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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A Canção do Anjo - Soneto Decassílabo Heroico

Um Anjo estava na minha janela
Era como as estrelas do elevado
Pois brilhava demais, ah sentinela!
Um sonho ou realidade? Abençoado!

Não entendo que dádiva era aquela
E só me fez feliz, meu adorado...
Vida... A partir dali, tornou se bela! 
O meu encantamento inesperado

Mas houve a despedida! Por que Deus?
Trouxe a paz e depois me disse adeus...
Um anjo é livre, é dono da emoção

Desejo esta amplidão... Asas também!
Assim talvez, o encontre lá no além
E exaltarei com ele esta canção

Janete Sales Dany
Soneto@ Todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No Livro: Correntes do Medo e outras
Página 11


Escansão - Métrica- Sílabas Poéticas
Um/ An/jo es/ta/va /NA/ min/ha/ ja/NE/la
E/ra /co/mo as/ es/TRE/las/ do e/le/VA/do
Pois/ bri/lha/va/ de/MAIS/, ah /sen/ti/NE/la!
Um/ son/ho ou/ rea/li/DA/de? A/ben/ço/A/do!

Não/ en/ten/do/que/ /di/va e/ra a/QUE/la
E /só /me/ fez /fe/LIZ,/ meu/ a/do/RA/do...
Vi/da... A /par/tir /da/LI,/ tor/nou/ se/ BE/la! 
O /meu /en/can/ta/MEN/to i/nes/pe/RA/do

Mas/ hou/ve a /des/pe/DI/da! Por /que /DEUS?
Trou/xe a/ paz/ e/ de/POIS/ me /dis/se a/DEUS...
Um /an/jo é/ li/vre, é/DO/no/ da e/mo/ÇÃO

De/se/jo es/ta am/pli/DÃO/... A/sas/ tam/BÉM!
As/sim /tal/vez,/ o en/CON/tre /lá/ no a/LÉM
E e/xal/ta/rei/ com /E/le es/ta/ can/ÇÃO

Janete Sales Dany

Licença Creative Commons
O trabalho A Canção do Anjo Soneto Decassílabo Heroico de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Porque os homens são anjos 
nascidos sem asas, 
é o que há de mais bonito, 
nascer sem asas 
e fazê-las crescer...
 José Saramago

Já no YouTube o Vídeo deste 
Soneto Decassílabo Heroico

domingo, 31 de dezembro de 2017

Sílabas Poéticas ( escansão) Soneto Alexandrino Alma poeta

 Soneto Alexandrino  Alma Poeta Corrigido

Desperto a alma poeta e estou sempre sonhando...
Vivo longe de mim; sou lances de alegria!
Pensamento sem dono, os versos vão brotando 
O voo de um passarinho, e nasce outra poesia

Escrevo o meu destino e assim vou caminhando
Lampejos em meu verso, intensa fantasia
Também sou tempestade, aos poucos desmanchando!
Um pranto encharca a folha, a minha alma arrepia...

Estou perto e distante; alcanço o sul e o norte
Poeta espelha o mundo e mostra o que é preciso
O meu amor é firme; o meu clamor é forte...

Onda do mar que invade, e inspiração que grita
Faço trova emotiva e assim perco o sorriso
Sinto um lirismo intenso, uma sede infinita!

Janete Sales Dany

Poema@ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro 
no livro: Soneto Amor Eterno e outras 


 Métrica ( escansão)
 Soneto Alexandrino Alma poeta 
Corrigido
Des/per/to a al/ma /po/E/ta e es/tou /sem/pre /son/HAN/do...
Vi/vo/ lon/ge/ de /MIM;/ sou /lan/ces/ de a/le/GRI/a!
Pen/sa/men/to/ sem/DO/no, os /ver/sos/ vão /bro/TAN/do 
O /voo/ de um /pas/sa/RIN/ho, e/ nas/ce ou/tra/ poe/SI/a

Es/cre/vo o /meu /des/TI/no e as/sim/ vou /ca/min/HAN/do
Lam/pe/jos/ em /meu /VER/so, in/ten/sa/ fan/ta/SI/a
Tam/bém/ sou/ tem/pes/TA/de, aos/ pou/cos /des/man/CHAN/do!
Um/ pran/to en/char/ca a/ FO/lha, a / min/ha al/ma ar/re/PIa...

