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terça-feira, 5 de julho de 2022

LENDO VAN GOGH

Observo, na fantástica pintura,
grandes estrelas numa noite intensa...
Existe alteração no céu, loucura?
A mão que pincelou estava tensa?

Num canto, resplandece a lua imensa, 
cada detalhe mágico murmura...
Fica evidente a célebre presença
que urdiu a incomparável bordadura.

A vila está em paz, mas o elevado 
estonteante traz um traço ousado,
destoa e expõe a altiva ventania.

Há um assombro erguido que enuncia
a morte tão certeira, sei que o olhar
temeu,  porém teimou em expressar!

Janete Sales Dany
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.

ATIVIDADE
FÓRUM DO SONETO

TRILHA DE SONETOS LXIV 
 DIÁLOGO COM PINTURA 
“NOITE ESTRELADA-1889”, 
DE VAN GOGH
Pintura com cores intensas 
em que predomina tons azuis e amarelos.
O céu noturno agitado, 
causa a impressão de ventania, redemoinhos 
e diverge com a quietude da vila.
O cipreste uma espécie de árvore 
que simboliza a morte, a dor...

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A Menina e a Poesia


Menina sensível, que escrevia num caderno,
dizia que estava inventando poesia… 
Sempre queria mostrar, no fim do dia,
mas a mãe nunca a ouvia e logo dormia.
Um ano se passou e, ainda, escrevia… 


Porém algo pesaroso aconteceu:
a menina adoeceu e se afastou da poesia — 
passou a ser uma criança triste, que nunca sorria...
Todo o esforço para curá-la foi em vão, 
e para o mundo disse adeus, 
com as mãozinhas no coração! 

O quarto da menina virou tristeza… 
A mãe lembrou-se do caderno de poesia — 
curiosa por ver o que tanto escrevia
Ao abri-lo, teve uma grande surpresa — 
em todas as folhas havia só uma frase:

Eu te amo mamãe

Janete Sales Dany
Poema@Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Esperança e outras
Página: 11 - Registro: 793776

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Prece pelos pequeninos que não puderam crescer - Soneto Alexandrino



Tenho um clamor, meu Deus! 
É voz que quer nascer!

Pequeninos no adeus! 
E o céu está florido...

Perdem todo o viver!
E não podem crescer...

Mães que choram o fim, 
tempo tão dolorido!


Mãos que ofertam o aceno, 
e o pranto quer descer 

Olhe por todos, Pai! 
Abraça o ser sofrido!

Mãe, amor que reluz! 
Ama ver florescer...

Acalma o coração, 
que se sente ferido!



Que eles brinquem no céu... 
Na imortal inocência!

Pois a alma nunca morre 
e está segura a essência...

Risos vindos de lá! 
Tem canção de ninar!


E Deus nunca abandona, 
Ele olha os pequeninos!

Amém! Escuto a paz! 
Eu ouço os sons dos sinos!

Jesus está presente 
e não vai se afastar

Por Janete Sales Dany
27/10/2017
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto Lobo do Gelo e outras
Numero: 9267/17


São Paulo Brasil
Poesia@protegida por lei
Recanto das Letras:T6154396


Exemplo de Soneto Alexandrino

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Mãe, o mal levou o que era seu...



A fase reluzia, como poesia!
Mas um tiro ecoou e entrou
Tanta dor, na hora que rasgou...
 A pele do amor!
Uma vida inteira se perdeu
Mãe, o mal levou o que era seu...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Soneto da Tristeza - Decassílabo Heroico


Medo da aparição que vive em mim 
Ás vezes fica atrás do meu sorriso
É como se almejasse ver um fim
Reclina no meu colo e sem aviso

Dorme comigo, eu nunca disse sim...
Nem sequer penso nela e nem preciso
Imploro para não chegar assim
Trazendo comoção, matando o riso...

O pranto numa tarde em tempestade 
Ela vive somando a minha idade
Não quero esvanecer; desejo a vida...

Sinto que digo adeus a cada instante
Tristeza, seu lugar é bem distante!
Faz desdém. Não se mostra comovida...


Janete Sales Dany
Soneto@ Todos direitos reservados
Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
no livro Soneto Amor Eterno e Outras
Exemplo de Soneto Decassílabo Heroico:

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Soneto Anjo Triste - Decassílabo Heroico


O anjo de Deus desceu na nossa terra
E percebeu que o mundo estava em dor
O ser humano agora vive em guerra
Tormento ao ver o fim de tanto amor

Parece que a ganância nunca encerra
Vai morrendo a paz, morre o beija-flor!
Some o verde que ornava aquela serra
O cinza está no céu, tão turva a cor!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O macaco triste - Animação - Trova

O macaco está trancado
Perdeu toda liberdade
No zoo não vê mais o prado
Lá se foi felicidade!

Janete Sales Dany

Poema@protegido por lei
São Paulo - Brasil 
02/07/2016


O trabalho O macaco triste de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Amor Sempre Vence


Tão pequenina a menina...
Tão frágil e assim mesmo apanhava
A mãe batia nela com uma cinta
Batia porque sorria ou porque chorava...

