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domingo, 10 de abril de 2022

LACUNAS DA ALMA

Pressinto que a paz imensa que havia
perdeu-se no além, pois nunca me acena,
e nessa aflição destruo a poesia,
os versos que fiz na tarde serena.

Almejo encontrar a altiva alegria,
que foge de mim e só me envenena.
Ostento no olhar a lágrima fria,
aos poucos desprezo a vida terrena!

Restou a tristeza, intensa e infinita, 
que nubla a emoção do escrito que exponho,
e, assim, aniquila a essência do sonho.

Restou a saudade infinda que grita,
em todo retrato antigo, mirrado,
frisando o vazio, expondo o passado...

Janete Sales Dany
T7492294
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.


Soneto Decassílabo
Ritmo Ibérico- Arte Maior
Tônicas na 2ª, 5ª, 7ª e 10ª sílabas
e com cesura na sílaba 5ª.
com as seguintes palavras: 
essência, além, antigo.

Atividade
Fórum do Soneto

TRILHA DE SONETOS LVI-


O trabalho LACUNAS DA ALMA  de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional.

Autora convidada na III E-Antologia de Poesia Retrô (participação com 4 sonetos: A Morte, Lacunas da Alma, O Grito e Reconstrução).

domingo, 31 de dezembro de 2017

Sílabas Poéticas ( escansão) Soneto Alexandrino Alma poeta

 Soneto Alexandrino  Alma Poeta Corrigido

Desperto a alma poeta e estou sempre sonhando...
Vivo longe de mim; sou lances de alegria!
Pensamento sem dono, os versos vão brotando 
Voo de um passarinho, e nasce outra poesia

Escrevo o meu destino e assim vou caminhando
Lampejos em meu verso, intensa fantasia
Também sou tempestade, aos poucos desmanchando!
Um pranto encharca a folha, a minha alma arrepia...

Estou perto e distante; alcanço o sul e o norte
Poeta espelha o mundo e mostra o que é preciso
O meu amor é firme; o meu clamor é forte...

Onda do mar que invade, e inspiração que grita
Faço trova emotiva e assim perco o sorriso
Sinto um lirismo intenso, uma sede infinita!

Janete Sales Dany

Poema@ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro 
no livro: Soneto Amor Eterno e outras 


 Métrica ( escansão)
 Soneto Alexandrino Alma poeta 
Corrigido
Des/per/to a al/ma /po/E/ta e es/tou /sem/pre /son/HAN/do...
Vi/vo/ lon/ge/ de /MIM;/ sou /lan/ces/ de a/le/GRI/a!
Pen/sa/men/to/ sem/DO/no, os /ver/sos/ vão /bro/TAN/do 
Vo/o/ de um /pas/sa/RIN/ho, e/ nas/ce ou/tra/ poe/SI/a

Es/cre/vo o /meu /des/TI/no e as/sim/ vou /ca/min/HAN/do
Lam/pe/jos/ em /meu /VER/so, in/ten/sa/ fan/ta/SI/a
Tam/bém/ sou/ tem/pes/TA/de, aos/ pou/cos /des/man/CHAN/do!
Um/ pran/to en/char/ca a/ FO/lha, a / min/ha al/ma ar/re/PIa...

Es/tou/ per/to e/ dis/TAN/te; al/can/ço o /sul/ e o/ NOR/te
Po/e/ta es/pe/lha o/ MUN/do e/ mos/tra o/ que é/ pre/CI/so
O/ meu/ a/mor/ é/ FIR/me; o/ meu/ cla/mor/ é/ FOR/te...

On/da /do/ mar/ que in/VA/de, e ins/pi/ra/ção/ que/ GRI/ta
Fa/ço/ tro/va e/mo/TI/va e as/sim/ per/co o /sor/RI/so
Sin/to um /li/ris/mo in/TEN/so, um/a /se/de in/fi/NI/ta!

Janete Sales Dany

Exemplo de Soneto Alexandrino

Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílaba
Sinto um lirismo inTENso, 
uma chama infiNIta! 

