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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

PESADELO Soneto Alexandrino


Uma noite sem sono e outro dia me abraça 
Quero me desprender, deste carma medonho! 
Porta que quase se abre e repete a pirraça 
Rindo, vai se fechando, evaporando um sonho 

Olho o alto da montanha e a dúvida me enlaça 
Está certo o que mostro? O meu verso tristonho? 
Minha vida que passa e eu atrás da vidraça... 
Não existe quem ouça; o embaraço que exponho... 

Sinto o pranto da chuva, e o contratempo avança 
O penhasco é estreito, e rouba a liberdade... 
Enfraqueço esse carma ou a vida balança 

Surge em mim algo estranho, esboçando um apelo 
Logo busco um espelho e almejo a realidade 
Minh'alma reverdece... Apenas pesadelo!

Janete Sales Dany
Soneto@registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional no livro:
Soneto Império do tempo e outras


Uma noite sem SOno e outro dia me aBRAça
Quero me desprenDER, deste carma meDONho!
Porta que quase se Abre e repete a piRRAça 
Rindo, vai se feCHANdo, evaporando um SONho

Olho o alto da monTANha e a dúvida me enLAça
Está certo o que MOStro? O meu verso trisTONho?
Minha vida que PAssa e eu atrás da viDRAça...
Não existe quem OUça; o embaraço que exPONho...

Sinto o pranto da CHUva, e o contratempo aVANça
O penhasco é esTREIto, e rouba a liberDAde...
Enfraqueço esse CARma ou a vida baLANça

Surge em mim algo esTRANho, esboçando um aPElo
Logo busco um esPElho e almejo a realiDAde
Minh'alma reverDEce... Apenas pesaDElo!
Janete Sales Dany

A métrica deste soneto exposta
na imagem: as letras grifadas
com azul são as sílabas tônicas
que seguem a regra de um Alexandrino
Sempre acontecem na sexta 
e décima segunda sílaba 
Possui:
Quatro estrofes,
dois quartetos seguidos 
de dois tercetos
Todas as terminação dos versos 
Possuem palavras paroxítonas 
Cada verso com dois hemistíquios
(São chamadas de palavras 
graves : Bilac e Passos).


Imagem Caveira: Pixabay 
https://pixabay.com/pt/photos/esp%C3%ADrito-halloween-assustador-2896964/
Todo mundo vai sentir na vida a experiência 
de um pesadelo,  sonho angustiante
com a sensação de que seja algo que 
está acontecendo de verdade 
termina num despertar agitado 
e com ansiedade, que logo passa
ao se ver que não foi realidade

Esta animação fiz no Photo Lab : 
um aplicativo para celular
que contem molduras, filtros, efeitos, colagens 
e montagens sensacionais para fotos!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Herói Soneto Decassílabo Heroico


Sinto que sou herói sem armamento 
Fui ferido e sorri para o opressor 
Arranquei do meu peito o sofrimento 
Eterno vencedor mesmo na dor 

Afastado de todo este tormento 
Olho dentro de mim e encontro amor 
Não necessito de armas no momento 
Exalto no alto a fronte do criador 

Sou como águia que alcança outro horizonte 
E se banha na fé que cai da fonte 
Sonho com a esperança em minha terra 

O silêncio persiste num guerreiro 
Do ódio jamais serei um prisioneiro 
Sobrevivo de amor, abrando a guerra...

Janete Sales Dany
Soneto Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional no livro: 
Soneto Império do tempo e outras
Página: 08
Regras a serem seguidas:
Quatro estrofes 
Duas primeiras são quartetos
e as duas últimas são tercetos 
APRESENTAÇÃO  da métrica
Dez sílabas em cada verso
Sílabas tônicas na
sexta e décima sílaba
Escansão
HERÓI

Sinto que sou heRÓI sem armaMENto 
Fui ferido e soRRIpara o opreSSOR
Arranquei do meu PEIto o sofriMENto 
Eterno venceDOR mesmo na DOR 

Afastado de TOdo este torMENto 
Olho dentro de MIM e encontro aMOR 
Não necessito de ARmas no moMENto 
Exalto no alto a FRONte do criaDOR 

Sou como águia que alCANça outro horiZONte 
E se banha na FÉ que cai da FONte 
Sonho com a espeRANça em minha TErra 

O silêncio perSISte num gueRREIro 
Do ódio jamais seREI um prisioNEIro 
Sobrevivo de aMOR, abrando a GUErra...

Janete Sales Dany
Licença Creative Commons
O trabalho Herói soneto decassílabo heroico de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Não desfaças o herói 
que está na tua alma! 
Friedrich Nietzsche 1844 - 1900


Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A Paz começa com um sorriso. Sorria pelo menos cinco vezes por dia para as pessoas a quem você normalmente não daria um sorriso. Faça isso pela paz. Irradiemos a paz de Deus e tornemo-nos o reflexo de Sua luz para extinguir no mundo e no coração dos homens toda espécie de ódio e o amor pelo poder. Sorria junto com os outros, embora isso nem sempre seja fácil. Madre Teresa de Calcutá 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Soneto Império do Tempo - Decassílabo Heroico


Reconheço os desenhos no meu rosto 
A tristeza e alegria em minha vida 
O espelho nunca esconde, deixa imposto. 
Um passado distante, alma partida! 
Anoitece a visão num pranto exposto 
Amanhece num riso, o sol convida! 
Sinto o corpo insensível, indisposto... 
O espírito criança olha e duvida! 
Canta doces canções na minha mente... 
Desejo de brincar... Eternamente! 
Sem demora a verdade prevalece 
Com os braços abertos acho a garra... 
Do tempo alucinado que me amarra! 
E a fome do meu ontem adormece
Janete Sales Dany
Soneto Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional no livro: 
Soneto Império do tempo e outras
Página: 04

Estrutura:ABAB,ABAB,CCD,EED
Versos Decassílabos Heroicos

Regras:Dez sílabas poéticas, 
em cada verso apresentado...
Quatro estrofes:
 duas de quatro versos (quartetos)
e mais duas de três versos (tercetos)
Sempre a sílaba tônica  está
na sexta e décima sílaba de cada verso

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Império do Tempo de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

O meu fascínio pela poesia, não se estende somente nas de versos livres,acrósticos, prosas, poemas rimados e outros...
Sinto um amor profundo pelos sonetos, e os que mais aprecio,
são os sonetos clássicos: Decassílabos Heroicos e os Alexandrinos.
O lirismo presente neles, o amor, a dor, ou ás vezes, expressando um problema social, são vozes que alcançam a alma.
Sou apaixonada por Camões, Augusto dos Anjos, Bilac, Machado de Assis, Vinícius de Moraes, Cruz e Souza, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e outros mais.
As utilizações de metáforas fazem dos versos algo estimulante, nos fazem pensar, a beleza está nos horizontes alcançados de cada leitor. 
O encanto da poesia é isto, cada um tem uma visão distinta, e surgem novos poemas no raciocínio de outras mentes...
Não fico tristonha quando a minha poesia está exprimindo sobre um tema, e alguém comenta algo que eu não havia enxergado antes na mesma.
Poemas são pensamentos que criam asas, e nunca se dirigem para o mesmo recanto.
Nos sonetos, a métrica, os quatorze versos, a estrutura inteira, é como um desafio para o escritor. Em cada um, surge um filho, que sobreviverá nas letras do tempo.


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Soneto Selva de Pedra - Alexandrino


Não sou deste lugar, erguido com cimento 
Pequeninos sem lar, olhares suplicantes 
Infância sem brinquedo, e a falta de alimento 
Sou voo do passaredo, em campos verdejantes 

Não sou deste lugar, temo o céu que é cinzento 
Multidão apressada, e ignora os semelhantes 
Noites sem paz na rua, amargura e tormento 
Sou o alto iluminado, onusto de brilhantes 

Esta selva de pedra... A pobreza e a riqueza! 
Pés descalços sem rumo e carros imponentes 
Sou lago cristalino, o elo na natureza... 

Verto o pranto da terra, olhando esta cidade! 
Há sempre o mal fremente, amofinando as mentes ... 
O medo atrás do muro, e a falsa liberdade...

Janete Sales Dany
Soneto Registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional no livro: 
Soneto Império do tempo e outras
Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Selva de Pedra de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Escansão deste Soneto Alexandrino


Exemplo de Métrica

Todas as terminação dos versos 
Possuem palavras paroxítonas 

(São chamadas de palavras 
graves : Bilac e Passos).
Regras para métrica:
Sílabas tônicas que são obrigatórias 
na 6ª e 12ª sílaba
14 versos, 4 estrofes
2 quartetos e dois tercetos
Em cada verso:

Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas:



Es/ta/sel/ va/de/ Pe/dra... 
a /ri/que/za e a/ po/BRE/za!


Exponho neste Soneto Alexandrino o impacto de uma pessoa que sempre morou no interior e passa a morar numa cidade grande.
É como se sentir perdido diante de tanta grandiosidade.
Um mundo frio de ofertas, em que os olhos buscam, mas não alcançam...
A correria do dia a dia faz com que a população do local esqueça o bom dia.Mal se olha o próximo... Muitas pessoas estão estressadas!
As notícias boas e ruins chegam com uma rapidez impressionante, e estando nesta situação não existe tempo para refletir, respirar, tomar fôlego... O mundo moderno ás vezes SUFOCA!
Na cidade grande o ar é poluído... Com a poluição crescente quase não se vê mais estrelas. A violência avança como uma epidemia, a desigualdade social presente em cada rua. Enquanto alguns esbanjam um alto poder financeiro, outros fazem das calçadas a moradia. A verdade fica estampada. O reflexo do contraste: Mais pobres do que ricos...

Claro, existem diversas opções que não há no interior, não podemos colocar em evidência só o lado negativo. Atrações culturais, muitas opções para compras, bibliotecas, museus, bancos, e outros... Uma diversidade de possibilidades! Quem gosta de vida agitada consegue sobreviver...

O céu do interior é estrelado! O índice de violência ainda não está acentuado... Existe uma conexão com a natureza a toda instante, o que possibilita viver uma vida sem stress.





Por Janete Sales Dany
Palavras relacionadas ao Soneto Alexandrino
Hemistíquio
uma das partes de um verso 
dividido pela cesura
Exemplo:
O medo atrás do muro, e a falsa liberdade...
Primeiro hemistíquio:
O medo atrás do muro,
Segundo hemistíquio:
e a falsa liberdade...

Elisão: quando um verso termina com uma vogal
ÁTONA e a seguinte está na mesma situação,
ou começa com H, se faz a elisão
Neste exemplo:
A elisão dos dois hemistíquios
se uniu por vogais
O medo atrás do mu/ro, e a/ falsa liberdade...
muro e a falsa***mu/rO E A/ falsa

Um soneto clássico deve apresentar:
Métrica: 
obedecer as contagens das sílabas
Neste publicação um alexandrino:
doze sílabas poéticas, acentuação tônica
na sexta e decima segunda sílaba 
Estrutura: quatorze versos  
Dois quartetos e dois tercetos
Rima: se possível as terminações
com rimas ricas