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terça-feira, 13 de agosto de 2024

NOSTALGIA


Vejo, no espelho, o meu olhar tristonho
que não esconde a dor da nostalgia;
distante está a fase luzidia,
mas presente nos versos que componho.

Dia de céu azul é fantasia,
noite sem solidão, nem mesmo em sonho...
nesse martírio, não me recomponho,
pois só me agrada o tempo em que eu sorria!

Saudade não se toca, não se alcança,
jamais terei de volta a juventude,
esse desejo agora não me ilude.

Saudade é reviver sem esperança
de abraçar a alegria já vivida,
é sonhar acordado nesta vida!

Janete Sales

*****
Atividade ABRASSO

Tema: Saudade
 um soneto sáfico,  
heroico ou alexandrino.
Rimas preferencialmente ricas. 
T8128466
Publicado no Recanto das Letras:
https://www.recantodasletras.com.br/sonetos/8128466

sexta-feira, 17 de maio de 2024

SONHAR, SONHAR...



É noite, a nostalgia persevera...
ao sentir a escassez, eu faço a prece,
logo adormeço e o sonho comparece:
vejo no abismo o erguer da primavera,

e não será a última benesse,
assim que avanço, a redenção me espera...
há muita luz nas sendas da quimera,
e quase todo mundo a desconhece.

Sonhar, sonhar... quem dera fosse eterno,
abrandaria a solidez do inverno
que reforça a saudade sorrateira.

Sonhar, sonhar... quem dera, simplesmente,
viver no faz de conta tão somente,
fugir da realidade a vida inteira!

Janete Sales Dany
*****
Atividade ABRASSO

Tema livre:
 um soneto sáfico,  
heroico ou alexandrino.
Rimas preferencialmente ricas. 




sexta-feira, 9 de abril de 2021

VISÃO MELANCÓLICA

Em busca do passado que sorria,
contemplo a tua face e surge o grito:
–Amor, jamais me esqueça, eu necessito
das horas de aconchego e sintonia...

Imploro, quando sinto a nostalgia
do amor que foi perdido no infinito.
Aos poucos, verto a mágoa neste escrito
e crio o anoitecer na aurora fria.

Padeço, ao ver a alcova destruída —
lugar em que a impiedade da saudade
revela o que senti na despedida.

Neste fervor profundo que me invade,
sinto o fulgor no fôlego da vida...
Sou prisioneira desta castidade.

Janete Sales Dany
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.
MÉTRICA RITMO BINÁRIO
Soneto decassílabo Heroico

ESQUEMA DE RIMAS:
Quartetos: ABBA - ABBA
Tercetos: CDC - DCD

ATIVIDADE 
FÓRUM DO SONETO

INTERAÇÃO COM O SONETO: 
* TRILHA XXXII - FAGUNDES VARELLA *
T7227589

EU PASSAVA NA VIDA ERRANTE E VAGO

Eu passava na vida errante e vago
Como o nauta perdido em noite escura,
Mas tu te ergueste peregrina e pura
Como o cisne inspirado em manso lago.

Beijava a onda num soluço mago
Das moles plumas a brilhante alvura.
E a voz ungida de eternal doçura
Roçava as nuvens em divino afago.

Vi-te, e nas chamas de fervor profundo
A teus pés afoguei a mocidade,
Esquecido de mim, de Deus, do mundo!

Mas, ai! Cedo fugiste!... da soidade,
Hoje te imploro desse amor tão fundo
Uma ideia, uma queixa, uma saudade!

Fagundes Varela

Em áudio no Recanto das Letras: