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domingo, 29 de outubro de 2023

Trova: A Deus agradeço a vida


Seco a lágrima caída,
elevo as mãos neste agora,
e a Deus agradeço a vida,
todas trevas vão embora!

Janete Sales Dany



sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

LÁGRIMA DA VIDA - SONETO

Saudade brada — lágrima da vida, 
escorre deste céu sem liberdade,
vontade reprimida, luz perdida...
Ó Deus, brutal verdade só invade!

O sonho descorou na dor ferida,
sem sol morreu nos becos da cidade.
Em meu rancor o desamor trepida...
Formando desmedida tempestade!

Replanto perfeição — a flor pureza.­­
O chão tristeza não expõe beleza,
parece que debocha dessa graça.

Amor sem esplendor, a vida passa...
Olhar sem cor que nada mais procura,
no tempo sufoquei a minha cura!

Janete Sales Dany
Soneto@ todos os direitos reservados
T7143771
ATIVIDADE
TRILHA XXV- TRISTEZA - 

RITMO BINÁRIO 
SEM METAPLASMOS
Escrever sem o recurso da elisão
Licença Creative Commons
O trabalho LÁGRIMA DA VIDA de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Clique na imagem para ler 
no Recanto das Letras
T7143771

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONETO ASAS PRESAS - Decassílabo Heroico


Tenho asas presas num cenário triste...
Querem se abrir no céu do onipotente
O martírio é profundo e só persiste
Sonho com outro pássaro na mente

Fúlgido, desfrutando a paz que existe!
A alma possui leveza e está contente
Eu desperto, a aflição me cerca e insiste!
Sinto o cheiro da selva inexistente 

Longe do que amo não vejo emoção
Ouço outro canto e treme o coração
E logo exponho o meu, que é só lamento!

Onde está a amplidão que tanto quero?
Todo segundo é longo, pois só espero... 
O azul morreu, é teto de cimento!

Janete Sales Dany
Poema@ Protegido por lei
Registrado e imortalizado na
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Manto Santo e Outras
Página 09

Este Soneto foi corrigido:
Na última estrofe mudei uma palavra
para conseguir as dez sílabas poéticas, 
respeitando as regras de um 
soneto decassílabo heroico, veja:

Antes
Onde está a vastidão que tanto quero?
On/de es/tá/a / vas/ti/dão/
 que/ tan/to/ que/ro?
Possuía 11 sílabas poéticas

Agora corrigido
Onde está a amplidão que tanto quero?
On/de es/tá /a am/pli/DÃO/ 
que /tan/to/ QUE/ro?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Soneto Lágrimas do céu - Decassílabo Heroico

A escassez me consome neste instante,
minh'alma pede amparo em cada olhar
Ferem meu universo suplicante,
martírio que jamais posso encarar...

Soberba que só lesa o semelhante,
perdi o viço e vivo a suplicar...
A dor dissimulada em meu semblante,
reprimi para não me devastar.

Pereci, quando vi que tanto faz,
para alguns pouco importa a minha paz.
Esperanças escorrem no cimento...

Prantos dos olhos tristes como os meus — 
tantas noites clamando para Deus...
E se chove... o céu viu esse lamento!

Janete Sales Dany
São Paulo- Brasil
25/08/2016
T5740004
Soneto@protegido por lei

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Lágrimas do Céu de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.



domingo, 20 de março de 2016

As borboletas aprisionadas no caderno


Borboletas, muitas borboletas...
Uma menina colecionava, amava...
Em cada folha do caderno ela colava
Apreciava o jardim à espera da beleza
Ao ver, prendia as asas com firmeza...
Com cola, fixava a atração no papel!
Presa para sempre e adeus ao céu
Eram todas dela e de cores infindas...
Sorria ao vê-las, eram tão lindas!
Escondia da mãe aquele tesouro
Havia uma enorme na coleção
Asas brilhantes da cor de ouro
Apertava o caderno no coração
Acervo mais belo do mundo
Sentia um orgulho profundo
Aconteceu um dia de felicidade
Conseguiu prender dez...
Não percebia a ruindade!
De noite adormeceu sorrindo...
Sonhou com um lampejo lindo

