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sábado, 8 de novembro de 2025

DANÇO NA CHUVA...


Danço na chuva, quero exterminar o medo,
não dou valor ao breu que surge da tormenta
nem dou poder ao mal que arrasa o riso quedo,
somente abraço o amor, pois ele me sustenta.

Danço na chuva e sei que mesmo sendo cedo,
não me interessa o horário, o enlevo não se ausenta,
quando desejo algo eu nunca retrocedo,
eu faço da vontade a minha vestimenta!

Danço na chuva, então esqueço até a vida,
qualquer estrada, enfim, se torna mais florida,
e a paz em mim reluz, abranda as amarguras.

Danço na chuva intensa, estou feliz agora,
embriago-me do olor do renascer da aurora
e, assim, prossigo em frente até nas horas duras...

Janete Sales


Atividade ABRASSO: 
um soneto sáfico,  heroico,
 alexandrino ou dodecassílabo.
Tema livre.
Rimas ricas.

Licença Creative Commons
O trabalho DANÇO NA CHUVA... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

domingo, 28 de janeiro de 2024

A cama virou calçada... (Trova)


A cama virou calçada...
não importava o depois;
ouvimos a trovoada
e a chuva molhou nós dois!

Janete Sales
Trova @todos  
os direitos reservados

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

ALELUIA

Aleluia! A manhã renasceu novamente.
Ouço a queda eficaz de uma chuva divina... 
A alegria me invade, ao notar, na campina
o carinho de Deus a romper a semente.

Aleluia! O universo assegura um presente:
meu viver testemunha a esperança na sina.
Aleluia, Senhor, o que é santo germina...
 Com certeza, o amanhã reinará diferente!

Este céu oferece a nascente segura,
sinto o amor envolvendo a existência sombria,
sendo assim, revigora a brandura, a energia...

Esta chuva suave alivia a amargura.
De joelhos, recito o poema da luz...
Aleluia, Senhor, o que é puro reluz!

Janete Sales Dany

Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
Conteúdo autoral, 
protegido pela Lei 9.610/98, arts.18 e 24.

ATIVIDADE ABRASSO:
Soneto alexandrino com tema CHUVA/ÁGUA,
com pares de rimas ricas ou seja,
rimas com palavras de classes gramaticais diferentes

Soneto Alexandrino
Tetrâmetro Anapéstico
4 anapestos seguidos
Tetra é prefixo grego que significa 4. 
O ritmo anapesto é: A A T 
(átona, átona, tônica).
EXEMPLO:
AleLUia, SenHOR,
 o que é PUro reLUZ!

Rima A: 
1-Advérbio/ 4-Substantivo/ 
5-Substantivo/  8-Adjetivo

Rima B:
2 -  Adjetivo/ 3-Substantivo/ 
6 - Substantivo / 7-Verbo

Rima C:
9-adjetivo / 12-Substantivo/ 

Rima D:
10-Adjetivo/ 11-Substantivo/ 

Rima D:
13-Locução adjetiva / 14-Verbo


ÁUDIO DO SONETO ALELUIA
RECANTO DAS LETRAS
CLIQUE NA IMAGEM

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Soneto Alexandrino - A Semente - Corrigido



Esquecida na terra e pronta para a morte
Sem rega, sem amor, tão triste o afastamento
Ás vezes tinha sol... E chuva, só com sorte
Desprezavam sem dó, cenário de tormento

E assim, ficou sem luz, padecendo sem norte
Romper o chão, nascer? Nunca, que desalento!
Tempo passou veloz, e nada que conforte
Mas algo reluziu, e surgiu novo alento:

Primavera de amor! De amáveis beija-flores!
A semente explodiu, despertou para a vida
Descobriu que era flor, horizonte de cores

O céu quis proteger...Trouxe a chuva bendita!
Uma benção de Deus! Nunca foi esquecida...
Luz do sol aqueceu...Compaixão infinita!

Janete Sales Dany
Poema@ todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
 "Soneto Lobo do Gelo e outras"
Página 07





A métrica utilizada neste Soneto:

Es/que/ci/da /na /TE/rra, e/ pron/ta /pa/ra a/ MOR/te
Sem/ re/ga,/ sem/ a/MOR/, tão/ tris/te o a/fas/ta/MEN/to
Ás /ve/zes/ tin/ha /SOL/... E/ chu/va,/ só/ com/ SOR/te
Des/pre/za/vam/ sem //, ce/ná/rio/ de /tor/MEN/to!

