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domingo, 23 de outubro de 2022

GUERNICA - soneto decassílabo


Picasso, ao deparar com um conflito,
fez uma tela na intenção da paz,
nela constato o pânico e um maldito
tempo de dor em que a quietude jaz.

Há um cavalo sôfrego e incapaz,
de boca aberta a retumbar um grito;
cena em que toda chance se desfaz,
pois um confronto finda o que é bendito!

Há uns humanos num pavor medonho,
nas labaredas presos sem saída,
num horizonte incerto sem um sonho.

Esse cenário atesta o mal da guerra,
instiga que é vital amar a vida,
e sendo o oposto a pretensão se encerra.

Janete Sales Dany
Atividade 
FÓRUM DO SONETO
(https://www.recantodasletras.com.br/sonetos/7634442)
TRILHA DE SONETOS LXXIX
DIÁLOGO COM A PINTURA 
“GUERNICA - 1937", de Pablo Picasso
Guernica, uma das obras
mais famosas de Pablo Picasso,
pintada a óleo em 1937, é uma
“declaração de guerra contra a guerra
e um manifesto contra a violência”.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Trova Semente de Jesus

Jamais esqueça a semente
que Jesus plantou na terra:
era de amor, tão somente,
Ele nunca quis a guerra!

Janete Sales Dany

Trova@todos os direitos reservados
T7612915

Janete Francisco Sales Yoshinaga


Música no vídeo: Youth
Músico: @iksonmusic


segunda-feira, 14 de março de 2022

TÉTRICA PINTURA


Perdi o riso fácil, a alegria,
ao vislumbrar a nuvem da amargura
pairando sobre o céu da poesia,
impondo o medo agudo que enclausura!

A guerra começou, jamais queria!
O pranto desce, a tarde está escura,
a terra, aflita, assiste a tirania
que arrasa e risca a tétrica pintura...

O meu olhar procura, no infinito,
um tempo sem lamento, sem conflito,
mas o tormento ainda continua...

Temo a sagaz verdade nua e crua:
o mal devora e sobe num altar...
O bárbaro dizima em vez de amar!

Janete Sales Dany

Soneto@ todos 
os direitos reservados
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.

FÓRUM DO SONETO

TRILHA DE SONETOS LIV- 
VERSOS DECASSÍLABOS 
EM RITMO HEROICO 
(PURO OU IMPURO), 
COM TRIO DE PALAVRAS: 
NUVEM(ENS), LAMENTO(S), INFINITO(S)


EXEMPLO:
Soneto Decassílabo Heroico:

14 versos, dois quartetos, 
dois tercetos.

Separação de sílabas 
poéticas (ou escansão)

Sílabas tônicas : 6+10 
o mal devora e 
sobe num altar...
O/MAL /de/VO/ra e/
 SO/be /num/al/TAR...
Esquema de rimas:
ABAB ABAB CCD DEE


Em tempos de paz, 
os filhos sepultam os pais; 
em tempo de guerra, 
os pais sepultam os filhos. 
Herodes.

Licença Creative Commons
O trabalho TÉTRICA PINTURA de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional.
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral,
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.

sábado, 18 de novembro de 2017

Soneto Alexandrino - Eu Sou a Humanidade

Um soneto alexandrino que foi corrigido
Terminações paroxítonas em todos os versos:

Eu Sou a Humanidade 
Soneto Alexandrino corrigido

Eu não nasci do agora, o meu tempo é distante!
Bem sei do preconceito e da sombra da morte 
E da terra tão seca e da sede constante
Tremi no terremoto, e só quero o meu forte...

Eu trago em mim a fome, e a íris suplicante!
Venho da Chernobyl, fui salvo pela sorte...
Eu vi sangue dos meus... Triste fuga marcante
Eu sou refugiado, eu fiquei sem um norte!

Eu não tenho meu lar, e só resta a memória
Escapei do tornado e vi tanta amargura
Vivo em busca da paz, e é tão longa esta história!

Sempre fujo da guerra, eu sou a humanidade!
Eu não nasci do agora e a injustiça perdura
Sofri na escravidão, sou a diversidade!

Janete Sales Dany


Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17
São Paulo Brasil


Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

domingo, 22 de outubro de 2017

Eu Sou a Humanidade - Soneto Alexandrino


Eu não nasci do agora, o meu tempo é distante!
Bem sei do preconceito e da sombra da morte 
E da terra tão seca e da sede constante
Tremi no terremoto, e só quero o meu forte...

