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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

DEZEMBRO


Surge dezembro... mês que me extasia,
não falta entusiasmo em meu semblante,
a esperança relumbra a cada instante,
é fim de ano, tempo de alegria.

Surge dezembro... é tudo que queria,
virão as festas, isso é fascinante...
é como ter nas mãos um diamante
e vê-lo reluzindo noite e dia.

Surge dezembro... mês que me refaço,
no inimigo darei um grande abraço
e, assim, abrandarei qualquer conflito.

Teimo em dizer, jamais me delimito:
pode até existir, mas não me lembro
de outro mês mais divino que dezembro!

Janete Sales


Atividade ABRASSO 
com tema FIM DE ANO
um soneto sáfico,  
heroico ou alexandrino.
Rimas preferencialmente ricas
Código do Recanto das Letras
T8208448


O trabalho DEZEMBRO de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

DESVENTURA


Revejo a desventura acentuada
no rosto do pedinte, e o ritual
em cada amanhecer, sem a morada,
jamais angariou o essencial...

Sentado, permanece na calçada.
No espírito, a amargura visceral!
Carência de alimentos na alvorada,
mas sonha com as sobras do Natal.

Na data ornamentada, a afobação
o torna transparente e sem ação
ao ver a indiferença desmedida.

Encara a ligeirice na avenida,
sabendo que o universo, esbanjador,
prossegue eternamente sem amor...

Janete Sales Dany

Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.

Atividade 
FÓRUM DO SONETO

TRILHA DE SONETOS LIII
Ritmo heroico puro:
Com tônica nas sílabas: 2, 6, 10
Palavras escolhidas:
- Calçada- Indiferença- Visceral
Publicado no Recanto das Letras

sábado, 12 de dezembro de 2020

Presente Divino - Soneto galope à beira-mar.


Fitava a vitrine, a menina franzina.... 
Queria a boneca bonita enfeitada. 
Porém percebia o impossível na sina.
Jamais poderia, as mãozinhas no nada!

Natal de tristeza, a pobreza que mina.
Frieza do inverno, o viver na calçada.
Jamais alegria, comida e vacina.
Dormiu no desejo da prenda encantada...

E logo cedinho, acordou... a surpresa:
Nas mãos a boneca, morreu a tristeza...
O Eterno ofertou o presente divino!

Surgiu no horizonte o alarido do sino.
Um moço sorriu e sumiu num segundo–
No amor de Jesus que caminha no mundo!

Janete Sales Dany

Soneto@Todos os direitos reservados
Obra Protegida - Lei nº 9.610/98.

Métrica (Escansão)
Galope à beira-mar
Hendecassílabo com tônicas 
nas posições 2, 5, 8 e 11

No amor de Jesus 
que caminha no mundo!
No a/MOR/ de /Je/SUS/ 
que /ca/MI/nha/no/ MUN/do!

ESTE SONETO ESTÁ PRESENTE NA
TRILHA XXIII - CLIMA NATALINO 
EM GALOPE NA BEIRA DO MAR
FÓRUM DO SONETO

T7133438

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo 
não para que condenasse o mundo, 
mas para que o mundo fosse salvo por ele.
João 3:17


Licença Creative Commons
O trabalho PRESENTE DIVINO de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

É Natal, reluziu a estrela guia! Soneto Decassílabo Heroico

Pés descalços, a fome sempre resta... 
Porventura, no lixo, um alimento!
Cidade iluminada, quase em festa
Um olhar consternado, mas atento!

Começou a sonhar com o que resta!
As estrelas no céu, só este alento...
Uma festa! Nem que fosse modesta!
Então viu uma luz no firmamento

Algo alcançou seu pobre coração
Começou a fazer uma oração
E no alto reluziu a estrela guia

Mais intensa, ficou aquela luz
E sonhou com a vinda de Jesus!
Uma noite repleta de alegria!