Sempre haveria de apanhar
Se fizesse certo parecia errar
A mãe nunca usou a palavra amar
A menina nem podia reclamar

Dormia pensando na surra do outro dia
Ao acordar lembrava o pesadelo e nem sorria
A cinta em cima da mesa era uma assombração
Corria quando a mãe colocava a mão
Deus do céu vinha vindo à agressão!

O corpo franzino repleto de cicatriz
Ao apanhar dizia: - Mamãe o que fiz?
Então, apanhava mais ainda por esboçar o medo
Não haveria de ganhar nenhum brinquedo

domingo, 16 de agosto de 2015

Espero por um porvir que não vai existir





Esperei pela lua
Porém a noite foi escura
Esperei pelo nascer do dia
E não surgiu a luz que eu tanto queria
Vivo numa espera que não tem fim
Abandonei a vida, ou ela se esqueceu de mim?
No silêncio das minhas horas a alma chora
O mundo não percebe o meu olhar que implora
Esta solidão que eu criei vai roubando meu ser
Todos os dias espero que algo possa acontecer
Quando caminho nas ruas fico procurando o que perdi
Ando nos mesmos lugares e parece que nunca estive ali
O mundo está distante da minha mão
Não ouço voz e nenhuma canção...

sábado, 25 de julho de 2015

Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...




Chove lá fora, e quem passeia está se molhando
Melhor assim, ninguém vê que estou chorando
A ventania inclina o guarda chuva impotente
Queria que arrancasse o pesar da minha mente

O mar revolto tem a ambição de inundar a calçada
O meu clamor se emaranha com o da trovoada
A chuva está desabando e parece não ter fim.
Lacrimejo, mas finjo que foi ela que caiu em mim...

Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...
Danço debaixo dele como quem vai se lavar
Choramos, eu e a natureza, e vamos nos fundir...
Quem sabe lá de cima um anjo possa me acudir!

Chuva abençoada lave a minha aflição!
Assola o que é ruim e inunda o meu coração
Passeie sobre esta terra que te espera
Acaricie as flores da minha primavera!

A nuvem escura no alto ainda persiste
Nem se importa que eu esteja tão triste
A natureza chora e estronda sem medo
Eu choramingo baixinho, e é um segredo...

Um arco-íris virá depois do temporal
Logo será visível o meu estado emocional
Sem a chuva não poderei disfarçar a agonia
Direi então que a culpa foi desta poesia...

Que criei estes versos fitando uma bela pintura...
Nela a tempestade caia e a tarde estava escura
Que nesta hora fiquei triste e a lágrima escorreu...
E na verdade, o pranto é do poema, não é meu!

Janete Sales Dany
Poema@protegido por lei
Licença Creative Commons
O trabalho Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Prêmio que recebi da Amada Peapaz:
Antologia Imagem e literatura  57 
The rain/ Trough and rain
A Chuva

domingo, 18 de janeiro de 2015

Janela da desilusão

Eu queria ter uma janela...
Que desse visão para um horizonte bonito.
Então por ela, tiraria uma fotografia!
E nesta estampa, a tua imagem, eu colaria...
E assim, numa linda paisagem você estaria.
Porém a minha janela tem um além tão triste...
Galhos secos encobrem o que existe!
Possui barras largas de ferro, parece uma prisão...
Como colar o teu desenho nesta desilusão?
A minha janela está vedada por um arranha-céu.
De noite, eu nem vejo as estrelas no céu...


sábado, 13 de dezembro de 2014

Olhe nos olhos de um idoso e veja o teu destino...




Não abandone o idoso num asilo.

Um pai e uma mãe precisam do apoio de um filho.

Você careceu do homem e da mulher para nascer...

Isto não dá para esquecer!

Eles são a razão da sua existência...

Eles não merecem a sua ausência!

Hoje estão castigados pela ação do tempo...

Eles eram tão parecidos com a sua aparência!

Um dia você também terá rugas...

Mas isto não mudará a sua essência.

domingo, 23 de novembro de 2014

Pensamento vinte e quatro para refletir:



Pensamento vinte e quatro para refletir:

Enjaularam a alegria e ela ficou sem ver os dias...
Ela apontou para o céu e disse que ainda era hora de sorrir!
Ela fez um cartaz para dizer a todos que estava ali...
Ela se vestiu de palhaço e deu cambalhotas...
Ela colocou o arco-íris no céu no meio da tempestade...
Ela fez o impossível para que o mundo a soltasse da jaula...
Foi em vão todo aquele esforço, pois ninguém a viu!
Então o inevitável aconteceu...
A alegria sentou no cantinho da jaula 
e nunca mais sorriu!

 Janete Sales Dany

Poesia registrada e imortalizada
na Biblioteca Nacional

No Livro com 46 página(s).
Título:
NA LUZ DA ALMA SEMPRE REINARÁ 
O EPICO SEGREDO! E OUTRAS
Página 42 Registro: 663567
Licença Creative Commons
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