Eu trago em mim a fome, e a íris suplicante!
Venho da Chernobyl, fui salvo pela sorte...
Eu vi sangue dos meus... Triste fuga constante
Eu sou refugiado, eu fiquei sem um norte!

Eu não tenho meu lar, e só resta a memória
Vivo em busca da paz, e é tão longa esta história!
Sofri na escravidão, sou a diversidade!

Escapei do tornado e vi tanta aflição
Eu não nasci do agora e esta terra é meu chão
Sempre fujo da guerra, eu sou a humanidade!

Janete Sales Dany

Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17


São Paulo Brasil
Recanto das letras: T6149621
Licença Creative Commons
O trabalho Sou a Humanidade Soneto Alexandrino de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Refugiado - Soneto Decassílabo Heroico

Adeus terra natal, meu filho chora... 
Tinha conforto, agora resta o medo!
Fogo no céu, fumaça em nossa aurora.
O horror alcançou meu lar logo cedo

E na mente esmorece a paz de outrora
Suspiro quando avisto o passaredo
Mar sem fim é o que enfrento neste agora
Imploro todo instante, e nisto excedo!

Pois não tem cama, não tem alimento...
Sofrimento dos meus, só existe o vento!
A sede cessará quando chover

domingo, 24 de abril de 2016

Vou me amar - Soneto Decassílabo Heroico





Amanheceu na minha vida, amor!
Talvez vou rir só para disfarçar
Se for triste acho que seguro a dor
Se for enlevo  vou comemorar


Que eu não perca o meu senso sonhador
E muitos vão querer me machucar
Vou mirar com olhar de vencedor
É o fim do meu sofrer, eu vou me amar!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Guerra, lágrimas sem fim...


Nascemos do amor.
Já existimos desde o momento em que há a fecundação.
O espermatozoide penetra no óvulo...
E lá estamos nós, esperando que o tempo passe para nascermos neste mundo.
O nascer é tão intenso que existe o choro, para dizer: 
—Estou aqui, me ame!
Se afloramos do amor, por qual razão a vida nos estimula para o ódio?
Desde criança você tem sua família, você cresce com o intento de aumentá-la...
E tudo isto é por amor, somos seres humanos trocando ideias, almejando sonhos.
Ganhando a vida e ao mesmo tempo também a perdendo!




Não me diga que um homem quer ir para a guerra.

Não faça verter dos meus olhos lágrimas sem fim...

domingo, 29 de novembro de 2015

Eu guardo os olhares de medo...


Fui coagido a ser guerreiro e deixei minha mãe chorando...
De tocaia consegui surpreender um inimigo
Ele morreu, eu sobrevivi e se a mãe o esperava eu não sei!

Quando me chamaram para guerra eu abracei com força o meu filho
Tive que encarar a luta e eu me lembro da primeira granada que joguei
Um homem foi exterminado, e se ele tinha filhos eu não sei!

Quando fui recrutado foi doloroso dizer isto a minha mulher
Eu recordo o olhar de amargura, e fui com o coração partido...
Matei muitos homens e se eram casados eu não sei!

Fui chamado e vi todos os meus sonhos arquivados.
Não sabia se voltaria e morri aos poucos, mas fui...
Sou um sobrevivente com pesadelos sem fim

domingo, 6 de setembro de 2015

Soneto Guerra - Decassílabo Heroico




Era para chorar e eu não chorei
Amor não ligue para minha dor
Arrancaram as flores que plantei
No meu jardim não colho alguma flor

Derrubaram o céu que namorei
Lamento, no elevado não tem cor!
Dentro de mim há mar que jamais dei...
Pranto que quer vencer o vencedor!


terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Vida é um Milagre que devemos Celebrar...





Um vento brando chegou.

O sol raiou, e a vida esquentou...

Nos campos as flores se abriam compondo um formoso desenho.

Perfumando o ar e fazendo o passarinho cantar...

Ah, tão bela a margarida, com um branco tão intenso que doía o meu olhar.

O beija flor procurava o hibisco, como alguém que procura água quando está com sede...

As rosas convenciam os namorados para a entrega e eles não enxergavam os espinhos nos galhos delas.

