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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Refém do Leito - Soneto Decassílabo Heroico



Chove e a solidão dorme do meu lado
Pés presos, mãos atadas no destino
Deitado, sem ação, mas concentrado
Escuto aquele som, é um violino!

As estrelas sumiram do elevado 
Muito tempo que vivo em desatino
Enlaçado no meu mundo encerrado
Agora um refém, não vejo, imagino! 

Dói todo o corpo e minha alma também
E some o fio, mas volta num vaivém!
Eu sonhei que molhava os pés no mar...

Bendita esta mão, bálsamo em meu rosto
Ameniza a amplitude do desgosto...
Incerteza, acordar ou delirar?

Janete Sales Dany
Soneto @ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Lobo Do Gelo e Outras
Página: 13

terça-feira, 14 de junho de 2016

COMA... Uma Nova Chance



O chão segura o meu corpo
O meu olhar está fechado
Não vê mais o azul do elevado
E as sementes que eu não plantei...
Morrerão num envelope lacrado?
Penso nas escadas que eu nunca subi
Várias portas que eu não abri
Penso nos beijos que eu não dei
Nas canções que eu não cantei
Nas ruas que eu nunca andei
Nos dias que transformei em noite
Que me guardei e não enfrentei...
A vida que eu deixei de viver
Os sorrisos que eu não quis conhecer
Os livros que eu deixei de ler
Os momentos jogados fora
Não há o que fazer neste agora
O depois eu não sei
Alguém vai me salvar?
Vai abrir de novo o meu olhar

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Vida é um Milagre que devemos Celebrar...





Um vento brando chegou.

O sol raiou, e a vida esquentou...

Nos campos as flores se abriam compondo um formoso desenho.

Perfumando o ar e fazendo o passarinho cantar...

Ah, tão bela a margarida, com um branco tão intenso que doía o meu olhar.

O beija flor procurava o hibisco, como alguém que procura água quando está com sede...

As rosas convenciam os namorados para a entrega e eles não enxergavam os espinhos nos galhos delas.

Muitas cores premiavam a vida. Teciam desenhos no meu jardim...

A alma da primavera caminhava e despertava o encanto por onde passava.

Meus braços se abriam como se quisessem enlaçar aquela tela!

Parece que tudo tinha sido pincelado com o intento de causar fascinação

Diante de tanto esplendor, como o ser humano pode pensar em solidão?

Só eu sei o quanto estava eufórica, e agradeci...

Então, algo de súbito aconteceu, senti o solo vibrar debaixo dos meus pés.

O meu olhar viu todo aquele encanto murchando...

As flores morriam uma a uma, e eu comecei a chorar!

A ambição havia dizimado a primavera.

O colorido ficou cinza, o beija-flor morreu...

Despetalaram as pétalas da margarida.

Destruíram a minha vida...

Guerra maldita, eu pensei.

Mataram a esperança que plantei!

O chão fecundo consumido pelo fogo...

Qual o motivo que eu teria para sorrir de novo?

Jamais aconteceria um novo alvorecer

Deitei na minha cama para esquecer

Adormeci chorando por tudo aquilo que perdi

A tristeza cravada dentro do meu coração...

Sem as flores como alguém comporia uma canção?

Algumas horas se passaram e eu acordei com o canto do sabiá...

Ele estava no meio do meu jardim

Viçoso e alegre ressaltando no pé de jasmim.

Ele se expôs para dizer que a primavera não teve um fim

As flores ainda estavam ali, e assim acabou o pesadelo que eu vivi.




A natureza dizia que as sementes ainda iriam brotar.

Que valia pena viver e amar.

E de felicidade eu comecei a chorar!

A vida é um milagre que devemos celebrar...

Muitas flores eu hei de plantar.

Janete Sales Dany 
Licença Creative Commons
O trabalho A Vida é um Milagre que devemos Celebrar... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

 Grupo Antologia Imagem e Literatura PEAPAZ

sábado, 1 de março de 2014

Para que serve a vida?


Olha o céu!
Para que serve o céu?
Nele o sol nos abençoa e o pássaro voa!
a chuva cai e umedece o íntimo da imensidão
A estrela reluz e a lua faz surgir o amor no coração
Belas rimas para uma nova canção
Olha o mar!
Para que serve o mar?
Nele o sal e a água querem brincar
Dele surgem às sereias para o poeta poetizar
Os feitios e as cores dos peixes são as mais lindas gravuras
Na beira, areia para pisar; nele, ondas de diversas alturas!

sábado, 21 de dezembro de 2013

domingo, 17 de junho de 2012

Chuva, saudade, morte e vida...

A minha casa mesmo sendo feita
com os alicerces tão fortes e vindo do meu amor
Não aguentou a chuva que veio com fúria 
e sem compaixão a arrastou
Tudo o que eu tinha conseguido em anos,
num instante a chuva levou
Eu fiquei ali inerte olhando o local 
onde ela estava antes
e que agora só a saudade ficou