Perdi o meu passado, o riso e o pranto,
persiste o breu infindo em minha mente;
da infância não encontro o céu de encanto,
procuro as diversões eternamente...
Perdi o meu passado e sofro tanto!
Somente vejo o agora densamente;
rebusco, em cada foto, algum recanto
de outrora, encontro... e nele estou presente!
Desisto, colho as flores que eu alcanço,
aceito o que surgir em cada avanço,
sei que amanhã terei as mãos vazias...
Desisto, sempre foi assim, Senhor!
Prometo transformar, por onde for,
o que me fere em líricas poesias...
Janete Sales - Cadeira nº 5
Patrono - Augusto dos Anjos
O soneto retrata a angústia
de estender as mãos ao vazio,
buscando algo que se sabe
ter existido, mas que a memória
já não consegue alcançar.
Ao final, resta a resignação:
transformar toda essa dor em poesia.
cada acadêmico deve escrever
um breve resumo,
explicando a inspiração,
a ideia central ou a mensagem
que desejou transmitir
em sua composição.







