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quinta-feira, 25 de junho de 2020

O MAR DO NOVO DIA


Do mar estimo o pranto da saudade 
O olhar perfaz o azul e até convida
A brisa adentra em mim, amor que invade
O sonho voa, abraça a luz da vida

Adoro o mundo, um verso eternidade...
Obtenho rimas de ouro, a verve ungida!
A fonte alcança os pés e o medo evade
O céu da glória, a fé fortalecida!

Desejo a aurora erguida na canção
As notas são do amor que vive em mim
No mar amarro tudo, e esqueço o não!

Queria ver a cor da fantasia
O verso ondula e só me diz um sim
Se quero espero a vez do novo dia!

Janete Sales Dany
T6988000
Soneto@ todos os direitos reservados

O verso ondula e só 
O/ VER/so on/DU/la e/  
me diz um sim
/me/ DIZ/ um /SIM
VERSO BINÁRIO
Sequência de
átona e tônica
Grupo isométrico de versos, 
cada um com 10 sílabas





2-4-6-10
Do
ma-
r es-
ti-
mo o
pran-
to
da
sau-
da-
de
2-4-6-8-10
O o-
lhar
per-
fa-
z o a-
zul
e a-
con-
vi-
da
2-4-6-8-10
A
bri-
sa a-
den-
tra em
mim,
a-
mor
que in-
va-
de
2-4-6-8-10
O
so-
nho
voa,
a-
bra-
ça a
luz
da
vi-
da
2-4-6-10
A-
do-
ro o
mun-
do, um
ver-
so e-
ter-
ni-
da-
de...
2-4-6-8-10
Ob-
te-
nho
ri-
mas
de ou-
ro, a
ver-
ve un-
gi-
da!
2-4-6-8-10
A
fon-
te al-
can-
ça os
-
s e o
me-
do e-
va-
de
2-4-6-10
O
céu
da
gló-
ria, a
for-
ta-
le-
ci-
da!
2-4-6-10
De-
se-
jo a au-
ro-
ra er-
gui-
da
na
can-
ção
2-4-6-8-10
As
no-
tas
são
do a-
mor
que
vi-
ve em
mim
2-4-6-8-10
No
ma-
r a-
ma-
rro
tu-
do, e es-
que-
ço o
não!
2-4-6-10
Que-
ri-
a
ve-
r a
cor
da
fan-
ta-
si-
a
2-4-6-8-10
O
ver-
so on-
du-
la e
me
di-
z um
sim
2-4-6-8-10
Se
que-
ro es-
pe-
ro a
vez
do
no-
vo
di-
a!

Tônicas somente nas sílabas pares

Sílabas Poéticas

Poema10total
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sábado, 20 de junho de 2020

ANDARILHA - Soneto Alexandrino



Sigo na trilha em paz, há um azul em mim..
O vento traz o mar, a brisa da poesia
A carícia do amor, a tez sente e diz sim!
Espírito floresce, era o que mais queria...

Há um vermelho em mim, o meu jardim carmim!
A rosa que se esconde, e pulsa em fantasia
Pétalas de emoção... Um lumaréu sem fim!
Abrigo de energia, alma que nunca esfria

E a noite se derrama e no alto a lua brilha,
repleta de intenção, é verve enfeitiçada!
Uma estampa que amplia, e encoraja a andarilha,

minha vida num lago, espelho que fascina!
Há mistério no olhar, essência apaixonada...
Prisioneira da estrada... Admito é minha sina!

Janete Sales Dany
20/06/2020 T6983301

Significado: an·da·ri·lho
Junção de (andar + -ilho)
Aquele que anda muito, que vagueia.
Regras do  Clássico
Soneto Alexandrino:
Sempre
Versos com dois hemistíquios
Sílabas tônicas, são obrigatórias 
e ocorrem na sexta 
e décima segunda sílaba 
Possui: Quatro estrofes,
dois quartetos seguidos 
de dois tercetos
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sexta-feira, 12 de junho de 2020

A LUZ DA MINHA PRECE


Hoje o horizonte é fonte do perigo
A época mais louca que vivi
Visão de inquietação por onde sigo
Veja amor, olha lá um bem-te-vi!     

A porta do fim finge que é abrigo!
Ó não, agora não, eu aprendi,
A fria sorri, nunca ouve o que digo!
Veja amor, olha lá um colibri!

O universo com medo se emudece,
teme o surto invasor que nunca cessa...
Veja amor, olha a luz da minha prece,

no abismo do meu pranto ainda aflora,
a esperança vital numa promessa...
E agora, Deus reluz em nossa aurora!

Janete Sales Dany
12/06/2020

Regras Soneto Clássico: 
Versos decassílabos heroicos são os mais usados 
(as sílabas tônicas são a 6.ª e a 10.ª) 

14 versos, 2 quartetos de 4 sílabas, 
2 tercetos de 3 sílabas 
O esquema de rimas usado neste soneto 
ABAB CCD EED


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domingo, 7 de junho de 2020

AUGUSTO DOS ANJOS - Soneto Alexandrino


Aos sete anos, um poema... Embaixo do arvoredo.
Tamarindo aconchego e a estrofe sombria
Estros da escuridão, a ponte para o medo
Obsessão pela morte... Em tudo que escrevia!

Sepulcro e morbidez, o principal enredo
Em cada linha a dor, o Espírito vertia
O Vate da amargura... Alçou o adeus tão cedo!
Finalmente provou...  O amor de cada dia...

Insisto em cada verso, uma avidez de arranjos,
sonho expor com apreço, o invento renomado,
a única criação, o Eu de Augusto dos Anjos

Traço enlutado, a morte, o desfecho é assim
Descrevê-lo... Algo em vão, um eterno legado!
O escudo alado avança, ultrapassou o fim...

Por Janete Sales Dany
Academia Brasileira 
de Sonetistas - ABRASSO
Cadeira nº 5 – Janete Sales 
Patrono - Augusto dos Anjos
Regras do  Clássico
Soneto Alexandrino:
Versos com dois hemistíquios
Sílabas tônicas, são obrigatórias 
e ocorrem na sexta 
e décima segunda sílaba 
O escudo alado avança, ultrapassou o fim...
O es/cu/do a/la/do a/VAN/ça,
 ul/tra/pas/sou /o/ FIM...

Possui: Quatro estrofes,
dois quartetos seguidos 
de dois tercetos

Algumas informações da 
Biografia de Augusto dos Anjos
Nome completo:
Augusto de Carvalho Rodrigues da Silva
Nascimento: 20 de abril de 1884
Sapé, Paraíba

Morte: 12 de novembro de 1914 (30 anos)
A causa de sua morte foi a pneumonia
Leopoldina, Minas Gerais

Nacionalidade :brasileiro
Ocupação :Poeta e professor
Escola/tradição :Pré-modernismo, Modernismo

Em 1912, publicou seu 
livro único de poemas, Eu. 

As imagens da obra poética de Augusto dos Anjos 
se caracterizam pela teratologia exacerbada, 
por imagens de dor, horror e morte. 
 Fonte :https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_dos_Anjos
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