Janete Sales Dany
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17

São Paulo Brasil
Recanto das letras:T6159719
Demonstração da métrica poética
deste soneto decassílabo heroico.
​​​​​​​Acentuação tônica na sexta e décima sílaba
Para realizar a metrificação poética 
é preciso ter ouvidos atentos
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical
Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :

Ci/da/de i/lu/mi/NA/da, /qua/se em/ FES/ta


As imagens foram trabalhadas
nos programas Gratuitos
PhotoScape e Gimp

domingo, 6 de dezembro de 2015

Prece de Natal de um Menino de Rua - Acróstico


Pai do céu, hoje é noite de Natal...
Ruas com um brilho sem igual
E as pessoas correm e não me olham
Caminho vendo as vitrines com brinquedos
E os donos das lojas não gostam, eles sentem medo!

Deus, eu não quero roubar!
Eu só quero admirar, já que não posso comprar...

Não posso comer aquelas guloseimas da doceria
As pessoas me tratam com tanta grosseria
Tenho vontades e só quero olhar
A minha mãe nunca pode me dar
Lá no céu tem uma estrela brilhando

Deus há de cuidar dos pequeninos que estão chorando...
Eu peço que Jesus me dê forças para suportar a rejeição

Um moço teve compaixão e me deu um pedaço de pão
Meu pai do céu há de proteger as crianças sem moradia...

Menino Jesus, dizem que Ele nasceu neste dia!
Eu me ajoelho no asfalto duro para orar
Não quero muito do Papai Noel
Isto que vou pedir é como ter o céu
Nas noites frias um abrigo para me aquecer
O café quentinho para eu beber...

Deus, o meu irmãozinho morreu de fome!
Eu não quero morrer assim...

Rezo por ele, pois teve um triste fim.
Um Feliz Natal, eu desejo para todos desta terra...
A paz um dia há de reinar e nunca mais teremos guerra!

Janete Sales Dany


Licença Creative Commons
O trabalho Prece de Natal de um Menino de Rua - Acróstico de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Poema feito para participar da AkROSPEAPAZ
Acrósticos com o tema Feliz Natal e Próspero 2016

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pedido ao Papai Noel de um filho que tem a mãe drogada


Hoje é festa e a minha mãe está grogue de tanto cheirar cola
Vou ganhar um irmãozinho; ela está esperando neném
Nós estamos na miséria e para ajudar eu peço esmola
A geladeira está vazia e os armários também

Fui chamado para matar e eu não matei
Fui convidado para roubar e eu não roubei
O meu oficio nunca vai ser de destruir ou de furtar
A minha intenção é de ir para a escola e estudar!

Será que hoje a minha mãe vai se lembrar da nossa refeição?
O dinheiro eu consigo, mas as drogas roubam toda a razão!
Ela compra entorpecente e ignora que eu tenho fome
Às vezes, está tão aérea que esquece até o meu nome!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Feliz Natal! Chegará a hora da pergunta final!



O mês de dezembro tão esperado havia chegado
E o filhinho disse para a mamãe:
-Vou pedir presentes ao Papai Noel
-Ele mora com o Papai do Céu
-Eles são amigos; quem sabe eu consigo!

A mãe ficou surpresa, pois o filho nunca agira assim!
E então muito curiosa ela perguntou:
-O que você vai pedir? Algo para você ou para mim?
E o filhinho respondeu:
- Percebi que eu tenho o que preciso e você também
-Então vou pedir para outro alguém!
E um silêncio profundo se fez entre os dois
E a conversa ficou para depois


 


Todos os dias o menino comprava um papel de presente.
Porém, eram muitos!
E o menino parecia tão contente...
A mãe estava cada vez mais confusa com aquela situação.
Imaginava que todos aqueles papeis seriam uma coleção!

Quando estava perto do Natal o menino passou a ficar mais sozinho!
Dizia que estava preparando o Natal mais lindo!
E para não estragar a tal surpresa não deixava ninguém ver o que fazia!
E o filhinho ficava dentro do próprio quarto; noite e dia!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quanto vale um beijo, um sorriso e um abraço?

O fim de ano é um manifesto de consumismo
Não se perca em presentes; mais vale um sorriso
Não é dando ou ganhando que se obtém o paraíso!

Não se acanhe caso lhe falte o dinheiro
Quem lhe ama vai lhe amar do mesmo jeito
Do contrário não é amor verdadeiro!

Muitas mães não tem um presente para dar
Na noite de Natal é só cantar uma canção de ninar
É por gestos que se ensina aos filhos a palavra amar!