Não quero pouco, quero a eternidade,
dirão que sou um louco e até aceito,
porque talvez eu seja, na verdade,
guardo o futuro dentro do meu peito.
Em meu pensar persiste a liberdade,
serei eterno, mesmo com defeito,
essa certeza absurda não se evade,
travo a extinção, qualquer final rejeito.
Prefiro ser assim, jamais sensato,
e, sendo dessa forma, até constato
que ainda ostento o ânimo de outrora.
Prefiro ser assim, jamais restrito,
pavor eu nunca tive do infinito,
e essa reação restauro a toda hora...
Janete Sales - Cadeira nº 5
Patrono - Augusto dos Anjos



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