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terça-feira, 14 de abril de 2015

Ah, as nossas dores, e o nosso arco-íris sem as cores...

Ah, as nossas dores...
Parecem ser tristes flores
Nascidas nas ribanceiras da vida
Parecidas com a única escuridão que existe
E o espelho mostra o nosso olhar tão triste
Então somos vítimas reclamando por compaixão
Morrendo aos poucos e nos afogando na solidão

Ah, as nossas dores...
Parecem com um arco-íris sem as cores
O mundo fica sem graça e sem razão
Lágrimas descem dos olhos e entram no coração
Somos sofredores numa terra repleta de sofrimento
Esquecemos das estrelas brilhando no firmamento
Nestas horas a nossa visão só vê um céu cinzento...





Ah, as nossas dores...
Tão pequenas diante de outras
Nosso pesar pela chuva que molhou a roupa no varal
Nem se compara com aquele que perdeu tudo num temporal
Nossa aflição pelo trânsito que nos rouba o instante
Maior é a amargura do pedinte que traz o lamento no semblante
Sentimos ódio quando vemos uma espinha a danar o nosso rosto!
Quem dera que um cego pudesse ver este desgosto...

Ah, as nossas dores...
Somos vítimas a implorar por compaixão
Olvidamos aqueles que clamam por um transplante de coração
Há tanto sangue nos escombros depois de um atentado terrorista...
Há tanta tristeza naqueles que sentiram o ódio de um racista
Porém o espelho só mostra o nosso olhar tão triste
Ah, as nossas dores, e o nosso arco-íris sem as cores...
Então somos vítimas reclamando por compaixão
Morrendo aos poucos e nos afogando na nossa solidão...
Esquecemos o infortúnio alheio que está além do nosso portão!
Janete Sales Dany 
Poesia@protegida por lei
14/04/2015
São Paulo - SP
Registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional
No Livro: Soneto- Amor morre 
e não vejo compaixão
Página 14
Registro 686597
T5207352
Licença Creative Commons
O trabalho Ah, as nossas dores, e o nosso arco-íris sem as cores... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


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