Es/tou/ per/to e/ dis/TAN/te; al/can/ço o /sul/ e o/ NOR/te
Po/e/ta es/pe/lha o/ MUN/do e/ mos/tra o/ que é/ pre/CI/so
O/ meu/ a/mor/ é/ FIR/me; o/ meu/ cla/mor/ é/ FOR/te...

On/da /do/ mar/ que in/VA/de, e ins/pi/ra/ção/ que/ GRI/ta
Fa/ço/ tro/va e/mo/TI/va e as/sim/ per/co o /sor/RI/so
Sin/to um /li/ris/mo in/TEN/so, um/a /se/de in/fi/NI/ta!

Janete Sales Dany

Exemplo de Soneto Alexandrino
Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 

(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).
Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílaba
Sinto um lirismo inTENso, 
uma chama infiNIta! 

14 versos, 4 estrofes
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas:
Onda do mar que inVA"de, 
e ins"piração que GRIta
Neste verso a elisão dos dois hemistíquios
 foi feita com as letras:
de, e ins

sábado, 30 de dezembro de 2017

Soneto Alexandrino - Renascer- Corrigido


Nasce um novo momento, o meu riso sincero
Nos meus olhos um brilho, e nunca vi na vida
O céu parece leve, e a alma mostra o que quero
Luz, em volta de mim! Entra, e sara a ferida...

Surgem asas e avanço. E só visto o que esmero
Já senti dor imensa e encarei só descida...
Caminho feito em pedra e horizonte severo
Procurava um socorro, uma graça na vida!

Hoje é belo o cenário, o meu renascimento!
Desce chuva de amor e entra na minha mente
Clarão do sol em mim, e exalto este momento

A beleza se expressa e canta o passarinho
Almejando emoção...  Tem a paz tão clemente
Uma essência tão livre, a florir meu caminho!

Janete Sales Dany
Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca do Rio de Janeiro
No livro Soneto Manto Santo e outras

Soneto Renascer - Alexandrino:



Separação de sílabas poéticas ( Escansão)

Nas/ce um/ no/vo/ mo/MEN/to, o/ meu /ri/so /sin/CE/ro
Nos/ meus/ o/lhos/ um/ BRI/lho, e/ nun/ca/ vi/ na/ VI/da
O/ céu/ pa/re/ce/ LE/ve, e  a al/ma/ mos/tra o/ que /QUE/ro
Luz,/ em /vol/ta/ de/ MIM!/ En/tra, e /sa/ra a/ fe/RI/da...

Sur/gem /a/sas/ e a/VAN/ço. E/ só/ vis/to o/ que es/ME/ro
Já /sen/ti /dor/ i/MEN/sa e en/ca/rei/ só/ des/CI/da...
Ca/min/ho /fei/to em/ PE/dra e ho/ri/zon/te/ se/VE/ro
Pro/cu/ra/va um/ so/COR/ro, u/ma /gra/ça /na/ VI/da!

Ho/je é/ be/lo o /ce//rio, o/ meu/ re/nas/ci/MEN/to
Des/ce/ chu/va /de a/MOR/ e en/tra/ na/ min/ha/MEN/te
Cla/rão/ do/ sol/ em/ MIM/, e e/xal/to es/te/ mo/MEN/to

A/ be/le/za /se ex/PRES/sa e /can/ta o /pas/sa/RIN/ho
Al/me/jan/do e/mo/ÇÃO.../  Tem/ a/ paz/ tão/ cle/MEN/te
U/ma es/sên/cia/ tão/ LI/vre, a/ flo/rir/ meu /ca/MIN/ho!

Janete Sales Dany


No Soneto Alexandrino, logo depois da sexta sílaba 
tônica ( cesura) do primeiro hemistíquio, começa a contagem do segundo hemistíquio.
Em cada parte devemos obedecer a regra:
 Hemistíquio com seis sílabas)
O primeiro hemistíquio pode terminar em oxítona, um exemplo:
"Cla/rão/ do/ sol/ em/ mim,/"
e e/xal/to es/te/mo/men/ to!
Ou terminar com uma paroxítona, outro exemplo:
"Nos/meus/o/lhos/ um/ bri/"

lho, e/ nun/ca/ vi/na/vi/da!
Note que a elisão dos dois hemistíquios se deram
com as letras: "lho, e"
O primeiro hemistíquio jamais 
pode terminar com uma proparoxítona. 

O segundo hemistíquio 
deve terminar com paroxítona:

(chamadas de palavras graves 
por Bilac e Passos).