Era a borboleta da cor dourada
Sobre o caderno e estava parada
O brilho era tão intenso que quase cegava
Esplendor que doía o olhar...
De súbito começou a voar
As asas ficaram imensas e se batiam...
As folhas do caderno passaram a se levantar
E de lá as borboletas mortas saiam voando
Eram muitas e a menina foi se assustando
Meu Deus, as borboletas estavam chorando!
Borboleta não chora, a menina pensava...
Queria acordar do pesadelo, mas não acordava!
Gritava por socorro, e sentiu uma mão...
A mãe estava do lado, acordou então!
Foi um sonho ruim, disse a menina...
Depois desta noite nunca mais fez a maldade
Borboleta solta para ela é a felicidade
E por incrível que pareça não dá para acreditar...
As borboletas sumiram do caderno, eternamente!
Livres para sempre. Estão soltas e vão voar...
Nas folhas, só ficaram o desenho das lágrimas...

 Que ela jamais conseguiu apagar!

Janete Sales Dany
20/03/2016
Poema@protegido por lei
Licença Creative Commons
O trabalho As borboletas aprisionadas no caderno de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

domingo, 16 de agosto de 2015

Espero por um porvir que não vai existir





Esperei pela lua
Porém a noite foi escura
Esperei pelo nascer do dia
E não surgiu a luz que eu tanto queria
Vivo numa espera que não tem fim
Abandonei a vida, ou ela se esqueceu de mim?
No silêncio das minhas horas a alma chora
O mundo não percebe o meu olhar que implora
Esta solidão que eu criei vai roubando meu ser
Todos os dias espero que algo possa acontecer
Quando caminho nas ruas fico procurando o que perdi
Ando nos mesmos lugares e parece que nunca estive ali
O mundo está distante da minha mão
Não ouço voz e nenhuma canção...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vivendo e agradecendo a vida!


Hoje pode ser o seu dia mais glorioso!
Se for o silencio que seja o mais proveitoso
Se for um abraço que seja o mais caloroso
Se for um sorriso que seja o mais largo possível
Se for um choro 
que seja uma lágrima que lave a alma
Se for um sentimento 
que seja algo que traga a calma
Se for uma ajuda que seja a que facilite a subida
Se for um grito que seja para agradecer a vida

Janete Sales Dany

 Poesia Registrada na Biblioteca Nacional

Licença Creative Commons
O trabalho Vivendo e agradecendo a vida! de Janete Sales Dany foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

sábado, 15 de junho de 2013

Hoje eu sou a luz que clareia o escuro!



Eu vesti as vestes da tristeza
E vi na minha visão o fim da certeza
Senti as minhas mãos cheias de brasas
Sofri como um pássaro que perde as asas

Como lutar contra o desapontamento?
O ódio fervilhando no meu pensamento
Quando se está assim é como ficar cego
É como um quadro velho preso num prego

Como desviar das situações vividas?
Correntes que amarram a nossa vida
É dormir sem ao menos descansar
É abandonar a vontade de amar

Só lhe digo uma coisa; 
hoje eu acordei diferente
Com planos saltitando na minha mente
Se eu morri noutro dia
Hoje eu visto outra fantasia

Não espere que eu me verta em lágrimas
Ou faça da minha vida um mar de lastimas
Ontem eu era um céu sem futuro
Hoje eu sou a luz que clareia o escuro!

Janete Sales Dany
Poema registrado na Biblioteca Nacional
No livro O Sal queima a língua,
porém tira o mal olhado
Pagina 23

Licença Creative Commons
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ausência necessária


Você poderia ter me abraçado e me revelado o rumo
Mas você ficou de longe presenciando o meu pesar
Então eu avancei sozinha com lágrimas nos olhos

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sair de si mesmo...


Um poeta escreveu uma triste poesia sorrindo...

E depois logo em seguida chorou 
e escreveu um poema de felicidade