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sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONETO ASAS PRESAS - Decassílabo Heroico


Tenho asas presas num cenário triste...
Querem se abrir no céu do onipotente
O martírio é profundo e só persiste
Sonho com outro pássaro na mente

Fúlgido, desfrutando a paz que existe!
A alma possui leveza e está contente
Eu desperto, a aflição me cerca e insiste!
Sinto o cheiro da selva inexistente 

Longe do que amo não vejo emoção
Ouço outro canto e treme o coração
E logo exponho o meu, que é só lamento!

Onde está a amplidão que tanto quero?
Todo segundo é longo, pois só espero... 
O azul morreu, é teto de cimento!

Janete Sales Dany
Poema@ Protegido por lei
Registrado e imortalizado na
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Soneto Manto Santo e Outras
Página 09

Este Soneto foi corrigido:
Na última estrofe mudei uma palavra
para conseguir as dez sílabas poéticas, 
respeitando as regras de um 
soneto decassílabo heroico, veja:

Antes
Onde está a vastidão que tanto quero?
On/de es/tá/a / vas/ti/dão/
 que/ tan/to/ que/ro?
Possuía 11 sílabas poéticas

Agora corrigido
Onde está a amplidão que tanto quero?
On/de es/tá /a am/pli/DÃO/ 
que /tan/to/ QUE/ro?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sou um anjo que tem a rosa da morte


Sou um anjo de olhar deprimente
Olho para o céu e não vejo a estrela cadente
Sou um anjo que nada fez para um dia estar assim
O cheiro da morte se mistura com a flor do jasmim

Sou um anjo que marcha nas brasas
Como voar? A dor roubou as minhas asas!
Sou um anjo que espera por um único milagre
Que este luto que eu trago comigo um dia se acabe

Sou um anjo caído no caminho
Todos partiram e eu fiquei sozinho
Sou um anjo que perambula no breu
Solucei quando vi que a poesia morreu

quinta-feira, 21 de junho de 2012