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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Anjo Noturno


Ele adormece, o sonho comparece.
É noite! Entesta o breu que persevera...
Fabula num abismo a primavera,
o espírito enobrece e veste a prece.

E assim, ao ver o luto, empalidece—
Olhar soturno, a lágrima que impera.
Futuro promissor, será quimera?
Jamais perdido, o instinto não falece.

A luz e a escuridão existem, sim.
O pranto deste céu imita a vida...
Luziu na tentativa, Serafim!

E novamente vai buscar a lida,
as asas doloridas— quase o fim.
Nasceu a aurora, o véu da despedida!

 Janete Sales Dany
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.


O trabalho ANJO NOTURNO de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Esquema de rimas:
ABBA/ABBA/CDC/DCD.

Atividade FÓRUM DO SONETO:

T7193469
Trilha na qual o primeiro soneto será "encabeçado" 
por uma das obras de Imortais, 
devendo os participantes do FÓRUM DO SONETO 
apenas interagir com o soneto principal:
* TRILHA XXIX - CRUZ E SOUSA *
SONHADOR

Por sóis, por belos sóis alvissareiros,
Nos troféus do teu Sonho irás cantando
As púrpuras romanas arrastando,
Engrinaldado de imortais loureiros.


Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros,
Das Ideias as lanças sopesando,
Verás, a pouco e pouco, desfilando
Todos os teus desejos condoreiros...


Imaculado, sobre o lodo imundo,
Há de subir, com as vivas castidades,
Das tuas glórias o clarão profundo.


Há de subir, além de eternidades,
Diante do torvo crocitar do mundo,
Para o branco Sacrário das Saudades!


Cruz e Souza
Neste soneto o verso 
decassílabo heroico predomina:
Tônicas sempre 
na sexta e décima sílaba:
Versos: 1, 2, 3, 5, 6, 7, 
8, 9, 10, 12 e 14

Observação: versos 4, 11 e 13: 
Versos decassílabos sáficos
Engrinaldado de imortais loureiros.
Das tuas glórias o clarão profundo.
Diante do torvo crocitar do mundo,
Tônicas nas oitavas 
e décimas sílabas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Soneto Ondas de Amor - Decassilabo Heroico


Abro as mãos e revelo o meu amor
Protegido e querendo se ostentar
Dentro de mim fulmina este primor
Pressinto que está quase a arrebentar

É como sol que inflama sem temor
Reside em mim e vive a atormentar
Como o pranto do mar; ondas de amor!
Na porta do olhar quase a se soltar

Dentro de mim reluz tanta emoção
E padece o meu pobre coração
Parece que contém todo o universo

Dentro de mim há tanto a oferecer
Que meu âmago fica a estremecer
Se pudesse estrondava neste verso

Janete Sales Dany

Registrado e imortalizado na 
Biblioteca Nacional 
do Rio de Janeiro no Livro:
Soneto Manto Santo e outras
Página: 04  Registro 742475
Abro as mãos e reVElo o meu aMOR
Protegido e queRENdo se ostenTAR
Dentro de mim fulMIna este priMOR
Pressinto que está QUAse a arrebenTAR

É como sol que inFLAma sem teMOR
Reside em mim e VIve a atormenTAR
Como o pranto do MAR; ondas de aMOR!
Na porta do olhar QUAse a se solTAR

Dentro de mim reLUZ tanta emoÇÃO
E padece o meu PObre coraÇÃO
Parece que conTÉM todo o uniVERso

Dentro de mim há TANto a ofereCER
Que meu âmago FIca a estremeCER
Se pudesse estronDAva neste VERso

Janete Sales Dany
Escansão dos versos de um 
Soneto Decassílabo Heroico
Sílabas Tônicas na Sexta
e Décima Sílaba
Quatorze versos,
rimas entrelaçadas

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Ondas de Amor de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A Canção do Anjo - Soneto Decassílabo Heroico

Eu vi um Anjo lindo na janela
Era como as estrelas do elevado
Pois brilhava demais, ah sentinela!
Um sonho ou realidade? Abençoado!

