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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Fuzilando o preconceito!


Você que me olha artificialmente e de mim nada vê...
Porém nunca procura saber e só quer me descrever
Você que só venera quem usa joia e uma roupa bonita...
Nem pode imaginar o que há atrás do cetim ou da chita!

Uma agulha oxidada no meio de outras faz a sua mão tremer
Torna-se um pretexto para você jogar fora todo o agulheiro!
O erro de uma pessoa não é motivo para odiar um grupo inteiro...
Assim é difícil viver; não use o dedo da acusação sem me conhecer!

Não julgue os meus costumes, a cor da minha pele e a minha religião!
O meu peso corporal, o meu sotaque; não são razões para avaliações!
Aprecie o que há atrás do meu olhar; ele é a janela do meu coração
Dentro de mim mora a verdade e fora de mim pode haver simulação!

Não confie num ovo com a casca bonita; às vezes só há podridão!
Dentro de outro meio mirrado pode haver o dourado da gema
Esqueça as pessoas que fazem da vida um palco de ostentação
A primeira linha nunca esclarece toda história de um poema!



 
Benévolo é aquele que ama a vida; que respeita a natureza!
Pode se vestir até de trapo, mas continua residindo na beleza
Generoso é aquele que se emociona ao ver a dor alheia
Onde passa jamais destrói as flores; somente as semeia!

Lindo é aquele que estimula a bondade em todos os corações
Faz da vida uma estrada não de aparência, mas de belas ações!
Quanta beleza neste mundo é menosprezada; não é reconhecida...
Magnífico é aquele que derrama o amor nos longos caminhos da vida!

Janete Sales Dany


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O trabalho Fuzilando o preconceito de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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