E a/ssim/ fi/cou/ sem/ LUZ/, pa/de/cen/do/sem /NOR/te
Rom/per/ o /chão/, nas/CER?/Nun/ca,/que/de/sa/LEN/to
Tem/po/ pa/ssou/ ve/LOZ, /e/ na/da/que/ con/FOR/te
Mas/ al/go/ re/lu/ZIU,/ e /sur/giu /no/vo a/LEN/to:

Pri/ma/ve/ra/ de a/MOR/, de a/má/veis /bei/ja-FLOres!
A/ se/men/te ex/plo/DIU,/ des/per/tou/ pa/ra a/VI/da
Des/co/briu /que e/ra /FLOR, /ho/ri/zon/te /de/ CO/res

O/ céu/ quis/ pro/te/GER.../Trou/xe a /chu/va/ ben/DI/ta!
U/ma/ ben/ção/ de/DEUS!/Nun/ca/ foi /es/que/CI/da...
Luz /do /sol/ a/que/CEU.../Com/pai/xão/ in/fi/NI/ta!

Por Janete Sales Dany
Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes


Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical
Exemplo:Primavera de amor! De amáveis beija-flores!
Sílaba gramatical:
Pri/ma/ve/ra/ de/ a/mor/! 
De/ a/má/veis/ bei/ja/-flo/res!]

Sílaba Métrica:
Pri/ma/ve/ra/ de a/MOR/, 
de a/má/veis /bei/ja-FLOres!

Neste soneto um exemplo vou dar
separação de sílaba poética "escansão" :

Esquecida na terra, e pronta para a morte
Es/que/ci/da /na /TE/rrA, E/
 pron/ta /pa/ra a/ MOR/te
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Neste verso a elisão foi feita com a vogal "A e E"


Esquecida na terra, e pronta para a morte




Meus poemas estão no meu canal de YouTube

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A Semente - Soneto Alexandrino


Esquecida na terra, e pronta para a morte
Sem rega, sem amor, tão triste a solidão
Ás vezes tinha sol... E chuva, só com sorte
Desprezavam sem dó, mundo de ingratidão

E assim, ficou sem luz, padecendo sem norte
Romper o chão, nascer? Nunca, quanta ilusão!
Tempo passou veloz, e nada que conforte
Mas algo reluziu, surgiu outra estação...

Primavera de amor, e a essência protestou:
Eu descobri, sou flor! Meu sonho começou...
A semente explodiu, despertou para a vida

O céu quis proteger... Trouxe a chuva bendita!
Luz do sol aqueceu... Compaixão infinita!
Uma benção de Deus! Nunca foi esquecida...

Janete Sales Dany
Poema@ todos os direitos reservados
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro no livro:
 "Soneto Lobo do Gelo e outras"
Página 07



A SEMENTE- SONETO ALEXANDRINO

EXEMPLO DE MÉTRICA

Es/que/ci/da /na /te/rra, e/ pron/ta /pa/ra a/ mor/te
Sem/ re/ga,/ sem/ a/mor/, tão/ tris/te a/ so/li/dão
Ás /ve/zes/ tin/ha /sol/... E/ chu/va,/ só/ com/ sor/te
Des/pre/za/vam/ sem /dó/, mun/do/ de in/gra/ti/dão

E a/ssim/ fi/cou/ sem/ luz/,  pa/de/cen/do/sem /nor/te
Rom/per/ o /chão/, nas/cer?/Nun/ca,/ quan/ta i/lu/são!
Tem/po/ pa/ssou/ ve/loz, /e/ na/da/que/ con/for/te
Mas/ al/go/ re/lu/ziu,/ sur/giu /ou/tra es/ta/ção...

Pri/ma/ve/ra/ de a/mor/, e a e/ssên/cia/ pro/tes/tou:
Eu/des/co/bri,/sou /flor/! Meu/ son/ho /co/me/çou...
A/ se/men/te ex/plo/diu,/ des/per/tou/ pa/ra a/ vi/da

O/ céu/ quis/ pro/te/ger.../Trou/xe a /chu/va/ ben/di/ta!
Luz /do /sol/ a/que/ceu.../Com/pai/xão/ in/fi/ni/ta!
U/ma/ ben/ção/ de/Deus!/Nun/ca/ foi /es/que/ci/da...

Por Janete Sales Dany


Sílabas tônicas que são obrigatórias na 6ª e 12ª sílabas
14 versos, 4 estrofes
Algumas vogais se unem e são separadas 
de forma diferente da contagem silábica gramatical


domingo, 17 de junho de 2012

Chuva, saudade, morte e vida...

A minha casa mesmo sendo feita
com os alicerces tão fortes e vindo do meu amor
Não aguentou a chuva que veio com fúria 
e sem compaixão a arrastou
Tudo o que eu tinha conseguido em anos,
num instante a chuva levou
Eu fiquei ali inerte olhando o local 
onde ela estava antes
e que agora só a saudade ficou