Não entendo que dádiva era aquela
E só me fez feliz, meu adorado...
Vida... A partir dali, tornou se bela! 
O meu encantamento inesperado

Mas houve a despedida! Por que Deus?
Trouxe a paz e depois me disse adeus...
Um anjo é livre, é dono da emoção

Desejo esta amplidão... Asas também!
Assim talvez, o encontre lá no além
E exaltarei com ele esta canção

Janete Sales Dany
Soneto@ Todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Correntes do Medo e outras
Página 11




Escansão - Métrica- Sílabas Poéticas
Eu/ vi/um/An/jo /LIN/ do/na/ ja/NE/la
E/ra /co/mo as/ es/TRE/las/ do e/le/VA/do
Pois/ bri/lha/va/ de/MAIS/, ah /sen/ti/NE/la!
Um/ son/ho ou/ rea/li/DA/de? A/ben/ço/A/do!

Não/ en/ten/do/que/ DÁ/di/va e/ra a/QUE/la
E /só /me/ fez /fe/LIZ,/ meu/ a/do/RA/do...
Vi/da... A /par/tir /da/LI,/ tor/nou/ se/ BE/la! 
O /meu /en/can/ta/MEN/to i/nes/pe/RA/do

Mas/ hou/ve a /des/pe/DI/da! Por /que /DEUS?
Trou/xe a/ paz/ e/ de/POIS/ me /dis/se a/DEUS...
Um /an/jo é/ li/vre, é/DO/no/ da e/mo/ÇÃO

De/se/jo es/ta am/pli/DÃO/... A/sas/ tam/BÉM!
As/sim /tal/vez,/ o en/CON/tre /lá/ no a/LÉM
E e/xal/ta/rei/ com /E/le es/ta/ can/ÇÃO

Janete Sales Dany
Animação Photo Lab
Licença Creative Commons
O trabalho A Canção do Anjo Soneto Decassílabo Heroico de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Porque os homens são anjos 
nascidos sem asas, 
é o que há de mais bonito, 
nascer sem asas 
e fazê-las crescer...
 José Saramago

Já no YouTube o Vídeo deste 
Soneto Decassílabo Heroico

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Soneto Anjo Triste - Decassílabo Heroico


O anjo de Deus desceu na nossa terra
E percebeu que o mundo estava em dor
O ser humano agora vive em guerra
Tormento ao ver o fim de tanto amor

Parece que a ganância nunca encerra
Vai morrendo a paz, morre o beija-flor!
Some o verde que ornava aquela serra
O cinza está no céu, tão turva a cor!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Amor Incondicional - Soneto Decassílabo Heroico



Oh Mãezinha que não mede cuidados
Deus está vendo seu modo de amar
Pois sempre esconde seus olhos molhados
Vê o filho enfermo! Vive num clamar...

Sei dos seus braços como estão cansados
Porém este amor não vai fraquejar
Os anjos do céu são todos soldados
Que nosso Deus pôs em seu caminhar 

sábado, 25 de junho de 2016

Passarinho no Galho


Eu só olhava o passarinho
E no galho ele cantava
O vislumbre era de anjinho
Porém nunca me notava

Janete Sales Dany
São Paulo - Brasil
25/06/2016 ás 12:18 hs
T5678499

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Uma única estrofe...
Nela uma poesia
Sete sílabas poéticas

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Amor e Ódio

Nasceu no meio do céu um ser misterioso,
 tinha asas, mas não era pássaro!  
Cabelos longos, e  trazia nas mãos
um arco de flecha pronto para ser usado... 
As pessoas corriam. O que aquele ser queria?
Corpo exuberante e um olhar marcante. 
Procurava por algo, queria acertar o alvo!
Logo outro ser semelhante, chegou! 
Mas não havia concórdia entre eles, 
e uma batalha feroz se iniciou...
 Eram anjos guerreando, 
e o céu azul escureceu! 
Sentimentos diversos vibravam 
no íntimo de cada um
Amor e ódio! Um deles caiu no mar 
e as águas ficaram vermelhas! 
O que venceu ria alto, 
ficou incandescente de alegria! 
Olhava o outro se afogando e sorria. 
Um dos anjos morreu, mas antes de esvair 
desenhou com o sangue uma frase 
na superfície das águas:

sábado, 25 de julho de 2015

Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...




Chove lá fora, e quem passeia está se molhando
Melhor assim, ninguém vê que estou chorando
A ventania inclina o guarda chuva impotente
Queria que arrancasse o pesar da minha mente

O mar revolto tem a ambição de inundar a calçada
O meu clamor se emaranha com o da trovoada
A chuva está desabando e parece não ter fim.
Lacrimejo, mas finjo que foi ela que caiu em mim...

Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...
Danço debaixo dele como quem vai se lavar
Choramos, eu e a natureza, e vamos nos fundir...
Quem sabe lá de cima um anjo possa me acudir!

Chuva abençoada lave a minha aflição!
Assola o que é ruim e inunda o meu coração
Passeie sobre esta terra que te espera
Acaricie as flores da minha primavera!

A nuvem escura no alto ainda persiste
Nem se importa que eu esteja tão triste
A natureza chora e estronda sem medo
Eu choramingo baixinho, e é um segredo...

Um arco-íris virá depois do temporal
Logo será visível o meu estado emocional
Sem a chuva não poderei disfarçar a agonia
Direi então que a culpa foi desta poesia...

Que criei estes versos fitando uma bela pintura...
Nela a tempestade caia e a tarde estava escura
Que nesta hora fiquei triste e a lágrima escorreu...
E na verdade, o pranto é do poema, não é meu!

Janete Sales Dany
Poema@protegido por lei
Licença Creative Commons
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Prêmio que recebi da Amada Peapaz:
Antologia Imagem e literatura  57 
The rain/ Trough and rain
A Chuva

terça-feira, 26 de maio de 2015

Sonho que se eternizou em linhas de nostalgia!



Adormeceu...
Encostou a cabeça nas nuvens
E foi indo, devagarzinho para lá deste mundo...
Fez morada num universo fecundo

Sonhou...
Com flor nascendo no céu
Com ave flutuando no mar
Com peixe querendo voar

domingo, 26 de abril de 2015

Anjo do amor que tinha a liberdade de ir e vir


Princesa linda que vivia presa na torre de um castelo
A única visita que a acalentava era um pássaro amarelo
Nas manhãs ele chegava trazendo um pouco de emoção
Ela ficava sorridente ao sentir abrandada a cruel solidão

Estava presa porque o rei tinha por ela um ciúme doentio
Ela quase não sorria, pois viver assim era um grande desafio
Através das grades ela observava o arco-íris depois do temporal
Suspirava quando assistia cenas de amor de um belo casal



Imaginava que corria num campo aberto repleto de flores
Ia colhendo e enfeitando o cabelo com todas aquelas cores
No outono fitava a folha que de longe via caindo no chão
Sorria ao ver as crianças que faziam da chuva uma diversão

À noite a solidão aumentava e cada estrela no céu ela contava
Na escuridão o pássaro nunca aparecia e sozinha ela adormecia
Sonhava com um príncipe lindo que chegava sempre sorrindo
Logo de manhã, a realidade, acordava do sonho e via a verdade...


O que ainda a deixava viver era o pássaro cantando no amanhecer
Escrevia bilhetes para que ele carregasse para bem distante dali
Um pedido de socorro, quem dera um dia alguém pudesse a acudir!
Quando o pássaro se distanciava a princesa olhava e chorava...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Somos anjos a olhar a imensidão! - Soneto Decassílabo Heroico



Olhe para o elevado com amor
E voe além deste mundo limitado
Nos mostre as asas, anjo sonhador!
Traga aviso divino no teu brado

Alivio virá para toda dor
Sossego para o espírito agitado
Mire as estrelas anjo sonhador!
Seque o pranto do olhar que está cansado

Teu vulto colorido reluzente
E nas mãos traz oferta e eternamente!
Um amor que comove o coração

Um conselho seguro vem nos dar
Nascemos nesta vida para amar
Somos anjos a olhar a imensidão!

 Janete Sales Dany
Poema@Protegido por lei 
24/04/2015
Com este poema participo do Certame na Peapaz:
Antologia Imagem e Literatura nº 43: The Four Seasons
Licença Creative Commons
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 Este Soneto Decassílabo Heroico em vídeo
 Somos anjos a olhar a imensidão! - Soneto Decassílabo Heroico
 Música de fundo Denean - To the Children



 
Diploma que recebi da Amada Peapaz




Obra: Sense of sight
(The Angel of the Annunciation, 

El ángel de la Anunciación)
Autor: Annie Swynnerton :
Estilo: Alegórico
Imagem:
http://en.wikipedia.org/wiki/Annie_Swynnerton
Annie Louisa Swynnerton, The Sense of Sight, oil on canvas, 1895,
National Museums Liverpool