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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SONETO ALEXANDRINO FÊNIX CORRIGIDO



Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Não sonho á noite, rezo, e vivo a claridade...
Investigue meu ser, é puro sentimento
Tenho um coração terno e imerso na saudade

Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Calo um grito noturno e afogo na quimera
O segredo se estende e fica mais intenso
E de manhã ressurjo e volto a ser quem era
Olho para o elevado, o impulso é que me rege... 
Sorriso sempre largo, e o pranto, só dispenso!
Como Fênix, renasço, e sei quem me protege!
Janete Sales Dany
Poema @ registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro Manto Santo e outras Página 09
Separação das sílabas 
Poéticas ou escansão

 Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Nas/ci /com/ a al/ma/ SOL/ta, e/ fu/gaz /co/mo o /VEN/to
Não sonho á noite, eu rezo; e vivo a claridade...
Não/ son/ho á/ noi/te, eu/ RE/zo; e/ vi/vo a /cla/ri/DA/de...
Investigue meu ser, é puro sentimento
In/ves/ti/gue/ meu/SER/, é/ pu/ro/ sen/ti/MEN/to
Tenho um coração terno e imerso na saudade
Ten/ho um/ co/ra/ção/TER/no e i/mer/so /na/ sau/DA/de



Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento

To/mo um/ ban/ho /de/ LUZ/, fu/jo/ do/ mar/ san/GREN/to
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Dói/ lá /den/tro /meu/ DEUS/, es/que/ço a/ rea/li/DA/de...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Voo/ num/ céu/ de in/ven/ÇÃO/, só/ meu/ nes/te/ mo/MEN/to...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Não/ dur/mo á/ noi/te, eu/ RE/zo; e en/ca/ro a /tem/pes/TA/de

Calo um grito noturno e afogo na quimera
Ca/lo um/gri/to/ no/TUR/no e a/fo/go/ na/ qui/ME/ra
O segredo se estende e fica mais intenso
O/se/gre/do/se es/TEN/de e/fi/ca/mais/in/TEN/so
E de manhã ressurjo e volto a ser quem era
E/de/ man/hã /re/SSUR/jo e /vol/to a/ser/ quem/E/ra



Olho para o elevado, o impulso é  que me rege... 

O/lho/ pa/ra o e/le/VA/do, o im/pul/so é/  que/ me/ RE/ge... 
Sorriso sempre largo e o pranto, só dispenso
So/rri/so /sem/pre/ LAR/go e o/ pran/to/só/dis/PEN/so
Como Fênix, renasço, e sei quem me protege!
Co/mo/Fê/nix/, re/NAS/ço, e /sei/ quem /me/ pro/TE/ge!



Janete Sales Dany




Métrica deste Soneto Alexandrino:

Sílabas tônicas que são obrigatórias 

na 6ª e 12ª sílaba

14 versos, 4 estrofes
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas
Terminar todos os versos
 com palavras paroxítonas
Regras de um Soneto Clássico
(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos)

2 comentários:

  1. Belíssimo poema, querida poetisa Janete Sales! Parabéns! Admiro muito o seu trabalho! Um grande abraço!

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    Respostas
    1. Boa noite querida amiga escritora Mirian Menezes, muitíssimo obrigada pelo incentivo valoroso. É isto que me dá ânimo a escrever mais e mais. Também admiro muito o seu trabalho e prezo muito sua amizade também! Iluminou minha noite, volte sempre! Um grande abraço!

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