/CEN/do...
Mães/ que/ cho/ram /o /FIM/, tem/po/ tão/ do/lo/RI/do!

Mãos/ que o/fer/tam/ o a/CE/no, e o /pran/to/ vem/ des/CEN/do 
O/lhe/ por/ to/dos,/ PAI!/ A/bra/ça o /ser/ so/FRI/do!
Mãe,/ a/mor/ que/ re/LUZ/! A/ma/ ver/ flo/res/CEN/do...
A/cal/ma o/ co/ra/ÇÃO, /que /se /sen/te/ fe/RI/do

Que e/les/ brin/quem/ no /CÉU/... Na i/mor/tal/ i/no/CÊN/cia!
Ri/sos/ vin/dos/ de/ LÁ!/ Can/ção/ que /traz/ lem/BRAN/ça
Pois/ a al/ma/ nun/ca/MOR/re e es/tá/ se/gu/ra a es/SÊN/cia...

A/mém/. Es/cu/to a /PAZ/! Eu /ou/ço os/ sons/ dos /SI/nos/!
Je/sus/ es/tá/ pre/SEN/te, e /re/nas/ce a es/pe/RAN/ça
Deus/ ja/mais/ a/ban/DO/na, a/bra/ça os/ pe/que/NI/nos! 

Janete Sales Dany
Soneto @Todos os direitos reservados


Exemplo de Soneto Alexandrino

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Soneto Alexandrino - A Semente - Corrigido



Esquecida na terra e pronta para a morte
Sem rega, sem amor, tão triste o afastamento
Ás vezes tinha sol... E chuva, só com sorte
Desprezavam sem dó, cenário de tormento

E assim, ficou sem luz, padecendo sem norte
Romper o chão, nascer? Nunca, que desalento!
Tempo passou veloz, e nada que conforte
Mas algo reluziu, e surgiu novo alento:

Primavera de amor! De amáveis beija-flores!
A semente explodiu, despertou para a vida
Descobriu que era flor, horizonte de cores

O céu quis proteger...Trouxe a chuva bendita!
Uma benção de Deus! Nunca foi esquecida...
Luz do sol aqueceu...Compaixão infinita!

Janete Sales Dany
Poema@ todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
 "Soneto Lobo do Gelo e outras"
Página 07





A métrica utilizada neste Soneto:

Es/que/ci/da /na /TE/rra, e/ pron/ta /pa/ra a/ MOR/te
Sem/ re/ga,/ sem/ a/MOR/, tão/ tris/te o a/fas/ta/MEN/to
Ás /ve/zes/ tin/ha /SOL/... E/ chu/va,/ só/ com/ SOR/te
Des/pre/za/vam/ sem //, ce/ná/rio/ de /tor/MEN/to!

E a/ssim/ fi/cou/ sem/ LUZ/, pa/de/cen/do/sem /NOR/te
Rom/per/ o /chão/, nas/CER?/Nun/ca,/que/de/sa/LEN/to
Tem/po/ pa/ssou/ ve/LOZ, /e/ na/da/que/ con/FOR/te
Mas/ al/go/ re/lu/ZIU,/ e /sur/giu /no/vo a/LEN/to:

Pri/ma/ve/ra/ de a/MOR/, de a/má/veis /bei/ja-FLOres!
A/ se/men/te ex/plo/DIU,/ des/per/tou/ pa/ra a/VI/da
Des/co/briu /que e/ra /FLOR, /ho/ri/zon/te /de/ CO/res

O/ céu/ quis/ pro/te/GER.../Trou/xe a /chu/va/ ben/DI/ta!
U/ma/ ben/ção/ de/DEUS!/Nun/ca/ foi /es/que/CI/da...
Luz /do /sol/ a/que/CEU.../Com/pai/xão/ in/fi/NI/ta!

Por Janete Sales Dany
Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes

Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical
Exemplo:Primavera de amor! De amáveis beija-flores!
Sílaba gramatical:
Pri/ma/ve/ra/ de/ a/mor/! 
De/ a/má/veis/ bei/ja/-flo/res!]

Sílaba Métrica:
Pri/ma/ve/ra/ de a/MOR/, 
de a/má/veis /bei/ja-FLOres!

Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :

Esquecida na terra, e pronta para a morte
Es/que/ci/da /na /TE/rrA, E/
 pron/ta /pa/ra a/ MOR/te
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "A e E"


Esquecida na terra, e pronta para a morte


Terminar todos os versos 
com palavras paroxítonas 

(chamadas de palavras graves 
por Bilac e Passos).



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