Seguidores

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Soneto Ondas de Amor - Decassilabo Heroico


Abro as mãos e revelo o meu amor
Protegido e querendo se ostentar
Dentro de mim fulmina este primor
Pressinto que está quase a arrebentar

É como sol que inflama sem temor
Reside em mim e vive a atormentar
Como o pranto do mar; ondas de amor!
Na porta do olhar quase a se soltar

Dentro de mim reluz tanta emoção
E padece o meu pobre coração
Parece que contém todo o universo

Dentro de mim há tanto a oferecer
Que meu âmago fica a estremecer
Se pudesse estrondava neste verso

Janete Sales Dany

Registrado e imortalizado na 
Biblioteca Nacional 
do Rio de Janeiro no Livro:
Soneto Manto Santo e outras
Página: 04  Registro 742475
Abro as mãos e reVElo o meu aMOR
Protegido e queRENdo se ostenTAR
Dentro de mim fulMIna este priMOR
Pressinto que está QUAse a arrebenTAR

É como sol que inFLAma sem teMOR
Reside em mim e VIve a atormenTAR
Como o pranto do MAR; ondas de aMOR!
Na porta do olhar QUAse a se solTAR

Dentro de mim reLUZ tanta emoÇÃO
E padece o meu PObre coraÇÃO
Parece que conTÉM todo o uniVERso

Dentro de mim há TANto a ofereCER
Que meu âmago FIca a estremeCER
Se pudesse estronDAva neste VERso

Janete Sales Dany
Escansão dos versos de um 
Soneto Decassílabo Heroico
Sílabas Tônicas na Sexta
e Décima Sílaba
Quatorze versos,
rimas entrelaçadas

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Ondas de Amor de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.


“Ainda que eu falasse 
a língua dos homens, 
e falasse a língua dos anjos, 
sem amor, eu nada seria.” 
[1 Coríntios 13] Bíblia

“Há uma só religião, 
a religião do amor. 
Há uma só linguagem, 
a linguagem do coração.
Há uma só raça, 
a raça da humanidade.
Há um só Deus, 
e Ele é onipresente.”
Sathya Sai Baba

Soneto Alexandrino Abismo de Lamento


Observe o meu olhar e terá a verdade
Trago um cansaço extremo, e o dano me procura
Pisei num chão estranho e perdi a liberdade
Socorro, estou com medo e só quero uma cura

E não há sorte alguma, adeus felicidade
Não entre neste mundo, um trilho de loucura!
Vejo o que ninguém vê; mistério na cidade...
Entrei querendo amor, um pouco de doçura

Queria uma presença e pensei que era a chance
Não entre neste mundo, é a sombra da morte!
Um veneno letal, máscara de romance...

Oro na luz da rua e quero um livramento
Observe o meu olhar e talvez me suporte
Nem sempre fui assim, abismo de lamento...

Janete Sales Dany

Soneto@Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro: Soneto esperança e outras
Página: 05  Registro: 793.776


Na imagem o exemplo da métrica poética
Escansão, utilizada no soneto alexandrino:

Oro na luz da rua e quero um livramento
O/ro/ na/luz /da/ RU/a e /que/ro um/ li/vra/MEN/to
Observe o meu olhar e talvez me suporte
Ob/ser/ve o/meu/o/LHAR/e/tal/vez/me/su/POR/te
Nem sempre fui assim, abismo de lamento...
Nem/sem/pre/fui/a/SSIM,/a/bis/mo/de/la/MEN/to...

Acentuação tônica na sexta e décima sílaba
Dois hemistíquios, poema com catorze versos.

Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 
(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Soneto Tempo. Alexandrino e exemplo Sílaba Poetica.


Soneto Alexandrino Corrigido
O anterior não possuía a terminação
correta em todos os versos:
Jamais pode terminar com uma proparoxítona. 
O segundo hemistíquio 
deve sempre terminar com paroxítona:
(são chamadas de palavras graves 
por Bilac e Passos).

Soneto tempo corrigido

O tempo é como o vento, ele fere o arvoredo
Arrasta nosso sonho e oferece a verdade
Expõe novo caminho, é trecho de segredo!
Se pudesse rever... Devastava a saudade!

Buscava aquela estrela e quem sabe outro enredo
Mas não posso voltar, pois se foi minha idade!
O tempo não congela, e parece rochedo.
Firme numa razão... Compele sem piedade!

Agora é primavera e o colorido impera
Mas logo não será; virá outro momento
Tempo para chorar; a flor será quimera!

E vão se as horas sempre, e o relógio não cede...
De um modo tão veloz, e não existe alento
Nestas garras do tempo a vida se despede!

Janete Sales Dany
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
Soneto Correntes do Medo e outras
Página:04  Registro:772633
SÍLABA POÉTICA
MÉTRICA

O/ tem/po é/ co/mo o/ VEN/
to, e/le/ fe/re o ar/vo/RE/do
Dois Hemistíquios,
cada um com seis sílabas poéticas
Acento tônico obrigatório na
sexta e décima segunda sílaba
quatorze versos
Todas as terminações dos versos
são paroxítonas
Seja você mesmo. 
Todas as outras 
personalidades 
já têm dono.
 Oscar Wilde