Flor esquecida, sentada numa
cadeira no jardim do asilo...
Quem sabe algum dia teria a
alegria de ver chegar um filho...
Olhava com os olhos rasos d’água
as visitas que ali chegavam
Braços que se abraçavam; carinho
dos que se encontravam...
O que seriam aquelas marcas no
seu rosto, linda flor?
Os anos foram desenhando cada
sorriso e cada dor...
O que seriam estas lembranças
açoitando a sua mente?
Rostos que você ama e que sumiram
para todo sempre...
A linda flor chorava toda noite e
acabou adormecendo...
Naquele cenário de abandono aos
poucos foi morrendo!
E a vida a esqueceu, e então as
mãos calejadas se uniram...
O adeus foi repleto de solidão;
no céu os anjos a acudiram!
A realidade que seguiu em frente
e sem piedade continuou...
Ficaram na página do tempo as
cantigas de ninar que cantou
Fotografias amareladas do seio
oferecido quando amamentou
Gente que tinha o mesmo sangue
na veia e a desamparou!
Antes de padecer escreveu uma
mensagem com ironia:
O amor que entreguei foi incondicional;
repleto de alegria!
O que me deixou mais radiante na
vida foi ser mãe um dia...
No final, o mais triste;
excluída! Fui exaurida pela nostalgia...
Janete Sales Dany
O trabalho
Fui exaurida pela nostalgia... de
Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional .
Imagem do gif: Pixabay
http://pixabay.com/pt/mulher-idade-bra%C3%A7o-triste-173620/
OBS:
A foto da idosa chorando é apenas uma ilustração,(Imagem de domínio
público)usei como parte artística, portanto nada tem a ver com este
poema.E esta história contada, é apenas fonte da minha imaginação
poética, não se refere a nenhum caso real acontecido.
Com esta poesia participei na Peapaz
do Caderno Humanismo n° 3:
Idoso abandonado
Clique na imagem para ver a minha participação
Outra poesia no mesmo gênero:
Clique na imagem
VIDEO