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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Soneto Tempo - Alexandrino



O tempo é como o vento, ele fere o arvoredo
Arrasta nosso sonho e oferece a verdade
Expõe novo caminho,  é trecho de segredo!
Se eu pudesse rever... Devastava a saudade!

Eu avivava a estrela e quem sabe outro enredo
Mas não posso voltar, pois se foi minha idade!
O tempo não congela, e parece rochedo.
Firme numa razão... Compele sem piedade!

Agora é primavera e o colorido impera
Mas logo não será; tempo para florir...
Tempo para chorar; a flor será quimera!

E vão se as horas sempre, e o relógio não cede...
De um modo tão veloz, ponteiro a nos ferir
Nestas garras do tempo a vida se despede!

Janete Sales Dany
Soneto @Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro Manto Santo e Outras
Página: 07

 FaceApp é um aplicativo para celular
muito interessante, pois permite 
que o usuário faça modificações 
em fotos, mas somente no rosto. 
com ele você pode colocar 
efeitos, tipo: Envelhecer, rejuvenescer, 
tornar criança, por sorriso e outros.
Brincando com as fotos rs
A primeira imagem foi trabalhada 
com o programa PhotoScape
Com ele fiz o gif: animação
Exemplo de Soneto Alexandrino

Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas

14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :
O/ tem/po/ não/ con/ge/
la, e /pa/re/ce/ ro/che/do.
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "e"
O tempo não congela, e parece rochedo.

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto tempo - Alexandrino de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


Um brinde a você que é "LUZ"!




Existem pessoas que iluminam
Quando chegam trazem luz
Luz no olhar
Sorriso repleto de amor
Pensamentos serenos
Alma leve que parece abraçar a todos
Estão inteiras; não se escondem.

Acho bonito isto!

Nelas persiste a alegria de se expor
A pessoa que assume por completo 
a alma que mora dentro de si
às vezes sofre pelo preconceito alheio;
Daqueles que não são nem a metade 
do que poderiam ser!

Janete Sales Dany

Poesia registrada na Biblioteca Nacional
No livro:
"O SAL QUEIMA A LÍNGUA, 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

AGREDIDA - Soneto Decassílabo Heroico



Afaste a minha vida do olho mal
Que só cerca e reprime sem piedade
Ele diz que sou dele, isto é normal?
Fala que me ama, quanta falsidade...

Minha alma treme em frente do“animal”
Macera a pele como tempestade
Liberte a minha vida do olho mal
Recebo flores roxas, só crueldade!