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sábado, 18 de novembro de 2017

Soneto Alexandrino - Eu Sou a Humanidade

Um soneto alexandrino que foi corrigido
Terminações paroxítonas em todos os versos:

Eu Sou a Humanidade 
Soneto Alexandrino corrigido

Eu não nasci do agora, o meu tempo é distante!
Bem sei do preconceito e da sombra da morte 
E da terra tão seca e da sede constante
Tremi no terremoto, e só quero o meu forte...

Eu trago em mim a fome, e a íris suplicante!
Venho da Chernobyl, fui salvo pela sorte...
Eu vi sangue dos meus... Triste fuga marcante
Eu sou refugiado, eu fiquei sem um norte!

Eu não tenho meu lar, e só resta a memória
Escapei do tornado e vi tanta amargura
Vivo em busca da paz, e é tão longa esta história!

Sempre fujo da guerra, eu sou a humanidade!
Eu não nasci do agora e a injustiça perdura
Sofri na escravidão, sou a diversidade!

Janete Sales Dany


Poema@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro:Soneto lobo do gelo e outras
Numero: 9267/17
São Paulo Brasil


Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical

Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :
Eu/ não/nas/ ci/ doa/GO/
ra, o /meu/tem/po é / dis/TAN/te.
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "A e O"
Eu não nasci do aGOra,o meu tempo é disTANte.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SONETO ALEXANDRINO FÊNIX CORRIGIDO



Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Não sonho á noite, rezo, e vivo a claridade...
Investigue meu ser, é puro sentimento
Tenho um coração terno e imerso na saudade

Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Calo um grito noturno e afogo na quimera
O segredo se estende e fica mais intenso
E de manhã ressurjo e volto a ser quem era
Olho para o elevado, o impulso é que me rege... 
Sorriso sempre largo, e o pranto, só dispenso!
Como Fênix, renasço, e sei quem me protege!
Janete Sales Dany
Poema @ registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro Manto Santo e outras Página 09
Separação das sílabas 
Poéticas ou escansão

 Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Nas/ci /com/ a al/ma/ SOL/ta, e/ fu/gaz /co/mo o /VEN/to
Não sonho á noite, eu rezo; e vivo a claridade...
Não/ son/ho á/ noi/te, eu/ RE/zo; e/ vi/vo a /cla/ri/DA/de...
Investigue meu ser, é puro sentimento
In/ves/ti/gue/ meu/SER/, é/ pu/ro/ sen/ti/MEN/to
Tenho um coração terno e imerso na saudade
Ten/ho um/ co/ra/ção/TER/no e i/mer/so /na/ sau/DA/de



Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento

To/mo um/ ban/ho /de/ LUZ/, fu/jo/ do/ mar/ san/GREN/to
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Dói/ lá /den/tro /meu/ DEUS/, es/que/ço a/ rea/li/DA/de...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Voo/ num/ céu/ de in/ven/ÇÃO/, só/ meu/ nes/te/ mo/MEN/to...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Não/ dur/mo á/ noi/te, eu/ RE/zo; e en/ca/ro a /tem/pes/TA/de

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Soneto Alexandrino - BENEDICITE! Métrica


BENEDICITE!© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

Bendito o que, na terra, o fogo fez, e o tecto; 
E o que uniu a charrua ao boi paciente e amigo; 
E o que encontrou a enxada; e o que, do chão abjeto, 
Fez, aos beijos do sol, o ouro brotar do trigo; 

E o que o ferro forjou; e o piedoso arquiteto 
Que ideou, depois do berço e do lar, o jazigo; 
E o que os fios urdiu; e o que achou o alfabeto; 
E o que deu uma esmola ao primeiro mendigo; 

E o que soltou ao mar a quilha, e ao vento o pano; 
E o que inventou o canto; e o que criou a lira; 
E o que domou o raio; e o que alçou o aeroplano... 

Mas bendito, entre os mais, o que, no dó profundo, 
Descobriu a Esperança, a divina mentira, 
Dando ao homem o dom de suportar o mundo!¨
© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

BENEDICITE!© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

Ben/di/to o/ que/ na /TER/ra o/ fo/go /fez,/ e o /TE/to
E o/ que u/niu/ à/ char/RU/a o /boi/ pa/cien/te e a/MI/go;
E o/ que en/con/trou/ a en/XA/da; e o /que /do/ chão /ab/JE/to,
Fez/ aos/ bei/jos /do /SOL,/ o ou/ro/ bro/tar/, do/ TRI/go;

E o /que o /fer/ro /for/JOU;/ e o /pie/do/so ar/qui/TE/to
Que i/deou/, de/pois/ do/ BER/ço e /do /lar/, o /ja/ZI/go;
E o /que os/ fi/os/ ur/DIU/e o /que a/chou/ o al/fa/BE/to;
E o/ que/ deu/ u/ma es/MO/la ao /pri/mei/ro/ men/DI/go;

E o /que/ sol/tou/ ao/ MAR/ a/ qui/lha, e ao /ven/to o/ PA/no,
E o/ que in/ven/tou /o /CAN/to e o /que/ cri/ou/ a /LI/ra,
E o/ que/ do/mou/ o/ RA/io e o /que al/çou/ o ae/ro/PLA/no…

Mas/ ben/di/to en/tre os/ MAIS/ o/ que/ no /dó /pro/FUN/do,
Des/co/briu/ a es/pe/RAN/ça, a/ di/vi/na/ men/TI/ra,
Dan/do ao/ ho/mem /o/ DOM/ de /su/por/tar/o/MUN/do!

© OLAVO BILAC 
In Tarde, 1919

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac 
(Rio de Janeiro RJ 1865-1918)



Soneto Alexandrino

Sílabas tônicas que 
são obrigatórias 
na 6ª e 12ª sílaba
14 versos, 4 estrofes

Dois hemistíquios cada um
com 6 sílabas
Olavo Bilac: jornalista, contista, 
cronista e poeta brasileiro 
do período literário parnasiano, 
membro fundador da 
Academia Brasileira de Letras. 
Nome Completo: 
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
O/la/vo/ Brás/ Mar/tins/
 dos/ Gui/ma/rães /Bi/la/c 

Um verso Alexandrino