14 versos, 4 estrofes
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas:
Onda do mar que inVA"de, 
e ins"piração que GRIta
Neste verso a elisão dos dois hemistíquios
 foi feita com as letras:
de, e ins

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Alexandrino Alma poeta de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Apreciadora de Sonetos , em especial...
os Alexandrinos, 
Pesquisei na literatura 
o Tratado de Versificação, 
de Olavo Bilac e  Guimarães Passos.
Com certeza coloquei a referência do site, 
que obtive estas informações
Depois: Um BELO Alexandrino 
de Olavo Bilac : SÓ

De doze sílabas ou alexandrino 
 Este verso compõe-se geralmente de dois versos de seis sílabas; 
porém é indispensável observar que dois simples versos de seis sílabas nem sempre fazem um alexandrino perfeito. 
Quando o primeiro verso de seis sílabas termina por uma palavra grave, a outra deve começar por vogal ou consoante muda, como o h, para que haja a elisão. Esta regra é essencial, e para ela chamamos muito especialmente a atenção dos principiantes.
Este verso alexandrino: "dava-lhe a custo a sombra escassa e pequenina"
, está certo, porque, no ponto de junção dos dois metros reunidos ,a elisão do "a de sombra com o e "de escassa é perfeita. (dava-lhe a custo a SOMbr(a es)cassa e pequeNIna)
Mas se, em vez da palavra escassa houvesse ali a palavra fraca, — o verso assim composto — dava-lhe a custo a sombra fraca e pequenina — seria um alexandrino errado, ou melhor, seria um verso de doze sílabas, formado de dois versos de seis sílabas, mas não seria um alexandrino. 
A lei orgânica do alexandrino pôde ser expressa em dois artigos: Primeiro: quando a ultima palavra do primeiro verso de seis sílabas é grave, a primeira palavra do segundo deve começar per uma vogal ou por um h; 
Segundo: a ultima palavra do primeiro verso nunca pode ser esdrúxula. Claro está que, quando a ultima palavra do primeiro verso é aguda, a primeira do segundo Pode indiferentemente começar por qualquer letra, vogal ou consoante.
Fonte:Tratado de Versificação, 
de Olavo Bilac e Guimarães Passos
clique na imagem para acessar o link

SÓ

Este, que um deus cruel arremessou à vida,
Marcando-o com o sinal da sua maldição,
— Este desabrochou como a erva má, nascida
Apenas para aos pés ser calcada no chão.

De motejo em motejo arrasta a alma ferida...
Sem constância no amor, dentro do coração
Sente, crespa, crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solidão.

Longos dias sem sol! noites de eterno luto!
Alma cega, perdida à toa no caminho!
Roto casco de nau, desprezado no mar!

E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto;
E, homem, há-de morrer como viveu: sozinho!
Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão! sem lar!


Olavo Bilac, in "Poesias"

No dia 02 abril de 2019 os comentários do Google+ 
em todos os sites serão excluídos
Estou salvando em imagem um por um:


Lindo soneto! É de um lirismo profundo; 
a sua linguagem chega a perscrutar 
o que está sentindo a nossa alma. Parabéns a poetisa!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

SONETO - DECASSÍLABO HEROICO


Soneto de amor são versos gentis
A voz do coração numa expressão 
Soneto da paz, a vida bendiz!
Com ele se faz a bela canção

Soneto da saudade, eu sempre fiz!
A lembrança presente na emoção
Soneto da dor traz verso infeliz!
É o pranto que cai numa solidão

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Soneto Lágrimas do céu - Decassílabo Heroico

A escassez me consome neste instante,
minh'alma pede amparo em cada olhar
Ferem meu universo suplicante,
martírio que jamais posso encarar...

Soberba que só lesa o semelhante,
perdi o viço e vivo a suplicar...
A dor dissimulada em meu semblante,
reprimi para não me devastar.

Pereci, quando vi que tanto faz,
para alguns pouco importa a minha paz.
Esperanças escorrem no cimento...

Prantos dos olhos tristes como os meus — 
tantas noites clamando para Deus...
E se chove... o céu viu esse lamento!

