Soneto alexandrino? Encanto em cada verso...
Na rima brinda o som com pura primazia,
repleto de lirismo – o pranto do universo.
Exponho em cada estrofe a vida que vivia.
Qualquer palavra chula esqueço e, assim, disperso...
Costuro na emoção um traje que extasia.
Preciso do rigor, senão terei o inverso,
então será somente a livre poesia.
Às vezes, a cesura exibe-se imperfeita,
jamais vacilo, apago a imprecisão sem dó.
Soneto não parece o ramo de um cipó,
que segue se envergando e nunca se endireita.
É necessário ter enorme disciplina,
se quero o alexandrino ornando a minha sina...
Janete Sales Dany
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
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O trabalho CARPINTARIA ALEXANDRINA de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Soneto Alexandrino:
Vídeo declamacão
Explicando as regras:
Logo depois da sexta sílaba
tônica ( cesura) do primeiro hemistíquio,
começa a contagem do segundo hemistíquio.
Em cada verso devemos obedecer a regra:
Hemistíquio com seis sílabas)
O primeiro hemistíquio pode terminar em oxítona:
Costuro na emoção um traje que extasia.
Costuro na emo/ção/ um traje que extasia.
Ou terminar com uma paroxítona:
repleto de lirismo – o pranto do universo.
repleto de liRIS/mo – o/ pranto do uniVERso.
O primeiro hemistíquio jamais
pode terminar com uma proparoxítona.
SONETO METALINGUÍSTICO
ALEXANDRINO
FALANDO SOBRE SONETO
Soneto exemplar,
do grande mestre Olavo Bilac:
fonte de inspiração para a atividade!
VANITAS
Cego, em febre a cabeça, a mão nervosa e fria,
Trabalha. A alma lhe sai da pena, alucinada,
E enche-lhe, a palpitar, a estrofe iluminada
De gritos de triunfo e gritos de agonia.
Prende a idéia fugaz; doma a rima bravia,
Trabalha... E a obra, por fim, resplandece acabada:
"Mundo, que as minhas mãos arrancaram do nada!
Filha do meu trabalho! ergue-te à luz do dia!
Cheia da minha febre e da minha alma cheia,
Arranquei-te da vida ao ádito profundo,
Arranquei-te do amor à mina ampla e secreta!
Posso agora morrer, porque vives!" E o Poeta
Pensa que vai cair, exausto, ao pé de um mundo,
E cai - vaidade humana! - ao pé de um grão de areia...
Olavo Bilac, in "Poesias"












