Seguidores

terça-feira, 15 de maio de 2018

Soneto Senhor Tempo - Decassílabo Heroico


O senhor tempo esmurra todo dia...
A minha porta! E sinto que condena
Brusco, passa sem dó, uma ousadia!
E no espelho da vida, ele me acena...

Vai me dizendo adeus nesta poesia
Sequestra várias horas e sem pena
Do ontem só restará a nostalgia...
A potência que vem e rouba a cena!

Esta noite sonhei algo esquisito
Que este meu coração era infinito
Que a rosa no jardim se fez eterna

E nunca mais o adeus... Felicidade!
Somente um sonho insano, uma inverdade...
Tempo... Que a qualquer hora me governa!

Janete Sales Dany
Soneto @Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro: Soneto Correntes do Medo
e outras, página: 11


Métrica de cada verso 
deste Soneto Decassílabo Heroico
Apresentando a escansão, 
o passo a passo, da divisão silábica... 
Dez sílabas poéticas, 
em cada verso apresentado...
Quatro estrofes, duas de quatro versos
e mais duas de três versos
Atenção para a sílaba tônica que está
na sexta e décima sílaba de cada verso
Amemos, 
porque o amor 
é um santo escudo.
Castro Alves


Para todos os males 
há dois remédios: 
o tempo e o silêncio.
 Alexandre Dumas

 Quando os ventos 
de mudança sopram, 
umas pessoas 
levantam barreiras,
 outras constroem 
moinhos de vento.
 Érico Veríssimo 
Aprendi com as primaveras 
a deixar-me cortar 
e a voltar sempre inteira. 
Cecília Meireles 

Há uma primavera 
em cada vida:
 é preciso cantá-la assim florida, 
pois se Deus nos deu voz,
foi para cantar! 
E se um dia hei-de ser pó, 
cinza e nada que seja
 a minha noite uma alvorada, 
que me saiba perder... 
para me encontrar.... 
Florbela Espanca 

Quem anda no trilho 
é trem de ferro, 
sou água que corre entre pedras:
"Liberdade caça jeito."
 Manoel de Barros

sexta-feira, 4 de maio de 2018

AFAGO DE DEUS

Eu andei por ruas vazias 
Senti as madrugadas frias 
Sofri no meu deserto 
O meu destino não tinha rumo certo 
Eu me agarrei na última esperança 
E vi Deus na minha lembrança 
Ele me tirou da solidão 
Com Suas Mãos Divinas 
afagou o meu coração

Janete Sales Dany
Poesia registrada na Biblioteca Nacional
no livro: Deixe sua Luz Brilhar
Página:06
Registro:606039

Mil poderão cair ao seu lado; 
dez mil, à sua direita,
 mas nada o atingirá. Salmos 91:7

Tenho-vos dito isto, 
para que em mim tenhais paz; 
no mundo tereis aflições, 
mas tende bom ânimo, 
eu venci o mundo. - João 16:33

Salmos 125: 
"Aqueles que confiam no senhor 
são como montes de sião 
que não se abalam,
mais permanece para sempre


A Tua misericórdia, 
Senhor está nos céus, 
e a Tua fidelidade 
chega até às mais excelsas nuvens. 
Salmos 36:5

Talvez você goste: Soneto Divino
Alexandrino

Clique na imagem

Licença Creative Commons
O trabalho Afago de Deus de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

domingo, 29 de abril de 2018

Soneto Lobo do Gelo - Dodecassílabo

Eu sou lobo do gelo e tenho o olhar perdido 
O medo me fez forte, o mal sempre aparece 
Eu me sinto sozinho e ás vezes esquecido 
Minha alma está atenta e sobrevive em prece 

Vejo a morte por perto, e serei o escolhido? 
Eu sou lobo do gelo, e que nunca se esquece... 
Que viu a dor dos meus, estou estarrecido 
Eu sinto que sou caça e o meu ser se enfurece 

E em cima da montanha, eu protejo um portão! 
Sempre escondo o meu pranto e afogo o coração 
Dói tanto o meu passado e não posso esquecer 

Eu sou lobo do gelo e estou muito violento 
Avisto o azar dos meus, episódio sangrento... 
Minha alma em prontidão... Não sabe adormecer!

Janete Sales Dany
Soneto Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de janeiro
No Livro Soneto Lobo do Gelo e Outras
Página 13

SEPARAÇÃO DE SÍLABAS POÉTICAS
Eu /sou/ lo/bo/ do/ GE/lo e/ ten/ho o o/lhar /per/DI/do 
O medo me fez forte, o mal sempre aparece 
O /me/do/ me/ fez/ FOR/te, o/ mal /sem/pre a/pa/RE/ce 
Eu me sinto sozinho e ás vezes esquecido 
Eu/ me/ sin/to/ so/ZIN/ho e ás/ vê/zes/ es/que/CI/do 
Minha alma está atenta e sobrevive em prece 
Min/ha al/ma es/tá/ a/TEN/ta e /so/bre/vi/ve em/ PRE/ce 

Vejo a morte por perto, e serei o escolhido? 
Ve/jo a/ mor/te/ por/ PER/to, e/ se/rei/ o es/co/LHI/do? 
Eu sou lobo do gelo, e que nunca se esquece... 
Eu /sou/ lo/bo/ do/ GE/lo, e /que /nun/ca/ se es/QUE/ce... 
Que viu a dor dos meus, estou estarrecido 
Que/ viu/ a/ dor/ dos/ MEUS/, es/tou/ es/tar/re/CI/do 
Eu sinto que sou caça e o meu ser se enfurece 
Eu /sin/to/ que/ sou/ CA/ça e o/ meu /ser /se en/fu/RE/ce 

E em cima da montanha, eu protejo um portão! 
E em/ ci/ma /da/ mon/TAN/ha, eu/ pro/te/jo um/ por/TÃO! 
Sempre escondo o meu pranto e afogo o coração 
Sem/pre es/con/do o/ meu/ PRAN/to e a/fo/go o/ co/ra/ÇÃO 
Dói tanto o meu passado e não posso esquecer 
Dói/ tan/to o /meu/ pas/SA/do e/ não/ pos/so es/que/CER 

Eu sou lobo do gelo e estou muito violento 
Eu/ sou/ lo/bo /do /GE/lo e es/tou/ mui/to/ vio/LEN/to 
Avisto o azar dos meus, episódio sangrento... 
A/vis/to o a/zar/ dos/ MEUS/, e/pi/só/dio/ san/GREN/to... 
Minha alma em prontidão... Não sabe adormecer!
Min/ha al/ma em /pron/ti/DÃO.../ Não/ sa/be a/dor/me/CER!

Janete Sales Dany
Poema@todos os direitos reservados

Não é que eu tenha medo de morrer. 
É que eu não quero estar lá na hora 
que isso acontecer... Woody Allen.


Dentro de mim, existem dois lobos: 
O lobo do ódio e o lobo do amor.
Ambos disputam o poder sobre mim.
E quando me perguntam 
qual lobo é vencedor, respondo:
O que eu alimento.

Provérbio Indígena
Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Lobo do Gelo de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.