Muitas cores premiavam a vida. Teciam desenhos no meu jardim...

A alma da primavera caminhava e despertava o encanto por onde passava.

Meus braços se abriam como se quisessem enlaçar aquela tela!

Parece que tudo tinha sido pincelado com o intento de causar fascinação

Diante de tanto esplendor, como o ser humano pode pensar em solidão?

Só eu sei o quanto estava eufórica, e agradeci...

Então, algo de súbito aconteceu, senti o solo vibrar debaixo dos meus pés.

O meu olhar viu todo aquele encanto murchando...

As flores morriam uma a uma, e eu comecei a chorar!

A ambição havia dizimado a primavera.

O colorido ficou cinza, o beija-flor morreu...

Despetalaram as pétalas da margarida.

Destruíram a minha vida...

Guerra maldita, eu pensei.

Mataram a esperança que plantei!

O chão fecundo consumido pelo fogo...

Qual o motivo que eu teria para sorrir de novo?

Jamais aconteceria um novo alvorecer

Deitei na minha cama para esquecer

Adormeci chorando por tudo aquilo que perdi

A tristeza cravada dentro do meu coração...

Sem as flores como alguém comporia uma canção?

Algumas horas se passaram e eu acordei com o canto do sabiá...

Ele estava no meio do meu jardim

Viçoso e alegre ressaltando no pé de jasmim.

Ele se expôs para dizer que a primavera não teve um fim

As flores ainda estavam ali, e assim acabou o pesadelo que eu vivi.




A natureza dizia que as sementes ainda iriam brotar.

Que valia pena viver e amar.

E de felicidade eu comecei a chorar!

A vida é um milagre que devemos celebrar...

Muitas flores eu hei de plantar.

Janete Sales Dany 
Licença Creative Commons
O trabalho A Vida é um Milagre que devemos Celebrar... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

 Grupo Antologia Imagem e Literatura PEAPAZ

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O amor morre e não vejo compaixão


Soneto Decassílabo Heroico

Quero gritar ao mundo o que está preso
Acabem com a fome dos famintos
Não tratem este apelo com desprezo
Os perversos revelam seus instintos

Jamais esqueço o medo do indefeso
Não sinto segurança nos recintos
A violência não quer o bem ileso
Salvem o ingênuo destes labirintos

A guerra avança e a paz vai para o chão
O amor morre e não vejo compaixão
Não se importam, e aumenta esta ferida!

Os nossos pulmões querem respirar
O estrago vai matando devagar
A fumaça entristece a nossa vida...

Janete Sales Dany
Poema@todos os direitos reservados
T5294234
Licença Creative Commons
O trabalho O amor morre e não vejo compaixão de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O grito da menina vietnamita


O pânico demonstrado no rosto de uma criança

Gritos de horror! No momento não havia segurança...
Ruas repletas de medo, um ataque feito com nalpam!
Iam fugindo do calor que os perseguiam; irmãos e irmãs...
Traziam no rosto o medo da guerra; escureceu a terra...
O corpo queimando; meu Deus, o mundo acabando!

Data, oito de junho de 1972, tempo ruim, a paz perdeu a cor
Acontecimento que vive na memória de quem sofreu a dor...

Muito quente! Muito quente!
Ela queria escapar das bombas; o chão estava ardente!
Naquele dia, morria o dia; o solo estremeceu e a pele ardia...
Imagem da “menina de nalpan” que foi ferida gravemente...
Não, ela não morreu, mas ainda carrega as marcas desta dor.
Anos se passaram e o ser humano ainda está longe do amor

Vejo muitas contendas por este mundo afora...
Ideais de possuir o poder que só destroem a nossa aurora
E Kim Phuc se tornou embaixadora da Boa Vontade da Unesco
Trás em um braço, o sinal das lamurias, nele, as queimaduras...
Nalpan são líquidos inflamáveis; usados como arsenal militar
A humanidade aprende sobre o poder e desaprende a amar
Menina de nove anos que sentiu tão cedo o medo de morrer
Infância destruída pela ambição; usou a fuga para sobreviver...
Temia ficar desfigurada; os pés procuravam a paz na estrada...
A gravura da vila Trang Bang, Vietnã; gritos do irmão e da irmã!

Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
Poesia Registrada Na Biblioteca Nacional
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