Janete Sales Dany
São Paulo- Brasil
25/08/2016
T5740004
Soneto@protegido por lei

Licença Creative Commons
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domingo, 17 de julho de 2016

ALMA DE PÁSSAROS - Acróstico

A❤ A vida não prendeu seus pés no chão
L❤ Liberte-se do que confunde a visão
M❤ Mentalize que está envolto em claridade
A❤ A luz nascerá mesmo que haja tempestade

D❤ Deus nos deu as asas da liberdade
E❤ E uma delas é a imaginação

sábado, 26 de março de 2016

A Alma na mão e a Poesia sai do Coração



Como esquecer as horas em que vi minha alma?
Distante de toda esta glória perderia a calma
Se eu cismar em correr ficarei incompleta
Como renunciar esta minha alma poeta?

Que só consegui encontrar quando senti dor
Que se aflorou mais ainda na procurar do amor
Que se perdeu em noites de inegável solidão
Aos poucos me puni ao revelar meu coração

Como abandonar as letras evidentes no meu céu?
Como apagar tantos sentimentos num papel?
Como avançar sem o fascínio dos meus versos?
Eu me rasguei e me reduzi em outros universos

Fui semente rompendo o chão para ostentar a flor
Senti a dor no meu íntimo ao pretender tanto amor
Nas incertezas a certeza de ao menos estar vivendo
Mesmo que sofrendo ao ver o pranto escorrendo

Como controlar estas vozes dentro de mim?
Formigando, eu dizendo não e elas dizendo sim!
Provei das lágrimas nos olhos que não eram meus
Morri muitas vezes, porém nunca disse adeus...

Perdi as vestes e supliquei por carinho
Eu me transformei num pássaro sem ninho
Tracei vendavais para mostrar os esquecidos
E chorei porque muitos não me deram ouvidos

Falei sozinha tentando atingir a multidão
Ignoraram que trazia a minha alma na mão
Sigo com uma flecha enterrada no meu coração
O sangue que se esvai é poesia repleta de emoção

Janete Sales Dany
Poema@protegido por lei
26/03/2016
T5585914
Licença Creative Commons
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Poesia Pensamento esmagador
Todos os direitos reservados

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Liberdade só assim...


Um menino desde pequeno vivia num porão
Preso, longe do mundo num lugar imundo...
Cadê o pai e cadê a mãe?  Solidão!
Conversava com a própria alma
Somava as horas no dedo, com calma...
Por uma fresta conseguia ver o dia
E viu que existia gente que sorria


Revoltou-se, pois dali nunca saiu...
Uma lágrima cortante caiu
Mesmo assim usou os lábios e sorriu
A boca provou do sal que escorreu
Sorriu chorando foi o que aconteceu
E o chão ficou úmido, banhado pela dor...
Cadê o pai e cadê a mãe? Cadê o amor?
Então recebeu uma visita estranha
Um ser que saiu da própria entranha
Tinha os mesmos olhos e o sorriso também
Parecia ele mesmo, aquele alguém!
 Estava enlouquecendo e perdeu a calma...
O que se esvaiu dele foi a própria alma!
Sentiu um gelo cobrindo o corpo por inteiro
E a realidade, a ultima pá de terra de um coveiro...
Quando todos foram embora, a alma estava fora...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

As asas cruéis da solidão


Muitos já viram um anjo que caminha só
Pisa num chão seco e em volta sobe o pó
Olhos atentos ao mundo que não é seu
Carrega no peito o coração que morreu

Leva com ele as asas cruéis da solidão
Nem relembra que já teve um coração
O seio dividido e o rosto entristecido
Não está vivo; será que teria morrido?

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vivendo e agradecendo a vida!


Hoje pode ser o seu dia mais glorioso!
Se for o silencio que seja o mais proveitoso
Se for um abraço que seja o mais caloroso
Se for um sorriso que seja o mais largo possível
Se for um choro 
que seja uma lágrima que lave a alma
Se for um sentimento 
que seja algo que traga a calma
Se for uma ajuda que seja a que facilite a subida
Se for um grito que seja para agradecer a vida

Janete Sales Dany

 Poesia Registrada na Biblioteca Nacional

Licença Creative Commons
O trabalho Vivendo e agradecendo a vida! de Janete Sales Dany foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.