Existe algo no céu, tentação evidente
Lá está o seu nome, e como é que lhe esqueço?
O seu rosto aparece e ganha a minha mente
Permanece num sonho, ama a hora que adormeço
Navego em seu olhar e tão perdidamente...
Mas em seguida acordo, e quem dera o começo?
Amar é sofrimento, a saudade é fremente
Você causou poesia, e como é que lhe esqueço?
Surge em toda a canção, e pela vida afora
Até em meu silêncio, e nele faz barulho
Nascem queixas de amor, jamais irão embora
Minto se digo adeus, e se insisto, é quimera!
E como é que lhe esqueço? Abdico o meu orgulho...
Assumo que é sem fim, meu sol de primavera!
Janete Sales Dany
Poema@ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
no Livro: Soneto Esperança e outras
















