Soneto Alexandrino Corrigido
O anterior não possuía a terminação
correta em todos os versos:
Jamais pode terminar com uma proparoxítona.
O segundo hemistíquio
deve sempre terminar com paroxítona:
(são chamadas de palavras graves
por Bilac e Passos).
Soneto tempo corrigido
O tempo é como o vento, ele fere o arvoredo
Arrasta nosso sonho e oferece a verdade
Expõe novo caminho, é trecho de segredo!
Se pudesse rever... Devastava a saudade!
Buscava aquela estrela e quem sabe outro enredo
Mas não posso voltar, pois se foi minha idade!
O tempo não congela, e parece rochedo.
Firme numa razão... Compele sem piedade!
Agora é primavera e o colorido impera
Mas logo não será; virá outro momento
Tempo para chorar; a flor será quimera!
E vão se as horas sempre, e o relógio não cede...
De um modo tão veloz, e não existe alento
Nestas garras do tempo a vida se despede!
Janete Sales Dany
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
Soneto Correntes do Medo e outras
Página:04 Registro:772633
SÍLABA POÉTICA
MÉTRICA
O/ tem/po é/ co/mo o/ VEN/
to, e/le/ fe/re o ar/vo/RE/do
Dois Hemistíquios,
cada um com seis sílabas poéticas
Acento tônico obrigatório na
sexta e décima segunda sílaba
quatorze versos
Todas as terminações dos versos
são paroxítonas
Seja você mesmo.
Todas as outras
personalidades
já têm dono.
Oscar Wilde








